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Redes sociais multiplicam as lições | Instituto de Educação Financeira

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Redes sociais multiplicam as lições

Denise Hills, do Itaú Unibanco, que produziu um guia virtual sobre educação financeira: “Foi uma forma interativa de tratar um tema que, no Brasil, é tabu”

As redes sociais são o canal mais adequado para abordar de forma criativa e com uma linguagem simples um tema considerado “espinhoso” como a educação financeira, especialmente quando o público-alvo são os jovens, que em geral pouco sabem sobre organização das finanças, avaliam as empresas, bancos e instituições que estão aproveitando esse espaço virtual para divulgar seus projetos na área.

Uma das vantagens das redes sociais é poder atingir um universo grande de pessoas conectadas. Por outro lado, marcar presença em um ambiente interativo estimula o desenvolvimento de trabalhos colaborativos. Foi o que fez, por exemplo, o Itaú Unibanco, que produziu um guia virtual sobre educação financeira, denominado Granabook, a partir de comentários e dúvidas postados por 36 mil universitários.

Os posts foram feitos na fan page Itaú Universitário no Facebook, criada em abril de 2011, que conta com 345 mil fãs. A experiência bem-sucedida do guia fez o engajamento dos usuários na página subir quase três vezes acima da média geral das fan pages. “Foi uma forma interativa de tratar um tema que, no Brasil, é tabu”, diz Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do Itaú Unibanco.

Segundo ela, as conversas sobre o uso consciente do dinheiro, como organizar as dívidas, planejar investimentos, elaborar orçamentos e outros assuntos afins tiveram início em agosto do ano passado. Além de orientações para estabelecer uma relação saudável com os recursos financeiros, o Granabook traz dicas sobre como identificar os gastos e onde investir para realizar projetos de curto, médio e longo prazos.

O guia já está disponível no formato de e-book, para download gratuito da internet, a fim de esclarecer as dúvidas do público em geral as quais, segundo Denise, são muitas vezes parecidas com as dos universitários.

Além dos jovens, uma das abordagens do banco nas redes sociais é o público infantil. Por isso, entre setembro e outubro está previsto o lançamento de um aplicativo online de educação financeira destinado a esse segmento.

Em atividade desde novembro do ano passado, o Instituto Febraban de Educação (Infi), que atua como braço educacional da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), também utiliza as redes sociais para divulgar o programa Meu Bolso em Dia, criado em 2010 que, entre outras ações, organiza caravanas para discutir a educação financeira. Até o momento, já foram organizadas seis edições desse tipo de evento.

Um anúncio sobre a realização do evento em Teresina (PI), no ano passado, não apenas atraiu um grande público, como também fez aumentar o número de acessos ao Meu Bolso em Dia. “O porcentual de acessos da cidade ao programa, que era de 0,3% passou a ser de 7% do total”, conta Fábio Moraes, diretor de educação financeira do Infi.

Segundo ele, o Meu Bolso em Dia tem uma comunidade de aproximadamente 600 mil curtidores no Facebook.

A DSOP Educação Financeira acumula quase 68 mil curtidores na página que abriu há um ano e meio no Facebook com o objetivo de promover ações pontuais, como cursos e palestras de seus diretores e franqueados. Mas a meta, bastante ambiciosa, é chegar ao número de 1 milhão de fãs até o final de 2013.

Para dar visibilidade ao seu perfil no Facebook, a DSOP lançou mão de posts curtos, com muitos vídeos e imagens chamativas, sobre os cursos, palestras e eventos próprios ou dos quais participa. “Além disso, gravamos vídeos com duração de dois a três minutos, que trazem dicas sobre como as pessoas podem ter uma boa saúde financeira”, revela Fabiana Matos, gerente de mídias digitais da empresa.

Uma ação explorada com êxito é o chamado post promovido, que consiste, muitas vezes, em uma promoção. A pessoa presente a uma palestra ganha um bônus, como um livro ou a inscrição em algum curso da DSOP. Por conta dessas ações, aumentou bastante procura por cursos de educação financeira. A empresa, que no início do ano promovia um curso por mês, em média, passou a contar com duas ou três turmas.

 

Internet dissemina conteúdo

A internet transformou o rosto de Eduardo Moreira, sócio do Banco Brasil Plural, numa cara conhecida do público investidor. O economista comanda o programa Geração Invest, da corretora Geração Futuro, no YouTube. São pequenos filmes desmistificando a economia e o mundo dos investimentos, que somam entre 1 mil e 2 mil visitas por mês cada um. As palestras de Moreira também acumulam cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais, espalhados no perfil do economista e da corretora.

A demanda gerada pelos vídeos se espalha, e emissoras de rádio e TV do interior do país pedem a reprodução do material, que também é cedido a empresas e apresentado em palestras. Em apenas quatro meses, o programa fez o número de seguidores da Geração Futuro no Facebook saltar de 5 mil para 60 mil. “Só falamos de produtos se for pertinente”, explica.

Os números ilustram o poder das ferramentas tecnológicas na difusão de conteúdos de educação financeira. As iniciativas se multiplicam. O Itaú Unibanco lançou recentemente o Granabook, o Guia Colaborativo para Sair do Perrengue, escrito pelo consultor Gustavo Cerbasi, em colaboração com 36 mil universitários no Facebook, e o portal Uso Consciente do Dinheiro, lançado há nove meses já recebeu 13 milhões de visitas.

Segundo Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do Itaú Unibanco, o principal desafio não é apenas atingir o máximo de pessoas possível, mas também conseguir o melhor nível de compreensão do conteúdo. “O portal é aberto e usamos uma linguagem simples, mas não simplista”, diz.

Já o Bradesco vem investindo em web séries para o público de até 17 anos, alvo do Click Conta Bradesco. “É um conteúdo com linguagem informal, inspirado em situações do dia a dia”, explica Altair Rodrigues de Souza, diretor adjunto do banco. O Bradesco também usa a plataforma web para orientar os microempreendedores em seu novo portal, que traz conteúdo do próprio banco e também do Sebrae e da Endeavor. O efeito multiplicador é enorme: em apenas um dia, um post sobre como enxugar gastos pessoais teve mais de 200 mil visualizações no perfil do banco no Facebook.

O Santander também aposta na força das redes sociais. “Estamos no Facebook desde 2011″, conta Carlos Nomoto, diretor de sustentabilidade do Santander Brasil. Inicialmente, o banco acreditava que a plataforma se tornaria um canal para atendimento a reclamações, mas isso não aconteceu.

O Banco do Brasil dá dicas por SMS sobre parcelamento de saldos com taxas mais baixas. Além disso, oferece cursos de educação financeira através do portal BB, que também transmite as palestras presenciais promovidas pelo banco, para ampliar o alcance dos eventos. (CV)

Do jornal Valor Econômico

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