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Pessoa física na contramão | Instituto de Educação Financeira

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Pessoa física na contramão

Nem mesmo a alta de 11,13% do Índice Bovespa em janeiro fez com que os investidores se animassem a aplicar em fundos de ações. A categoria encerrou o primeiro mês do ano com resgates líquidos – investimentos menos saques – de R$ 1,103 bilhão, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O comportamento dos investidores coincide com o movimento das pessoas físicas na bolsa, que retiraram R$ 2,387 bilhões do mercado acionário brasileiro em janeiro.

O ano começou com um otimismo inesperado não só dos gestores de recursos, como dos próprios investidores, diz Rodrigo Menon, sócio da Beta Independents. “O cenário ainda é incerto e as preocupações continuam as mesmas, mas o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros prevaleceu”, diz ele, lembrando que o aplicador externo injetou mais de R$ 7 bilhões na bolsa em janeiro. “Mas a pessoa física ainda está descrente e aproveitou a alta para reduzir suas aplicações em ações”, diz.

A saída dos fundos de ações em janeiro reflete o desempenho da bolsa no ano passado, quando o Ibovespa caiu 18,11%, avalia André Paes, gestor de renda variável da Infinity Asset. “Os investidores acabam fazendo as alocações em janeiro olhando mais para o ano anterior do que para o cenário futuro”, diz ele.

Mesmos os fundos Petrobras e Vale compostos por recursos próprios dos aplicadores – as carteiras formadas com dinheiro do FGTS não recebem mais investimentos – registraram resgates. Esses portfólios abrigam muitos pequenos aplicadores que resolveram investir após o sucesso da operação com o fundo de garantia. Segundo os dados da Anbima, essas duas categorias, juntas, apresentaram saques de R$ 151 milhões em janeiro. No mês passado, as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras subiram 18,02% e as da Vale, 13,31%.

Mas esse forte ingresso de recursos dos estrangeiros – e que puxou a recuperação da bolsa, – deve ser acompanhado mais tarde pelos investidores locais, avalia Walter Maciel, sócio-gerente da Quest Investimentos. Ele alerta, porém, que, depois da alta de janeiro, talvez este não seja o melhor momento para entrar na bolsa.

A maior saída de recursos entre os fundos de ações foi verificada entre as carteiras que visam superar o IBrX, com resgates líquidos de R$ 308,15 milhões em janeiro. Em seguida, aparecem os fundos Ibovespa ativo, com saques de R$ 253,53 milhões.

Esse movimento, entretanto, não foi sentido na Fator Administração de Recursos (FAR), que acumula neste ano entradas líquidas de R$ 100 milhões. “Tivemos ingresso de recursos com a mudança de portfólio dos investidores, principalmente de fundos de pensão, que passaram a buscar maior risco diante do cenário de queda da taxa de juros”, afirma Roseli Machado, diretora de gestão da FAR.

Do Portal Valor Econômico
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