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Quando o barato sai caro | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Quando o barato sai caro


Quem nunca fez uma escolha errada, acreditando que iria economizar, para descobrir logo depois que o que parecia um excelente negócio se transformou em uma fonte de dor de cabeça e de prejuízos? Aproveitar liquidações e levar roupas que não servem (mas que vão ficar perfeitas depois daquela dieta milagrosa), abrir mão do seguro do carro e bater na saída da concessionária, comprar vouchers de sites de compra coletiva e perder o prazo para usá-los, economizar no táxi e ter o carro rebocado depois de ser pego em uma blitz da Lei Seca.  Exemplos não faltam para mostrar que o barato, às vezes, sai caro.

“Toda compra tem vantagens e desvantagens. Por isso, o consumidor precisa refletir antes de escolher o que vai comprar. Em algumas situações, pequenas economias podem gerar grandes e inesperados rombos no orçamento. É o que se conhece popularmente como economia porca”, diz o consultor financeiro Erasmo Vieira.

Vieira cita como exemplo a resistência que alguns consumidores demonstram quando precisam investir na manutenção do carro. Com a facilidade de obtenção de crédito, diz ele, muitas pessoas compraram automóveis. “Mas, nem todas estavam preparadas para arcar com os custos de manutenção do veículo. E aí, são comuns os casos de quem deixa de gastar R$ 50 para alinhar e balancear as rodas e logo depois é obrigado a gastar mais de R$ 200 para comprar pneus novos porque não cuidou do carro como deveria”, afirma.

Viera lembra ainda de casos em que a pessoa comprou o veículo e só depois avaliou que não teria como pagar pelo seguro, correndo o risco de perder todo o valor aplicado na aquisição do bem, de uma hora para a outra.

A advogada Shirley, que prefere não se identificar, lembra-se de quando vendeu seu carro para um conhecido, que queria presentear o filho de 18 anos. Depois de acertada a compra, o pai descobriu que o seguro do veículo seria de mais de R$ 4 mil em função do perfil do condutor. “Alegando que o valor era muito alto, ele optou por abrir mão do seguro. Na primeira vez em que o filho dirigiu o carro, ele se se envolveu em um acidente. Felizmente, não houve feridos, mas o carro teve perda total e o pai se desesperou”, afirma.

Escolhas aparentemente simples também podem gerar prejuízos para os consumidores, como levar para casa alimentos em promoção no supermercado e descobrir que o prazo de validade dos itens é muito curto. Professora de curso de Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa, Ana Lídia Galvão ressalta que o barato nem sempre é o melhor. “O consumidor deve avaliar o custo-benefício de suas escolhas. Comprar um sapato desconfortável pela metade do preço não é uma oportunidade única de economia. É um desperdício de dinheiro. O mesmo vale para produtos e serviços de qualidade e origem incerta”, diz.

Analista de TI, Paulo Malta reconhece que fez um péssimo negócio ao buscar, em um site de comércio eletrônico, uma opção mais em conta para importar um novo volante para seu carro. Depois de efetuar a compra no site e pagar quase 60% adiantados, ele percebeu que a pessoa que deveria enviar o volante desapareceu. “O anunciante do produto recebeu o dinheiro e nunca mais respondeu meus e-mails. Entrei em contato com o site e tentei rastrear o pagamento pelo banco, mas foi em vão. O que era para ser uma compra mais rápida e barata se transformou em um prejuízo, pois perdi R$ 700”, afirma.

Veja algumas situações em que o barato sai caro:

- Não pagar seguro do carro: a aparente economia se transforma em prejuízo quando o motorista tem o “azar” de bater em um carro de luxo ou tem o veículo roubado em um local aparentemente seguro

- Comprar itens em promoção no supermercado com prazo de validade curto: convencido pela promoção-relâmpago, o cliente leva várias unidades do mesmo produto. Ao chegar em casa e consultar a data de validade a pessoa descobre, por exemplo, que terá que consumir 10 iogurtes em dois dias

- Levar um eletrodoméstico do mostruário da loja e recebê-lo com defeitos: na loja, o vendedor oferece um desconto de “pai para filho”. Ao (tentar) usar o aparelho pela primeira vez, o consumidor descobre que nada funciona como deveria. No mínimo, a compra vai exigir um retorno à loja. Na pior das hipóteses, uma discussão em torno da troca do item ou do envio à autorizada para conserto

- Comprar um serviço em site de compras coletivas e não conseguir usar a tempo o voucher: tratamentos estéticos, jantares românticos, diárias em pousadas charmosas. Tudo é muito tentador. Mas, com o voucher em mãos, muitos descobrem que os serviços só valem de segunda a quinta-feira, quando a maioria das pessoas não tem tempo para usar o cupom de desconto

- Economizar no táxi e dirigir depois de consumir bebida alcoólica: sem contar o risco de se envolver em acidentes e causar danos a outras pessoas, o motorista irresponsável pode ainda ser pego em uma blitz, perder a carteira e ter o carro rebocado.

- Comprar passagens aéreas e pacotes de viagens por valores muito abaixo dos praticados no mercado: tudo parecia perfeito no voucher emitido pela agência de viagens. Mas, ao chegar – se a viagem realmente sair do papel – o consumidor descobre que o hotel não era bem aquele e que o serviço de receptivo contratado faliu e não se responsabilizará pelos passeios contratados

- Não ter plano de saúde: “sou muito saudável” e “não gosto de médicos” são algumas das justificativas para quem tem condições de arcar com um plano de saúde e prefere não gastar. Mas, diante de uma doença mais séria ou de um acidente inesperado, a economia se transforma rapidamente em uma grande dor de cabeça

- Ignorar a manutenção básica recomendada para veículos: economizar na troca de óleo, evitar as revisões periódicas e usar peças recondicionadas sem garantia são alguns dos erros cometidos por quem compra um carro mas não quer gastar nada além da gasolina. A conta costuma ser cara quando o automóvel começa a apresentar problemas.

- Comprar itens em sites de comércio eletrônico pouco conhecidos e não receber o produto: o site era meio estranho, mas a oportunidade parecia imperdível. Depois de pagar e aguardar por semanas, o cliente descobre que o site é campeão de reclamações em órgãos de defesa do consumidor

- Investir em produtos de origem ou qualidade suspeita: esse é o caso clássico de economia que sai cara. O eletroeletrônico fabricado do outro lado do mundo e que vem sem garantia, os sapatos bonitos e baratos que machucam os pés, o game “original” vendido por uma lojinha que fecha na semana seguinte. Em situações como essas, avaliam os especialistas em finanças pessoais, o prejuízo é quase certo

Do Portal IG

 

 

 

 

 

 

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