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Psicólogos ajudam herdeiros milionários nos EUA | Instituto de Educação Financeira

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Psicólogos ajudam herdeiros milionários nos EUA

Quando o assunto é disputa de família por causa de dinheiro – especialmente as litigiosas, envolvendo heranças -, além de advogados, corretores de valores e contadores, é possível recorrer a outro profissional na mesa de mediação: um psicólogo.

O envolvimento de um profissional da saúde mental não diz respeito a fornecimento de uma terapia tradicional. É mais para ajudar os envolvidos a se comunicarem. Isso porque a riqueza, especialmente a riqueza súbita, pode criar ansiedade e confusão.

Consultores financeiros afirmam que essa tendência está ganhando força por causa da importante transferência de riqueza que está ocorrendo com a aposentadoria da geração do “baby boom”. Os “baby boomers” deverão transferir estimados US$ 41 trilhões para herdeiros até 2052.

À medida que os administradores de fortunas tradicionais lidam com heranças, eles percebem que terão de impedir a implosão de famílias com a divisão de posições de investimentos após a morte de um pai, mãe ou parente rico. E eles afirmam que, para fazer isso, precisam de algo mais que planilhas e gráficos de ações.

“Trata-se, definitivamente, de um campo em desenvolvimento. Um campo que já deveria estar por aí há muito tempo. Mas não havia ninguém trabalhando nisso”, diz a psicóloga Jamie Traeger-Muney, fundadora do The Wealth Legacy Group. “Falar sobre o impacto emocional da riqueza sobre a vida das pessoas é algo realmente novo.”

Traeger-Muney trabalha junto com consultores financeiros, advogados especializados em espólios e contadores, que a convocam para tentar assegurar às pessoas que estão para receber grandes somas de dinheiro (ou que receberam recentemente) que elas conseguirão desenvolver um plano que as ajudará a lidar com a mudança.

“Não se trata de algo do tipo ‘o que está errado com você’ ou ‘por que você é irresponsável’. Trata-se de quais são seus objetivos e como você vai atingi-los”, afirma ela.

Se há uma alteração emocional quando um pai ou avô morre, as disputas entre os membros da família podem assumir proporções épicas – levando irmãos a nunca mais falar com irmãos, entre outras dificuldades.

Na Aequus Wealth Management, de Chicago, os planejadores financeiros abraçaram a ideia de que o bem-estar psicológico dos clientes está interligado com seu (deles) sucesso financeiro. Portanto, a fundadora Cicily Carson Maton associou-se a um psicólogo que está integrado aos negócios da Aequus. “Quem vai ficar com o bule de chá da vovó? Emocionalmente damos muito valor a coisas que não podemos ter. É uma coisa totalmente desproporcional”, diz Maton. “Apenas ter dinheiro não vai fazer uma pessoa feliz. Às vezes torna essa pessoa muito infeliz.”

Entre 65% e 75% das famílias têm problemas na transição de dinheiro de uma geração para outra – seja com a perda de grande parte da herança pela falta de planejamento, seja pela perda da harmonia na família. É o que mostra um estudo, frequentemente citado, do The Williams Group, baseado em entrevistas com membros de 3.250 famílias.

O envolvimento de um psicólogo no planejamento financeiro pode ajudar a evitar os conflitos que geralmente ocorrem em muitas famílias, mesmo quando o tamanho da riqueza envolvida não é muito grande, afirma William “Marty” Martin, um psicólogo que trabalha com a Aequus. Mas quando uma fortuna significativa está envolvida, a intensidade pode aumentar quando os problemas não são resolvidos antecipadamente. Como conflitos e ressentimentos podem datar até da infância, é bom ter alguém para cuidar da família nesse processo.

Martin diz que recentemente uma cliente enviou para seu irmão um e-mail que ela definiu como amigável, mas ele respondeu dizendo a ela que as intenções amigáveis da mensagem não conseguiram esconder intenções capciosas. Martin aconselhou a cliente a discutir pessoalmente essas diferenças antes que a situação chegasse ao ponto de e-mails ou cartas terríveis.

Ele também relata uma intervenção bem-sucedida envolvendo uma mulher que havia se distanciado do pai rico, que havia se casado com uma mulher com a qual ela não se dava bem. A filha havia trabalhado na cúpula da empresa da família, fora demitida depois do segundo casamento do pai e seria cortada do testamento. Em vez de ficar parado esperando para ver o que iria acontecer, Martin diz que aconselhou sua cliente a dialogar com o pai, que acabou dando a ela sua parcela da fortuna. “Ao antecipar as coisas, eles conseguiram se entender”, diz Martin.

A chave do uso da psicologia para ajudar a amenizar a transferência de riqueza, diz ele, é torná-la parte do processo, em vez de último recurso quando as coisas desandam. “Sou parte do processo. Ele está normalizado. Não é como quando eles dizem uma coisa e isso desencadeia uma intervenção.”

Do Portal Valor Econômico
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