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Os hábitos de quem fica rico | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Os hábitos de quem fica rico

1 – Organize-se. Dá menos trabalho

Preguiça todo mundo tem alguma: de acordar cedo, de fazer exercício, de voltar a estudar, de fazer dieta e (uma campeã entre as causas dos bocejos) de pensar em cuidar melhor do dinheiro. Se seus hábitos de preguiçoso fazem você trabalhar mais, e não menos, você vem sendo um preguiçoso incompetente. É o que ocorre com quem se esquece de guardar dinheiro para a viagem de férias (e precisa resolver isso depois, às pressas) ou deixa passar a data de pagamento de contas (e tem de fazer isso em algum momento seguinte, com mais custo e mais trabalho). Torne-se um preguiçoso melhor e ponha seu dinheiro para trabalhar por você. Uma pequena meta é garantir que você guarde algum dinheiro todo mês. Entre as opções estão os planos de previdência, que exigem depósito mensal sem que você tenha de lembrar disso, e as aplicações automáticas regulares em poupança ou fundos – basta programar.

O consultor Humberto Veiga chama isso de “pagar a si mesmo antes de tudo”. A meta seguinte é colocar as contas em débito automático e conferir com o banco os alertas que você pode receber por mensagem de celular ou e-mail sobre gastos, dinheiro parado na conta corrente e investimentos.

2 – Pense nos fins, não no dinheiro.

Se você poupa, parabéns. Mas outro hábito danoso pode tirá-lo do rumo: a falta de objetivos claros. Acumular sem foco não é um mal só dos brasileiros. Tem a ver com instintos primitivos, desenvolvidos pela necessidade de nossos antepassados de guardar comida. Guardar dinheiro pensando só em valores, porém, tende a ser desanimador. Facilmente descamba para o uso ruim daquilo que for poupado. Se você está sem objetivos concretos, tente defini-los aos poucos. A experiência deve ser boa, e não estressante. Não valem formulações vagas, como: quero viver bem na praia. Experimente: quero comprar uma casa de dois quartos na praia tal, daqui a seis anos. “A situação ideal é casar o entendimento das aplicações com objetivos palpáveis”, diz Jurandir Sell Macedo, consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da Universidade Federal de Santa Catarina. O diretor da empresa alemã Cognitrend (que aplica neurologia e psicologia aos investimentos), Joachim Goldberg, sugere fragmentar os objetivos tanto quanto necessário – para meses e anos, para saúde, família, viagem, compras. Desse bom hábito, decorrem boas consequências: a visão mas clara das prioridades, dos riscos e dos limites para o seu bolso.

3 – Pare de seguir a manada

No fim dos anos 1990, duas modas financeiras fizeram vítimas: o investimento em boi e avestruz. Por um momento, pareciam forma inteligentes, ousadas e bem informadas de ganhar dinheiro. Não eram. Episódios desse tipo, que arrastam levas de investidores a um comportamento destrutivo, ocorrem há séculos e continuarão existindo. Seguir rapidamente o comportamento do grupo foi outra adaptação do cérebro humano muito útil quando precisávamos fugir de predadores. A ela, somou-se um traço cultural: imitar tendências vistas em outros nos ajuda a lidar com frustração, em caso de perdas, segundo afirma o neurocientista Armando Freitas da Rocha, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O professor de psicologia e neurociência Scott Huettel, da Universidade Duke, faz outro alerta: quem tem dificuldade de decidir sobre dinheiro – e segue mais facilmente a manada. Se não sabe o que está fazendo, evite seguir os outros. Prefira escolher uma estratégia de poupança compreensível para você e adequada a suas necessidades. E mantenha-se nela até que tenha planejado outra melhor.

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Fonte: Revista Época
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