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Ser mãe não tem preço. Planejar as finanças, sim. | Instituto de Educação Financeira

Família e finanças

Ser mãe não tem preço. Planejar as finanças, sim.

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Para essas mães, planejar os gastos para ter folga financeira só trouxe bons resultados. Zoraide Stark com os filhos Clara e Lucas. / Foto: Fábio H. Mendes/ Hype

Filhos, casa, trabalho. E mais trabalho. Vida de mãe nos tempos modernos não é nada fácil. Tanto que muitas acabam deixando de fazer um planejamento financeiro que englobe os desejos delas. “O maior presente que as mães podem dar a elas mesmas é um planejamento financeiro que permita a realização de seus próprios sonhos. Muitas querem só o bem da família e o sucesso dos filhos e acabam se esquecendo disso”, diz Celina Macedo, especialista em educação financeira para pais, crianças e adolescentes do Instituto de Educação Financeira e autora do livro “Filhos: seu melhor investimento” (Editora Campus/Elsevier).

Uma dica para mães que querem começar a ter uma vida financeira mais saudável é justamente fazer um orçamento e determinar um percentual para poupar. O valor precisa ser dividido em diferentes planos: os de curto, médio e de longo prazos, e aqueles que envolvem a família e a própria mãe. E quanto antes ela fizer isso, melhor. “Eu acabei de fazer 50 anos e posso ter 30 anos de vida ou mais para curtir, viajar e comprar todos os livros que quero ler. Minha filha vai se formar e o meu filho prestará o vestibular. Daqui a pouco eles vão embora. Seria complicado se eu não tivesse planejado financeiramente a minha vida”, conta Celina.

Ela disse que os planos de cada mulher para utilizar o dinheiro podem mudar a qualquer momento. Ainda assim, o importante é adquirir o hábito de poupar. “A dica para a mulher é colocar uma quantia na poupança assim que receber o salário. Isso é bom não só para o presente e o futuro da mãe, mas também para os seus filhos, que vão crescer com um bom modelo a seguir. Eles vão saber que é possível trabalhar, pagar as contas, viajar e ter dinheiro para imprevistos. Por isso, o processo deve ser transparente”, conta.

Jurandir Macedo, consultor de finanças pessoais do Itaú Unibanco e marido de Celina, diz que a mulher tem de buscar conhecimento para investir melhor o dinheiro dela. “Às vezes elas ganham mais do que eles e acham que investir é coisa de homem. A mulher tem de aprender a cuidar do próprio dinheiro”, afirma. Segundo ele, os três motivos que levam a mulher a não controlar o orçamento são a falta de colaboração do cônjuge, a falta de tempo e a falta de conhecimento. “No programa de uso consciente do banco temos uma calculadora chamada mesada do casal, para facilitar a separação das economias dele e dela. Um casal com folga financeira pode guardar 10% do salário de cada um. Um mais endividado, 4% da renda individual”, afirma.

A importância da previdência

Augusto Sabóia, planejador financeiro para a aposentadoria, lembra que a mulher vive em média oito anos a mais do que o homem e, por isso, sempre terá mais necessidade de dinheiro. “Elas precisam ter um plano de previdência privada para bancar o futuro. Quanto antes começar, mais conseguirá acumular para a aposentadoria”, diz Sabóia.

Zoraide Stark, diretora da CKZ Eventos e realizadora do Fórum Mulheres em Destaque, mãe de Lucas, de dois meses e de Clara, de seis anos, é uma planejadora de mão cheia. Ela e o marido alocam 30% do que recebem em aplicações de renda fixa, dos quais 15% são para a aposentadoria deles e 15% para que os filhos possam fazer uma graduação ou pós-graduação onde quiserem no futuro. Além disso, a família poupa para fazer viagens ao exterior. “Com a chegada dos filhos, contratamos seguro de vida para cobrir as despesas deles até os 21 anos, caso não estejamos aqui. Esse foi o produto mais difícil de contratar”, lembra.

Sobre o impacto que um filho pode trazer ao orçamento, Zoraide é clara: “As coisas se encaixam e o custo do segundo filho é marginal porque já temos uma estrutura montada. A babá da Clara vai ficar com o Lucas também”.

Os desejos da diretora da CKZ também entram na planilha. “Temos uma meta para poupar. E quando eu atinjo, também compro coisas para mim”, afirma. O planejamento da família tomou tal proporção que até a filha Clara já tem um cofrinho para guardas as economias dela.

De mãe para filhos

Mães planejadoras tendem a transmitir isso para os filhos. E quem corrobora essa opinião é Vida Olga Navarro, professora de música e mãe de um casal de gêmeos que já tem 23 anos de idade. “Eles não foram criados com coisas de grife e sempre tiveram tudo o que precisaram. A Vivian paga a faculdade de Direito dela e o Rafael sabe que terá de pagar a dele”, conta.

A professora diz que o segredo é nunca gastar sem antes saber se fará falta. “Sempre fui organizada com o dinheiro, marco as despesas e guardo o que sobra. Mas não deixo de sair com eles para jantar de vez em quando”, conta Vida.

Antes de ter os filhos que, segundo ela, são fruto de produção independente, Vida fez uma poupança. “Não guardei uma quantia grande, mas era a minha reserva de emergência. O meu sonho era ter os filhos e tive sozinha”, afirma. O cuidado que Vida teve com o orçamento permitiu que ela comprasse itens que desejava e precisava, como bons instrumentos musicais e até um carro.

Agora, com os filhos encaminhados, Vida já começa a desfrutar mais ainda do planejamento financeiro e fez um cruzeiro com o que recebe de aposentadoria. “Mas na poupança e na previdência privada eu não mexo”, conclui.

Disponível em Diário do comércio

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

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1 comentário to “Ser mãe não tem preço. Planejar as finanças, sim.”

  1. Tem que criar uma poupança na Caixa

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