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Você contrataria o Ashton Kutcher para investir seu dinheiro? | Instituto de Educação Financeira

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Você contrataria o Ashton Kutcher para investir seu dinheiro?

Ashton Kutcher é uma celebridade em Hollywood, virou a principal estrela da série Two and a Half Men, é casado com a também atriz Demi Moore e possui milhões de seguidores e fãs no Twitter e no Facebook. Já John Paulson é dono de uma gestora de fundos de investimento que ganhou 15 bilhões de dólares apenas em 2007 ao antecipar a explosão da crise do subprime e, pela façanha, embolsou um bônus de 3,5 bilhões de dólares, o maior da história. Agora responda rápido: se você tivesse de escolher um dos dois para administrar seus investimentos, qual deles seria?

Por mais incrível que possa parecer, o insano que tivesse optado por Ashton Kutcher no início deste ano teria ganhado muito mais dinheiro que a esmagadora maioria que escolhesse Paulson. O gestor profissional perdeu bilhões de dólares nos últimos meses e, segundo revelou o Wall Street Journal nesta quarta-feira, seus fundos começam a sofrer resgates.

Já Kushter tem nadado de braçada na crise. O ator possui um perfil bem diferente de seu antecessor em Two and a Half Men – o gastador, mulherengo e baladeiro Charlie Sheen. Kushter é sócio de um fundo de capital de risco especializado em investir em pequenas empresas de tecnologia, o A Grade Investments. Quando alguma das companhias de seu portfólio prospera, o fundo ganha tanto dinheiro que compensa outras apostas arriscadas e equivocadas.

O fundo do “celebrinvestidor” já comprou, por exemplo, uma participação no serviço de telefonia pela internet Skype quando a empresa valia menos de um terço que os 8,5 bilhões de dólares desembolsados pela Microsoft para sua aquisição meses depois. Outra bola dentro de Kutcher foi a compra de ações da Foursquare, uma rede social gerenciada principalmente por celulares que cresce a passos largos pelo mundo.

Entre os sócios de Kutcher na A Grade Investments, estão Guy Oseary, bastante conhecido por ser o agente de Madonna, e o bilionário Ron Burkle. Recentemente, a empresa de investimentos comprou participações em uma empresa que produz um aplicativo para o compartilhamento de fotos (a Path), um site que permite que um morador cadastrado alugue um quarto de sua residência para um turista por uma noite da mesma forma que um hotel (o Airbnb ) e um comparador de preços de ingressos para shows e eventos esportivos (o SeatGeek), entre outros. No total, o fundo já investiu em 15 empresas.

Como escolher um fundo

O fato de Ashton Kutcher ter apresentado neste ano resultados melhores do que um guru do mercado como John Paulson explicita que, na área de investimentos, rentabilidade passada não é garantia de lucros futuros. Outra conclusão óbvia é que é muito difícil escolher o fundo ou o gestor que vai apresentar a melhor performance nos próximos anos. De fato, montar um portfólio de bons fundos de investimento parece ser tão complexo quanto formar uma carteira de ações que superará facilmente a média do mercado.

Para André Massaro, especialista em finanças pessoais da MoneyFit, para escolher fundos de investimento adequados, é necessário seguir um pequeno roteiro. O primeiro passo é definir a categoria de fundo que se encaixa em seu perfil de risco e o tempo de investimento. Fundos de ações, por exemplo, são indicados apenas para quem tem tempo para esperar que os resultados apareçam e tem estômago e nervos para suportar a forte volatilidade da bolsa. Quem não possui nada disso deve ir para uma opção de renda fixa, e assim por diante.

Definida a categoria do fundo, é necessário ler o prospecto do fundo de interesse e verificar se ele não corre riscos demais dentro da categoria de atuação. Um segmento que pode ser muito mais arriscado do que parece é o de fundos multimercados, onde o gestor pode investir praticamente onde bem entender e ainda usar alavancagem financeira.

O terceiro passo é checar se o fundo não cobra uma taxa de administração muito acima da média do mercado. No caso de um fundo DI com taxas elevadas, por exemplo, o retorno líquido ao investidor pode acabar sendo inferior ao da caderneta de poupança. As taxas médias do mercado para cada categoria de fundo podem ser conferidas no site da Anbima.

Por último, o investidor deve escolher uma instituição de confiança. O fundo precisa ser registrado e ter autorização de funcionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Outro bom sinal é que o fundo tenha o selinho da Anbima.

Já o tamanho da gestora não importa. Um equívoco muito comum do brasileiro é achar que um fundo do Bradesco é mais seguro do que o de uma gestora de recursos independente porque, afinal de contas, trata-se de um banco bastante sólido. Massaro explica, entretanto, que o fundo é uma entidade totalmente separada do banco. Mesmo que o Bradesco quebre, por exemplo, os quotistas do fundo podem transferir a administração dos ativos para outra gestora. Já se o fundo for mal, o banco nada fará para compensar as perdas.

Em resumo, não é a instituição que vai fazer alguém ganhar mais ou menos dinheiro, e sim a capacidade do gestor dos recursos. No primeiro semestre, por exemplo, os fundos de ações independentes tiveram resultados bem melhores que os grandes bancos.

O ideal, no entanto, é escolher um fundo que consistentemente apresente bons resultados – e não que apenas tenha sido líder de algum ranking de rentabilidade em um curto período de seis meses ou um ano. Um bom ponto de partida é uma pesquisa no ranking de fundos que EXAME.com publica todos os anos e que revela quais fundos obtiveram bons resultados sem correr riscos excessivos.

A derradeira dica é diversificar e dividir o patrimônio em diferentes fundos para dirimir os riscos. O problema de fazer isso é que muitos fundos cobram taxas de administração menores para clientes que investem muito dinheiro. Investir em fundos de fundos ou então buscar uma loja de fundos são duas formas de superar essa barreira.

Do Portal EXAME
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