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Pública ou privada? | Instituto de Educação Financeira

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Pública ou privada?

O óbvio é pensar que uma universidade federal ou estadual são sempre o melhor caminho. Mas os gastos, o tipo de formação e a visão do mercado sobre a instituição também podem ser determinantes. Antes de bater o martelo, veja o que dizem especialistas. Afinal, a faculdade será seu destino nos próximos anos e poderá determinar sua titulação pelo resto da vida.

 

 

O que Observar antes

• Na página do Ministério da Educação (MEC), observe se o curso é reconhecido e qual a avaliação.

• Para ter uma ideia mais detalhada, vale até observar as últimas três avaliações, para se avaliar se o desempenho do curso tem sido estável.

• Pesquise sobre o corpo docente e quais as pesquisas desenvolvidas.

• Coloque na ponta do lápis todos os gastos que você terá antes de ingressar em uma faculdade.

• Se for escolher uma faculdade particular, analise se o preço da mensalidade é compatível com o que será oferecido. Caso seu curso tenha uma média de custo mensal entre R$ 800 e R$ 1 mil nas particulares, desconfie se encontrar uma mensalidade de R$ 300, por exemplo. As faculdades têm gastos mínimos e preços muito abaixo do comum podem significar uma perda de qualidade com corpo docente e estrutura.

A formação

Não é de hoje que o ensino superior público tem boa fama no país. Seja por ter, normalmente, um conceituado corpo docente, pela grande concorrência de vagas ou pelas conhecidas pesquisas, as instituições públicas são o objetivo de grande parte dos vestibulandos. Quem conseguir um lugar na pública pode ter ainda o orgulho de muitos pais.

A questão é: essas faculdades concentram mesmo o que há de melhor para a formação de um estudante? Valem a pena os esforços e os gastos de ficar até centenas de quilômetros distante de casa?

Para o professor de finanças pessoais da UFSC Jurandir Macedo, vale. Ele defende que estudo é o maior investimento a longo prazo e, por isso, a decisão por uma instituição não pode se resumir aos cálculos financeiros.

– Sempre deve se buscar ensino com melhor qualidade possível. Se o estudante puder ir para a melhor universidade, ele deve ir, onde quer que ela esteja – diz.

Para ele, em SC, as universidades federais e estaduais são a melhor opção. Ele acredita que o bom time de docentes supera qualquer defasagem de infraestrutura que possam ter em relação às particulares.

Já a pró-reitora de ensino da universidade do Vale do itajaí (univali), cássia Ferri, destaca que as universidades particulares do estado vêm conquistando respeito e também concentram cursos considerados de excelência em várias áreas.

– O curso de Oceanografia da Univali, por exemplo, é muito mais reconhecido que o da Federal, com mais tempo de funcionamento e mais pesquisadores renomados. Tem que se observar as diferenças curso a curso, é muito difícil fazer comparação entre as instituições – aponta a pró-reitora da univali.

Os professores concordam, no entanto, que o que vai ser determinante na formação de um bom profissional é a dedicação do próprio aluno.

– O que será importante depois, para exercer a profissão, são as competências e as habilidades que a pessoa conseguiu desenvolver – afirma cássia.

O estágio

Antes de colocar o pé na faculdade, é bom saber: o estágio está entre os melhores amigos de um recém graduado, segundo as empresas de RH. Essa fase pode ser, inclusive, um atalho para a primeira vaga, já que você pode chamar a atenção da própria empresa que concedeu o estágio. Como destaca a psicóloga Maria Isabel caminha, fazer estágio é uma forma de demonstrar interesse pelo curso e por informações novas. Quem passa por esse processo também aprende mais sobre as questões práticas do curso e pode ingressar no mercado com mais maturidade na profissão.

A visão das empresas

Ao escolher uma faculdade, é bom saber o que lhe espera no mercado de trabalho. A concorrência não acaba no vestibular e, para conseguir um emprego, você vai passar por processos seletivos que podem considerar a instituição em que você se graduou. De um modo geral, empresas de recursos humanos de Florianópolis, que costumam fazer a ponte entre contratantes e empregados, apontam que não é comum se dar preferência por uma faculdade. Mas pode acontecer de empresas procurarem formados em graduações específicas.

