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Um País que rasga dinheiro | Instituto de Educação Financeira

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Um país que rasga dinheiro

Um dos pilares da teoria econômica clássica é a constatação de que consumidores, empresários e investidores são racionais – ou seja, após estudar as alternativas à sua frente, escolhem aquela que mais os beneficia, pelo menor custo possível. Ninguém, em sã consciência, rasga dinheiro: os consumidores preferem os produtos baratos aos mais caros, os empresários adoram ter lucro e detestam ter prejuízo e os investidores procuram aplicar em empresas com maior, e não menor, potencial de crescimento. A genialidade do escocês Adam Smith foi justamente notar que essa soma de racionalidade e egoísmo acaba sendo boa para todo mundo. No século 19, foi cunhado um apelido para esse indivíduo guiado pelo bom-senso em suas decisões: Homo economicus. Pois, nos últimos anos, o Brasil vem dando uma contribuição aos livros-texto de economia. A recente onda de crescimento do país deu origem ao que se poderia chamar de Homo economicus brasiliensis: ele, ao contrário de seu primo racional, gosta mesmo é de rasgar dinheiro.

Já se percebeu, e não é de hoje, que o Brasil se transformou numa espécie de pátria das parcelas. E é exatamente o fascínio pelas parcelas a principal característica do Homo economicus brasiliensis. Tudo, por aqui, é comprado à prazo. Joias, carros de luxo, lanchas, geladeiras, óculos de grau, passagens aéreas, roupas. Aproxima-se o dia em que o caixa da padaria vai perguntar se o cliente prefere parcelar o cafezinho em até quatro vezes (“sem juros”, claro). A principal conseqüência dessa multiplicação de parcelas é que o volume de crédito em nossa economia triplicou nos últimos cinco anos – e, hoje, estancar essa expansão é uma prioridade da equipe do governo. Para entender a atitude do brasileiro em relação ao crédito e tentar vislumbrar as consequências econômicas dessa atitude, EXAME encomendou uma pesquisa ao instituto Ipsos. Os dados levantados impressionam. Dois em cada três entrevistados ignoram o valor da taxa de juro de seus financiamentos. Cerca de 60% deles disseram que vão fazer mais empréstimos até o fim do ano. E quase metade dos entrevistados afirmou que o que interessa em sua decisão de compra é o tamanho da parcela mensal, e não o preço final do produto. Esse modo de pensar (ou de não pensar) tem potencial para colocar em dúvida a eficácia da política econômica brasileira. (…)

Revista EXAME
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2 comentários to “Um país que rasga dinheiro”

  1. Bom Dia,
    Faço faculdade de administração e a professora solicitou essa reportagem e gostaria de saber se vocês podem enviar para mim a reportagem completa?

    Fico no aguardo
    Obrigada,
    Pamela

    • Nós apenas transcrevemos um trecho desta matéria, ela não está disponível no portal da Exame.
      Você pode encontrá-la na revista Exame, edição 0997.

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