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Quando produtos financeiros para mulheres são vantajosos | Instituto de Educação Financeira

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Quando produtos financeiros para mulheres são vantajosos

Critérios para se escolher um bom produto financeiro não têm gênero, dizem especialistas

As mulheres já se firmaram no mercado de trabalho e como chefes de família, mas ainda há muito que se conquistar em matéria de independência financeira e planejamento do futuro. Embora nos últimos dez anos o número de mulheres que investem na Bolsa tenha passado de 15.000 para 144.000, esse número representa ainda apenas um quarto dos investidores pessoas física que aplicam na Bovespa.

Essa figura da mulher que investe e toma conta das finanças da família ainda está em ascensão no Brasil. Em função disso, começaram a surgir produtos financeiros e eventos sobre finanças voltados especialmente para elas. Mas será que eles valem mesmo a pena? E se valem, para qual perfil de mulher?

“Fundos e planos de previdência são produtos financeiros como quaisquer outros, e todos os investidores devem ter os mesmos cuidados: entender o produto, ver se a política de investimentos combina com seus objetivos, se o perfil de risco é semelhante ao seu, e principalmente os custos. Como o patamar de juros está mais baixo, esse quesito fica ainda mais importante”, ressalta Márcia Dessen.

Na hora de escolher um investimento, o gênero do investidor e o rótulo da aplicação são os fatores menos importantes. Optar por uma política de investimentos adequada ao seu perfil e custos baixos é o essencial. “Não faz diferença se é dito que uma aplicação é para mulheres ou para o público geral. Dinheiro não tem preconceito, a matemática financeira funciona da mesma forma para ambos os gêneros”, diz o consultor financeiro Mauro Calil.

Seguros formatados para o público feminino, porém, podem apresentar grandes vantagens. Conheça a seguir quatro tipos de produtos financeiros voltados para as mulheres:

Clubes de investimento

Embora não sejam produtos exclusivamente femininos, nos anos 2000 pipocaram clubes de investimento formados apenas por mulheres – da mesma família, amigas ou colegas de trabalho com objetivos comuns e que queriam começar a investir em ações. Alguns deles ficaram tão populares que cresceram a ponto de se tornarem fundos de investimentos, o que pode acontecer quando os clubes atingem mais de 50 cotistas.

Clubes de investimento são realmente ótimas maneiras para quem quer começar a investir em ações e ainda não tem segurança de fazê-lo por conta própria. Nos clubes, todos os participantes podem trocar ideias e opinar sobre o destino dos recursos investidos, podendo ou não haver um gestor profissional. “É possível até mesmo eleger um dos participantes como gestor, o que reduz os custos do clube, reduzidos aos custos operacionais”, diz Márcia Dessen, professora da Fundação Dom Cabral.

As taxas de administração dos clubes geralmente são parecidas com as dos fundos de ações – entre 2% e 4% ao ano. As grandes vantagens, porém, são a familiaridade com os demais cotistas, o objetivo comum, e a possibilidade de trocar informações e aprender sobre o investimento em ações. “Em um fundo de investimentos há gente demais, e gente que você não conhece, com objetivos que não necessariamente são os mesmos que os seus”, diz Márcia.

Só é importante ter em mente que clubes são boas alternativas para quem quer entrar na Bolsa, mas o investimento em ações não deve ser a porta de entrada no mundo das aplicações financeiras. O ideal é formar antes uma boa poupança em aplicações de renda fixa para os objetivos de curto e médio prazo, deixando para a renda variável os objetivos de longo prazo e a função de diversificação.

Fundos de investimentos

Alguns fundos voltados especialmente para mulheres nasceram de clubes de investimento que cresceram demais. Um deles é o Meninas Iradas, fundo de ações da corretora Geração Futuro. O fundo nasceu a partir de um clube criado em 2006 por um grupo de nove mulheres com objetivos comuns.

Com o passar do tempo, a propaganda boca a boca e a divulgação da própria corretora fizeram o clube crescer até tomar as proporções de um fundo, com um patrimônio de mais de 5 milhões de reais. Hoje, as mulheres não são mais as únicas investidoras. Alguns “meninos irados” também se identificaram com a política de investimentos e resolveram aderir. Cerca de 40% dos mais de mil cotistas do Meninas Iradas hoje são homens, muitos dos quais investem para os filhos.

De acordo com a corretora, o que torna o fundo “feminino”, além do nome, é a política de investimentos. “O fundo investe em empresas sustentáveis e socialmente responsáveis. Não aplicamos em empresas de tabaco, bebidas alcoólicas e armas de fogo. Também repassamos parte da taxa de administração a uma ONG que atua na geração de renda e na educação financeira de comunidades carentes”, explica Daniele Duarte, consultora de investimentos da Geração Futuro.

