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As vantagens do Tesouro Direto | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

As vantagens do Tesouro Direto

Fonte: Reportagem publicada no Portal Economia SC.

17/02/2011

Tesouro Direto é a saída entre a Bolsa de

Valores e a Poupança

17.02.2011 | 16:12

O Tesouro Direto é o único investimento mais seguro que a poupança. Foto Divulgação.

Laís Mezzari

A caderneta de poupança é o investimento mais tradicional no país, e mesmo após alguns percalços como o congelamento da liquidez durante o governo de Fernando Collor em 1990, ela permanece com a imagem de porto seguro para milhões de brasileiros. A fama não é à toa, já que desde quando foi criada, em 1861, por Dom Pedro II, ela garante rendimento com segurança aos poupadores.

No início o juro era de 6% e houve períodos, como entre 1964 e 1994, em que a caderneta restituía o montante referente à inflação e ainda pagava juros de 0,5% ao mês.

Atualmente, a aplicação neste tipo de investimento não se faz mais tão interessante, já que apenas os juros são pagos, com taxas variáveis entre 0,5% e 0,6% mensais. Ainda há desconhecimento de grande parte da população, mas existem maneiras de obter maior rentabilidade sem ter que arriscar na bolsa de valores e de forma ainda mais segura.

Tesouro Direto

A aplicação no Tesouro Direto, ou seja, a compra de títulos públicos funciona como um empréstimo ao governo, que com esse dinheiro irá financiar a dívida pública e atividades com relação à educação, saúde e infra-estrutura. Assim, como o governo passa a ser o seu devedor o risco praticamente não existe.

O Tesouro Direto foi o melhor investimento nos últimos dez anos segundo pesquisa do Instituto Assaf (especializado em finanças). O professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Jurandir Sell Macedo Jr, concorda que é o único investimento mais seguro que a poupança.

Para obter um bom retorno, porém, é necessário investir a longo prazo. Macedo alerta que para ter lucro é preciso deixar o dinheiro no tesouro por no mínimo seis meses, mas o ideal é que permaneça por pelo menos um ano.

A diferença se dá especialmente por causa do recolhimento do imposto de renda, que é regressivo em relação ao tempo de permanência do dinheiro. Quem retira o valor antes de seis meses, por exemplo, paga alíquota de 22,5%, após esse período a alíquota passa para 20%. Quem aplicou seu dinheiro desta forma em 2001, teve 164% de rendimento até 2010.

Anteriormente, a compra de títulos públicos não podia ser feita diretamente por pessoas físicas, e era ocorria com intermediação de instituições financeiras através da aquisição de cotas de fundos de investimento. Desde 2002, com a criação do Tesouro Direto, os títulos públicos passaram a ser vendidos também pela internet a qualquer pessoa que viva no Brasil, tenha um Cadastro de Pessoa Física (CPF) e uma conta corrente, com a vantagem da redução do custo de intermediação.

Como aplicar

Para começar a aplicar neste sistema, o primeiro passo é entrar no site do Tesouro Direto, e escolher um agente de custódia credenciado. Esse agente é um banco ou corretora que irá fazer o requerimento do cadastro do cliente (após o envio de alguns documentos solicitados) e cuidar do investimento.

Para a realização deste serviço é cobrada uma taxa de custódia que geralmente fica entre 0,25% e 0,5%. O próprio site do Tesouro Direto apresenta os agentes e os valores. É importante prestar atenção para não escolher um que tenha um taxa muito alta, ou o rendimento fica comprometido.

Depois do credenciamento e recebimento do login e senha, o cliente já está apto a realizar transações no site. A partir daí, o funcionamento é basicamente como uma compra na internet. Neste momento, pode-se escolher entre dois modelos de títulos: os de juros pré-fixados e os pós-fixados.

Juros

No primeiro caso se sabe exatamente qual valor será restituído no período determinado. Já no segundo tipo, a rentabilidade é baseada na taxa básica de juros (Selic), ou de uma taxa de inflação futura. Este também foi um dos motivos para o Tesouro Nacional ter sido o melhor investimento dos últimos dez anos, já que a Selic esteve na casa dos 20% ao ano. Hoje ela está em 11,25%, mas o professor Macedo Jr afirma que mesmo que ela caia e renda a variação da inflação mais 6% ao ano, por exemplo, ainda assim é um rendimento considerável.

Os títulos com juros prefixados são os LTN e NTN Série F. No primeiro caso, o valor que o governo irá pagar por este título na data futura estipulada será de R$1 mil. O preço deles, portanto, diminui quanto maior for o tempo em que o dinheiro permanecer no Tesouro.

Macedo afirma no seu livro A árvore do dinheiro, que este tipo de investimento é recomendado a quem tem um objetivo em um futuro próximo. Já as NTN Série F são indicadas a pessoas que querem melhorar sua renda com o lucro dos seus investimentos, pois apesar de valer R$1 mil no vencimento, semestralmente o título paga juros proporcionais de 10% ao ano. O problema, neste caso, é a elevada alíquota da cobrança do Imposto de Renda.

Em compensação, os títulos com juros pós-fixados são mais conservadores e podem ser LTF, NTB e NTB-Principal. Os LTF têm remuneração equivalente à taxa Selic e os NTB e NTB Principal são corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). A diferença entre estes dois é que o primeiro paga juros semestrais e o segundo apenas na data do vencimento. A vantagem destes modelos é que o investimento fica seguro da inflação.

Investimento mínimo

Também é possível comprar apenas frações de um título, mas o valor deve ser pelo menos 20% do preço total, deste modo pode-se comprar sempre frações múltiplas de 0,2. Assim, o investimento mínimo varia entre R$100 de R$200, e a rentabilidade anual gira em torno de 12%. Mas o dinheiro acaba ficando comprometido, já que é preciso abrir mão da liquidez por rentabilidade, e se o valor for retirado com antecedência, as taxas e impostos podem conter grande parte do lucro. De qualquer forma, os títulos ainda podem ser vendidos em operação realizada uma vez por semana pelo Tesouro Direto.

Outras aplicações

Existem ainda outras formas de aplicações que também são seguras como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), que funciona como um depósito a prazo, em que depois de um determinado período é possível resgatar o dinheiro com os juros. Outro exemplo também são as debêntures, que são como um empréstimo a alguma empresa, mas para ter segurança é preciso investir em uma instituição consolidada, e que preferencialmente tenha ações na Bolsa (capital aberto).

Jurandir Sell Macedo Jr acredita que independentemente do investimento, antes de qualquer coisa é preciso estudar um pouco e entender a aplicação escolhida. “O segredo é guardar um pouquinho por mês e investir com responsabilidade” afirma.

lais@economiasc.com.br

 

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