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Planos de previdência são cada vez mais procurados por pessoas jovens | Instituto de Educação Financeira

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Planos de previdência são cada vez mais procurados por pessoas jovens

Diante de uma previdência pública com rombos crescentes e sem condições de garantir o bem-estar e a renda necessária para o futuro dos brasileiros, os jovens estão provocando uma verdadeira revolução na compra de planos de previdência privada. É cada vez maior o número de pessoas com menos de 40 anos que começam a se planejar por conta própria. O crescimento se concentra, principalmente, na Região Centro-Oeste. Se, há 10 anos, o foco principal era a aposentadoria, hoje eles querem poupar para garantir também um bom curso no exterior, a casa própria, a troca do carro ou a universidade dos filhos.

Mapeamento do perfil do 1,08 milhão de clientes da Brasilprev, seguradora do Banco do Brasil, mostra que 42% deles têm planos Brasilprev Júnior, voltados para um público com idade entre zero e 21 anos. O valor médio investido mensalmente nessa carteira é de R$ 248. A elevada representatividade dos produtos destinados a menores é explicada por Sandro Bonfim, gerente de Inteligência de Mercado da empresa, como uma decisão da família. “Percebemos que o chefe da família abdica de outras despesas ou mesmo de aplicações para investir na educação dos filhos”, diz.

A sugestão de Alessandro Andrade, superintendente executivo de Previdência do Santander, é para que os pais aproveitem o Dia das Crianças e façam um plano para os filhos. Na maioria dos casos, o investimento pode começar com aportes mensais de R$ 50. “Neste mês, a gente pretende vender 30 mil planos para menores. O mote da campanha é que os pais ensinem os filhos a poupar desde cedo. Um investimento de R$ 100 por mês, por exemplo, pode garantir uma reserva de R$ 46 mil, o que permite ao jovem entrar no mercado de trabalho com alguma estrutura”, ressalta.

Lição importante

O analista de infraestrutura e professor universitário Ferdinan Correia Lima, 42 anos, começou a aplicar em um plano de previdência privada há 15 anos, quando ingressou em uma empresa que tem um projeto para arcar com uma parte dos custos. Ao longo do tempo, iniciou investimentos para cada um dos quatro filhos, hoje com idades entre dois meses e 15 anos, pensando justamente na educação deles. “A grande preocupação é planejar o futuro. Se, quando eles estiverem na idade de entrar na faculdade, eu puder pagar as mensalidades sem usar o dinheiro poupado, melhor ainda. Fica para a aposentadoria”, afirma.

A psicóloga Adriana Gomes Jardim, 30, também não pensou duas vezes. Acostumada a destinar os recursos à tradicional caderneta de poupança, há um ano e meio ela passou a aplicar mensalmente em um plano de previdência. Aos 60 anos, poderá ter uma aposentadoria de cerca de R$ 8 mil. “Eu aprendi sobre essa modalidade de investimento em um livro de finanças. Se depender do teto do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a renda cai pela metade”, explica. Hoje, o valor máximo pago aos beneficiários pelo INSS é de R$ 3,6 mil.

O estudo da Brasilprev revela que a compra dos planos tem crescido fortemente no Centro-Oeste. Embora corresponda, dentro da Brasilprev, a cerca de 6,1% do total arrecadado no país, essa região registrou alta de 23,9% nas vendas de previdência privada no último ano. A maioria dos clientes é jovem e solteira. Mais de 63% ainda não têm 40 anos e 58% declararam não ter um companheiro. Apesar do avanço, a Região Sudeste continua liderando na arrecadação. Sozinha, representa 68,8% de todo o montante que é captado no país, sendo 48,6% apenas no estado de São Paulo.

A secretária executiva Renaide Cardoso Pimenta, 27, fez seu primeiro plano de previdência na semana passada. Ela contou com uma contribuição paralela da empresa em que trabalha e passou a aplicar R$ 290 por mês. “Na poupança, economizei para dar entrada em um imóvel. Agora, quero garantir a aposentadoria para ter qualidade de vida no futuro”, planeja.

No Santander, os jovens também estão alavancando os negócios. Nos últimos 10 anos, a média da idade de quem contrata os planos caiu de 40 para 35 anos. “De fato, vemos um rejuvenescimento entre os clientes. Atualmente, 15% dos novos clientes têm até 20 anos de idade. Há uma década, essa parcela era irrisória”, observa Andrade. Ele destaca ainda que, nos últimos cinco anos, a participação das mulheres na carteira saltou de 15% para 35% do total. “Basicamente, o que a gente percebe é que, em um cenário de estabilidade econômica, as pessoas estão entrando no mercado de trabalho e se preocupando mais com as finanças”, assinala.

Agressivos e conservadores

No Itaú Unibanco, 60% dos clientes estão na faixa de 30 anos a 34 anos. O total de recursos acumulados nos planos de previdência chegou a R$ 60 bilhões desde 1995, quando o banco passou a oferecer essa modalidade de aplicação. Osvaldo Nascimento, diretor executivo de Investimentos Pessoa Física e Previdência do Itaú, explica que, na hora de vender o plano, é importante observar o perfil do cliente. Os mais agressivos podem colocar, por exemplo, até 49% do dinheiro em renda variável (que engloba ações negociadas na bolsa de valores). Os conservadores devem destinar mais recursos para a renda fixa. “Quanto mais novo o cliente, mais agressivo pode ser o investimento. A curto prazo, ele pode até perder dinheiro. Mas, a longo prazo, vai recuperar as perdas”, diz Nascimento.
Luis Felipe Maciel, superintendente de Vendas da seguradora Mongeral Aegon, afirma que, historicamente, a bolsa de valores sempre traz rendimentos melhores para quem pode aguardar mais de 10 anos. “Se a pessoa tem muito tempo para se aposentar, deve pensar em renda variável”, ressalta. Na Mongeral, os planos de previdência só começaram a ser vendidos em maio deste ano. Em cinco meses, o valor aplicado na carteira chegou a R$ 30 milhões.

R$ 1 trilhão em 2018

De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável pelo acompanhamento e fiscalização do setor, a indústria brasileira de previdência privada aberta cresce solidamente há anos — e deve manter essa tendência por mais algum tempo. Em 2010, o total de planos registrou crescimento de 20,8% em arrecadação e 22% em ativos, que já somam R$ 241,4 bilhões e poderão superar R$ 1 trilhão em 2018.

Do Portal Correio Braziliense
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