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Sete especialistas dão dicas para cuidar do seu dinheiro na crise | Instituto de Educação Financeira

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Sete especialistas dão dicas para cuidar do seu dinheiro na crise

Acertar nas decisões financeiras em época de turbulência econômica exige mais cuidado por parte do investidor. O G1 ouviu uma série de especialistas que serão palestrantes na Expomoney, evento sobre educação financeira e investimentos que começa nesta quinta-feira (22) e vai até sábado (24) em São Paulo, e pediu que cada um deles respondesse à pergunta: o que o pequeno investidor precisa saber para não perder dinheiro durante a crise? Confira as respostas.

1) Pedro Carrilho, autor português do livro ‘Descubra o milionário que há em você’

“As pessoas no Brasil devem buscar proteção financeira, que é a diversificação do dinheiro e procurar produtos que protejam seu dinheiro. Uma pessoa que tenha 10%, 20% do dinheiro em ações não se deve preocupar (com a volatilidade do mercado). Proteção financeira em Portugal, que está em forte crise nesse momento, é quase tirar o dinheiro do país, para mercados que estão mais estáveis. Para o brasileiro é mais simples, é não se expor demasiado aos riscos do mercado neste momento, mas viver com calma o dia a dia porque há bom dinheiro para se ganhar, inclusive em ações. (…) Renda fixa e matérias-primas são boas opções para esperar passar a turbulência. Neste momento, quando há incerteza, deve-se ter três a seis meses de despesas mensais poupadas. Se você gasta R$ 2.500 com casa transporte e estudos, tem que ter R$ 7.500 em uma conta só para emergências, que dê para sacar de uma hora para outra”.

2) Márcia Tolotti, psicanalista e autora do livro ‘As armadilhas do consumo’

“É importante as pessoas encararem que este é um momento em que, no mínimo, eu tenho que me prevenir e ser moderno o suficiente para rever minhas escolhas quando a situação exige. Seria racionalmente importante que a gente pudesse rever e conter o hábito do consumo exacerbado, exagerado, o que é difícil das pessoas fazerem. Se eu preciso agora ter um compasso mais lento porque a economia está mais lenta, como vou querer impor o meu ritmo? É como um voo livre: se está chovendo e ventando eu não tenho muito o que fazer diante disso. Agora no meu microcosmos eu tenho o que fazer: naquele dia, decido não voar. Diante da macroeconomia a gente não tem muito poder, mas dentro da minha conta bancária eu tenho. Hoje eu vou decidir não consumir aquilo que não seja estritamente necessário, de verdade. Eu tenho que saber que estou diante de uma turbulência. Deixa eu exercer a liberdade que me cabe”.

3) Luiz Carlos Ewald, o ‘Sr. Dinheiro’, do ‘Fantástico’

“É um momento em que a pessoa tem que parar para pensar. E principalmente não se endividar e nem deixar dívidas pendentes. Adiar compras e qualquer compra de compromisso. Tome muito cuidado que os imóveis estão muito caros. Viver de aluguel é muito mais barato do que comprar. Se aluguel é jogar dinheiro fora, juro é muito mais dinheiro fora, porque é mais de duas vezes o valor do aluguel. O esforço para fazer sobrar dinheiro tem que ser maior. Tomar cuidado com compras por impulso, ver ofertas e pesquisar bastante”.

4) Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial

“Do ponto de vista astrológico, existe uma configuração do céu que determina que até 2015 estejamos com uma instabilidade econômica forte. O pequeno investidor tem que navegar por mares seguros, investir em coisas de menor risco, tesouro direto, coisas com ganho menor. Para as pessoas que têm perfil e traquejo para bolsa, o day trade (compra e venda de ações em um mesmo dia) é o lado positivo”.

5) Gustavo Cerbasi, consultor e autor do livro  ‘Casais inteligentes enriquecem juntos’

“A melhor estratégia para lidar com a crise é a tradicional: pequena parcela (das economias) alocada no mercado de ações e predominando em renda fixa. Sempre uma postura consciente, bem informada. Por mais que queira manter 20% em renda variável, no momento em que se abre uma janela de oportunidade em renda variável, como um imóvel ou uma ação muito barata, é importante ter o dinheiro em renda fixa para poder aproveitar. Quem tem alguma parcela em renda variável se sente incomodada e vai atrás de informação. Ter o dinheiro na bolsa é importante para que a pessoa se mantenha informada. E nesse caso jamais colocar todo o dinheiro da renda fixa na bolsa, mas uma parcela. A crise vai impactar o preço do pãozinho e dos importados, mas também vai trazer um bom cardápio de oportunidades para os investidores”.

6) Leandro Martins, analista de investimentos

“Todo investidor que começa a investir na bolsa comete erros repetitivos, também na crise. Somos acostumados a usar o emocional nas operações financeiras, mas podemos reformular nosso cérebro com informação e aprender a usar  o racional. Um erro comum é esperar o preço da ação ficar mais caro para comprar, e aí assim que a pessoa compra ela já começa a cair. Outro erro é, quando o preço da ação começa a cair, esperar o máximo de tempo e vender quando o prejuízo já está grande. O certo é vender assim que ela começa a cair e já comprar outra com potencial de alta. Ter pressa para decidir e investir ou ter ganância e fazer operações arriscadas com mais dinheiro que você tem também é um risco. Comprar ou vender ações cada vez por um motivo ou dica diferente também é errado: a falta de metodologia de compra e venda é um grande erro. A falta de humildade, de achar que só porque acertou uma compra o mercado de ações já é fácil, também pode levar a muitas perdas”.

7) Henrique Kleine, analista da corretora Magliano

Mesmo em épocas de crise é possível  comprar papéis no mercado de ações nos quais o investidor consiga ter algum tipo de rentabilidade ou não ter perdas muito grandes. É importante analisar características da empresa: os múltiplos da companhia, preço em relação ao valor patrimonial da companhia, o retorno sobre patrimônio, que mostra a taxa de retorno da companhia. Buscar informações, relatórios de analistas em corretoras e bancos de investimentos de confiança. Em época de crise global há empresas que são mais expostas e outras menos; selecionar empresas que não tenham tanta exposição ao risco externo, como empresas voltadas para o mercado interno, brasileiro. Dá para ganhar dinheiro mesmo em época de crise. Há casos de ganhos consideráveis em alguns papéis de 2008 até hoje, como a Hering, que subiu cerca de 1.100%. Quem olha para índices como o Ibovespa, que é um composto de ações, pensa que a bolsa está ruim. Mas se você sai do índice e analisa papéis cuidadosamente, encontra rentabilidade”.
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9ª Expomoney
Quando: de quinta (22) a sábado (24)
Onde: no Transamérica Expocenter, em São Paulo.
Entrada gratuita. Inscrições no site do evento.

Do Portal G1
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