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Sopa de letrinhas do mercado financeiro | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Sopa de letrinhas do mercado financeiro

Por Jurandir Sell Macedo

ETF, It Now, iShares, FIND11, GOVE11… Essas siglas fazem tão bem à saúde financeira quanto fazia à minha saúde de menino a sopa de letrinhas da minha mãe. Foi com um caprichado caldo com macarrão que aprendi as primeiras palavras. E basta um pouco de lógica para descobrir que as siglas do mercado financeiro são tão simples quanto aprender a soletrar o próprio nome.

Exchange Traded Funds (ETF) são fundos com cotas negociadas na bolsa de valores. Ao investir em um ETF, a pessoa aplica em um fundo e adquire uma carteira de ações de diferentes companhias. O investidor pode acessar essa opção diretamente, comprando as cotas dos ETFs na bolsa. Para resgatar o dinheiro, basta vendê-las através do mesmo procedimento. Essas operações só podem ser realizadas através de corretoras de valores. Nesse sentido, os ETFs funcionam como as ações.

Esses fundos têm baixo custo de administração, pois o gestor não precisa comprar ou vender os ativos a cada depósito ou saque. Além disso, o gestor não tenta ganhar mais do que a média do mercado, apenas busca acompanhar um determinado índice de ações. É a chamada gestão passiva da carteira. A vantagem para o investidor é a previsibilidade do retorno em relação ao índice que cada ETF busca replicar.

O segmento tem apresentado um crescimento expressivo mundialmente, desde que o primeiro fundo foi autorizado a operar na Toronto Stock Exchange, no Canadá, em 1990. Com um aumento médio de 30% nos últimos dez anos, a expectativa é que no final de 2012 o volume de investimentos nesse tipo de fundo no mundo todo chegue a US$ 2 trilhões.

It Now e iShares nada mais são do que marcas comerciais de ETFs geridos, respectivamente, pelo Banco Itaú e pela Black Rock Brasil.

Sob a marca It now estão agrupados seis ETFs:

1. FIND11: baseado no Índice Financeiro, composto pelas ações dos principais bancos e empresas financeiras. A taxa de administração é de 0,60% a.a.

2. ISUS11: baseado no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), reflete o retorno de uma carteira composta por ações de empresas comprometidas com a responsabilidade social e sustentabilidade empresarial. A taxa de administração é de 0,40% a.a.

3. GOVE11: composto pelas ações do índice de governança corporativa, que seleciona as empresas que tem práticas de gestão transparentes e igualitárias no tratamento com acionistas. A taxa de administração de 0,50% a.a.

4. MATB11: baseado no índice de materiais básicos, composto pelas empresas produtoras de matéria-prima para outras indústrias, como, por exemplo, empresas de mineração, siderurgia, celulose e papel, químicas, entre outras. A taxa de administração é de 0,50% a.a.

5. DIVO11: baseado no índice de dividendos, que é composto por empresas que se destacaram pela maior remuneração aos acionistas na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio. A taxa de administração é de 0,50% a.a.

6. PIBB11: baseado no Índice Brasil – 50 (IBrX-50), que mede o retorno das 50 empresas mais negociadas na bolsa. Tem uma das menores taxas de administração do mundo: 0,059% a.a. O PIBB11 foi premiado como o ETF mais eficiente das Américas em 2010 e 2011, pelo exchangetradedfunds.com, um site dedicado a acompanhar ETFs do mundo todo.

Já sob a marca iShares estão agrupados oito ETFs:

1. BOVA11: baseado no Ibovespa, que contempla as ações que representam 80% do volume negociado na BM&FBOVESPA. A taxa de administração é de 0,54% a.a.

2. BRAX11: baseado no IBrX-Índice Brasil – 100 (IBrX-100), que mede o retorno de um investimento em uma carteira teórica composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na BM&FBOVESPA em termos de liquidez. A taxa de administração é de 0,54% a.a.

3. MILA11: baseado no índice BM&FBOVESPA MidLarge Cap, que mede o retorno de um investimento em uma carteira composta pelas ações emitidas pelas companhias com os maiores valores de capitalização, as chamadas blue chips. A taxa de administração é de 0,54% a.a.

4. SMAL11: baseado no índice BM&FBOVESPA Small Cap, que mede o retorno de um investimento em uma carteira composta pelas ações emitidas pelas companhias com os menores Valores de Capitalização listadas na Bolsa. A taxa de administração é de 0,69% a.a.

5. CSMO11: baseado no índice BM&FBOVESPA de Consumo, que mede o retorno de um investimento em uma carteira composta pelas ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não cíclico. A taxa de administração é de 0,69% a.a.

6. ECOO11: baseado no Índice Carbono Eficiente (ICO2), que é composto por empresas que fazem parte do IBrX-50 e que controlam ou reduzem emissão de gases causadores do efeito estufa. A taxa de administração é de 0,38% a.a.

7. MOBI11: baseado no índice BM&FBOVESPA Imobiliário, que é composto por empresas de construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. A taxa de administração é de 0,69% a.a.

8. UTIP11: baseado no índice de Utilidade Pública, composto por empresas representativas do setor, principalmente energia elétrica, saneamento e gás. A taxa de administração é de 0,69% a.a.

São muitas informações a serem digeridas. Mas, com o mesmo esforço de um menino que cria as primeiras palavras com letras de macarrão, é possível incorporar cada uma dessas siglas ao seu vocabulário – e a sua saúde financeira agradece.

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

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