Com aplicação inicial mínima de 100 reais, o Meninas Iradas é acessível, mas a taxa de administração de 4% ao ano é salgada se comparada à média do mercado de fundo de ações, que atualmente está em torno de 2% ao ano. A carteira tem política de investimentos semelhante à de muitos outros fundos sem rótulo de gênero, pois é composta por ações do índice Bovespa, que também funciona como benchmark.

Para quem busca fundos atrelados ao Ibovespa, o mercado está repleto de opções, inclusive o barato ETF BOVA11, fundo passivo com cotas negociadas em Bolsa que tem taxa de administração de 0,54% ao ano. Quem preferir fundos que só apliquem em ações sustentáveis – muitas das quais presentes no Ibovespa – também existem os fundos de sustentabilidade, que seguem o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Eles não são voltados para mulheres, mas existem opções com taxas mais próximas à média do mercado de ações. Os do HSBC, da Caixa e do BB, por exemplo, cobram taxa de 2,5% ao ano.

Mas acompanhar um índice pode não ser tão bom negócio assim. No caso do Meninas Iradas, a valorização acumulada desde a criação foi abaixo do benchmark: de 28,16% contra alta de 45,05% do Ibovespa desde fevereiro de 2007. Acontece que, por conta da crise, o Ibovespa também perdeu para a renda fixa no período, acumulando retorno semelhante ao da caderneta de poupança. Enquanto a aplicação mais tradicional do Brasil deu retorno de 43,12%, o CDI acumulou alta de 69,69%.

Planos de previdência

As mesmas orientações valem para quem está procurando um plano de previdência privada aberto, do tipo PGBL ou VGBL. Como em qualquer outra aplicação financeira, é preciso procurar aquela que melhor se adapte ao seu perfil com os menores custos, independentemente de ser voltada ou não para o público feminino.

Antes de mais nada, é preciso saber como um fundo de previdência funciona. Na hora de escolher, existem opções voltadas para mulheres, como o PrevMulher, do Santander, no qual é possível decidir por dois diferentes perfis de risco – com 100% em renda fixa ou com 80% em renda fixa e o resto em ações. Ambos os perfis são ofertados nas modalidades PGBL – com vantagens tributárias – e VGBL – com vantagens securitárias.

Mas o diferencial não está na aplicação em si, semelhante a muitos outros fundos de previdência privada, mas no que vem agregado a ela: descontos em clínicas de estética e beleza, assistência com profissionais para pequenos reparos, mudança de móveis, troca de lâmpadas, assistência para cães ou gatos de estimação, orientação nutricional, entre outros serviços. Para quem não possui um seguro que ofereça esse tipo de cobertura, pode ser uma opção interessante.

Mas é claro que tudo isso tem um custo. Além da taxa de administração de 2% ao ano, o fundo cobra também outra taxa, comum a planos de previdência, a taxa de carregamento, também de 2% ao ano. Existem no mercado fundos de previdência abertos para o público em geral com taxas mais baixas, inclusive alguns poucos que não cobram taxa de carregamento.

Seguros

Diferentemente dos investimentos, seguros desenhados para mulheres tendem a ser vantajosos, por incluir coberturas muito úteis. Mas é claro que nada é de graça. Por isso, a contratação das coberturas “femininas” deve levar em conta quão útil elas serão para a mulher. “Conheça o seu pacote e desfrute do que você pagou”, aconselha a professora Márcia Dessen.

Alguns pacotes de seguros para automóveis se dizem voltados para o público feminino por incluírem coberturas de assitências 24 horas de diversos tipos. É o caso do Seguro Auto Mulher, da Porto Seguro, que pode cobrir diversos serviços de assistência para o carro e para a casa, assim como descontos em estabelecimentos ligados à saúde e ao bem estar e mesmo em produtos, como cadeirinhas infantis para carro.

É claro que muitas dessas coberturas já são oferecidas em seguros comuns, para o público em geral. E elas não são baratas. Mas para quem não quer esquentar a cabeça com reparos domésticos ou não entende nada de mecânica, contratá-las pode ser uma boa. “Esses serviços agregados são ótimos até para os homens”, brinca Mauro Calil.

Os produtos mais emblemáticos são aqueles que envolvem a saúde da mulher, por se relacionarem diretamente a questões biológicas. O Santander oferece dois produtos nesse sentido, o Proteção Vida Mulher, com até 100.000 reais de importância segurada, e o Acidentes Pessoais Mulher, com até 300.000 reais de capital segurado.

No primeiro caso, a cobertura abrange morte, invalidez e permite a antecipação de 10% do capital segurado em caso de doenças terminais e câncer de mama, útero e ovário. Para uma mulher com idade entre 41 e 45 anos, o prêmio mensal sairia por 69,49 reais. O segundo cobre morte acidental, invalidez por acidente e diagnóstico de câncer de mama, colo de útero e ovário, esta última cobertura num valor de até 50% da cobertura. Para mulheres com idades entre 14 e 70 anos, o prêmio mensal é de 90 reais.

Do Portal Exame
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