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'Tenho carreira efêmera', diz modelo adolescente que paga previdência | Instituto de Educação Financeira

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‘Tenho carreira efêmera’, diz modelo adolescente que paga previdência

Senso de responsabilidade e segurança. É isso que motiva Ana Júlia Dorigon, de 17 anos completados em agosto, a pagar previdência privada desde criança, mesmo nem tendo completado ainda a maioridade. A jovem é modelo e, prevendo os riscos de uma profissão que pode ter carreira com prazo determinado, resolveu pensar mais à frente.

“Tenho noção de que a carreira é efêmera e um dia eu posso precisar do dinheiro. É para me precaver”, conta Ana, que vive de cachê desde os 3 anos de idade. “Sempre quis manter parte do meu dinheiro guardada para que eu soubesse que se algo desse errado ou eu mudasse de planos não começaria do zero.”

Para a mãe da modelo, a pedagoga Rosana Aparecida Dorigon Pereira, 45, tudo começou como uma brincadeira, mas a filha passou a ser chamada com frequência para fotografar, desfilar e participar de concursos de beleza.

Rosana também tinha o olho no futuro com relação à única herdeira e conta que começou a separar parte do dinheiro que Ana recebia pelos trabalhos. Depois, fez com que a filha passasse a ter mais controle sobre o pagamento da previdência privada e das outras aplicações financeiras que fez.

“A gente quis que ela entendesse que o dinheiro vem, mas pode ir embora fácil. Deixávamos ela comprar o que quisesse, porque, afinal, tinha trabalhado. E ela guarda uma parte. Faz isso até hoje”, afirma a pedagoga, que sempre apoiou a carreira da filha, mas sabe dos riscos à medida que os anos passam. “Ela se dava bem na frente da câmera, era uma brincadeira. Mas a gente não sabe até quando vai essa carreira. Hoje, ela tem cachês bons, mas e se amanhã aparece um outro rosto bom? Ela tem que ter os pés no chão”, comenta.

Vendedora de lingerie

Ana diz que, no meio de suas amigas modelos, ela é “a mais preocupada” em juntar dinheiro e garantir uma aposentadoria. “Meus pais me ensinaram a saber um pouco de tudo”, afirma a jovem sobre sua educação financeira. E ela brinca com a própria avareza. “Sou a maior mão de vaca que eu conheço.”

Além de separar cerca de 60% dos seus cachês para pagar a previdência privada e fazer aplicações, a modelo ainda quer engordar a conta bancária. Como “passatempo”, resolveu vender roupa íntima. “Como eu trabalhei para muitas marcas, pensei que poderia trabalhar com isso. É um passatempo.”

No currículo, Ana tem a faixa de Miss Teen Brasil e a de Miss América do Sul Adolescente, conquistadas em 2009. Também ganhou um concurso de beleza na República Dominicana no ano passado. “Pretendo ser modelo até ainda ter lucro, autoestima e enquanto tiver trabalho”, afirma a jovem, que está terminando a escola e quer fazer faculdade de comunicação social.

Especialista dá dica

O superintendente de Previdência do Banco Santander em São Paulo, Richard Seegerer, arrisca dizer que nos últimos cinco anos os jovens têm pensado mais na aposentadoria. “Cada vez mais o ingresso (nos planos de previdência privada) é cedo. O quanto antes você começar a fazer o plano de previdência, menos esforço terá para acumular os recursos necessários porque o prazo de acumulação é maior.”

De acordo com ele, jovens tendem a ser mais imediatistas. “Eles querem retornos rápidos, perfis mais agressivos (de investimento)”, diz Seegerer. Para isso, segundo o executivo, há planos de previdência em que parte dos fundos pode ser aplicada em ações. “Já existem programas para filhos, netos, sobrinhos. É para gerar a cultura do plano de previdência. Você pode começar a começar a contribuir desde que nascer.”

Do Portal G1
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