– um curso de ciências da computação pode ter disciplinas diferentes em uma particular e na Federal. Os clientes dizem que preferem um ou outro por terem foco no empreendedorismo ou na linguagem. É de acordo com o que a empresa precisa especificamente – ressalta a dona da empresa Sinergia, de RH.

A coordenadora administrativa da associação Brasileira de recursos Humanos de SC (ABRH-SC) informa que uma instituição renomada pode dar mais status, só que não é tudo. Segundo a empresa, um quesito importante ainda é a experiência. Por isso, um aluno formado em uma particular e com experiência na área pode sair na frente. Mas você, futuro universitário e, quem sabe, recém-formado não precisa se desesperar, há facilitadores para se ter um espaço no mercado. Pós-graduações, cursos de especialização e estágios são sempre um diferencial na disputa. A regra é demonstrar interesse contínuo pela sua área de atuação.

Os gastos para estudar

No quesito de economia, os aprovados nas instituições federais e estaduais do país saem na vantagem. Eles passam toda a faculdade livres da mensalidade e, na maioria dos casos, têm acesso a um ensino respeitado e de qualidade. Para quem tem família na mesma cidade da faculdade pública, é mais fácil administrar as contas, já que ainda é possível pegar uma carona com o pai e assaltar a dispensa da avó.

Mas o cofre pode ficar bem comprometido para aqueles que tiverem que morar longe de casa ou dos parentes. Despesas com condomínio, transporte, alimentação e aluguel podem superar os gastos com a mensalidade de uma faculdade particular que esteja na cidade de origem do estudante.

Como explica o professor de finanças pessoais da universidade Federal (UFSC) Jurandir Sell Macedo, o custo mensal dos alunos que estiverem fora de casa, em uma faculdade pública, vai variar conforme o estilo de vida. Quem quiser economizar bastante, por exemplo, terá que abusar do restaurante universitário da UFSC, controlar as festinhas e morar em república. Ainda assim, não vai dar para escapar de um gasto mínimo.

– É muito difícil encontrar universitários que não gastem, pelo menos, R$ 500 por mês em Florianópolis, no mínimo. Tem aluno que mora sozinho, tem carro e acaba gastando até R$ 2 mil. Vai variar muito da vida que se leva na cidade – destaca o professor.

Estudantes que comprovarem dificuldades financeiras também podem solicitar apoio da assistência social nas universidades públicas. Na UFSC, há a opção de ficar na moradia da instituição, o que já livra do aluguel.

Tanto para os matriculados em uma pública quanto para os das faculdades particulares, o economista Jurandir recomenda que não se perca o domínio nas contas. Vale lembrar que fica muito mais difícil começar bem em uma profissão quando já se tem dívidas.

Faça as Contas

Gastos fixos para uma graduação particular na cidade onde já se mora

• Mensalidade: R$ 700, em média, para cursos como Administração, Arquitetura e Urbanismo, Psicologia, e de R$ 2,5 mil para cursos mais caros, como Medicina.

• Transporte: R$ 100 aproximadamente, considerando-se um gasto médio de R$ 1,50 a passagem de ônibus para estudantes

• Material: com gasto variável

Gastos fixos só para cursar uma graduação gratuita em outra cidade*

• Aluguel: R$ 800, para dois quartos. Caso se more com outras duas pessoas, o gasto médio diminui. Será de cerca de R$ 270

• Condomínio: R$ 150

• Alimentação: R$ 450

• Transporte: R$ 100 aproximadamente, considerando-se um gasto médio de R$ 1,60 a passagem de ônibus para estudantes.

• Material: com gasto variável

• Também pode entrar na conta as viagens para visitar a família. O gasto é variável

*Custos estimados para Florianópolis

Do Caderno Vestibular do Diário Catarinense


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