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Professores da UFSC avançam em estudos sobre o efeito disposição | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Professores da UFSC avançam em estudos sobre o efeito disposição

 

 

O efeito disposição é a anomalia que leva investidores a manter em suas carteiras mais suas ações perdedoras do que as ações vencedoras. Esse é o tema de um artigo produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e publicado no início do ano no americano Journal of Banking and Finance. O artigo The disposition effect and investor experience cita como exemplo informações de uma corretora de varejo que revela: ações com retornos positivos tinham 68% mais chances de serem vendidas do que aquelas com retornos negativos.

Os professores Newton Da Costa Jr., Marco Goulart, Cesar Cupertino, Jurandir Macedo e Sergio da Silva investigaram se o efeito disposição tende a ser menor quando há aconselhamento financeiro e maior em investidores inexperientes. A pergunta principal era: “a experiência do investidor amortece o efeito disposição?”. O estudo conclui que, apesar de a maioria das pesquisas que usam dados reais afirmarem que sim, essa afirmação vai de encontro com os resultados encontrados em laboratórios.

Testes que provam o efeito disposição em mercados atuais não podem ser conclusivos porque as decisões dos investidores não podem ser controladas. Características de controle são uma vantagem do método experimental, embora os resultados possam ainda depender da forma do experimentos, principalmente se o experimento for muito simplista.

Os professores criaram um programa que imita o mercado de ações mantendo o controle das características. De acordo com os estudos com dados atuais, o que chamaram de “campo de experimento controlado”, eles perceberam que o efeito disposição é reduzido se os investidores tiverem mais de cinco anos de experiência no mercado de ações.

O efeito disposição é comumente atribuído a ilusões cognitivas do cérebro humano. Para avaliar tal proposição, o estudo considerou não apenas investidores profissionais e estudantes, mas também robôs. “Os robôs sonham em ganhar no mercado de ações?”, perguntaram os professores. Se fosse o caso, o fenômeno deveria ser explicado por algum tipo de propriedade de emergência resultante da dinâmica do experimento, em vez de imperfeições do cérebro humano. Mas o que eles perceberam foi que os robôs não apresentam o efeito. “Portanto não podemos descartar que o fenômeno é realmente causado por ilusões cognitivas”, concluíram.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do Journal of Banking and Finance.

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