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O valor do lado direito do cérebro | Instituto de Educação Financeira

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O valor do lado direito do cérebro

A guinada da economia brasileira vai tornar a declaração: “Pai, quero ser artista!” motivo de tranquilidade para a família. Hoje, a indústria criativa, aquela que tem como principal matéria-prima o capital humano, cresce mais rápido do que os setores tradicionais e paga melhor – a renda média mensal foi 45% superior à do restante dos profissionais em 2010, segundo dados da Federação das Indústrias de RJ (Firjan).

Nem sempre é fácil enxergar o impacto econômico da indústria criativa, aquela em que o capital humano é a principal matéria-prima. Mas ele não é desprezível.

Gera R$ 35 bilhões por ano em SC, ou 2,2% do PIB, cria empregos bem pagos e ajuda a transformar boas ideias em produtos inovadores, capazes de driblar a concorrência complicada com chineses e outros bichos-papões modernos.

Não é tão simples enxergar o impacto econômico da indústria criativa, porque ela entrega produtos às vezes impossíveis de se pegar ou medir, como um software ou uma produção audiovisual.

Estimativa da Firjan aponta que ela movimentou R$ 35,4 bilhões em 2010 no Estado, ou 2,2% de toda a riqueza gerada, medida pelo produto interno bruto (PIB). Trata-se do terceiro melhor desempenho no ranking por Estados (veja na página ao lado).

Não faltam em SC bons exemplos do poder do lado direito do cérebro. Sem noção de administração de empresas, o designer Luiz Wachelke e a jornalista Andreia Passos lançaram a marca de roupas Vish. Quatro anos depois, estão presentes em 23 pontos de venda nacionais e em quatro cidades do exterior.

Renata Miguez virou sócia de uma sala de coworking – ou trabalho compartilhado. A Vilaj, na Capital, reúne cerca de 15 empresas e profissionais num mesmo espaço, que pagam de R$ 125 a R$ 650 mensais para utilizar a infraestrutura de escritório e, mais importante, trabalhar ao lado de outras pessoas, no melhor estilo duas cabeças pensam melhor do que uma.

– O que seria da Copa do Mundo e das Olímpiadas sem a indústria do entretenimento? – argumenta a especialista em economia criativa Isabela Prata, dona da Escola São Paulo, na capital paulista.

Para ela, toda a infraestrutura envolvida nas competições demandará, por exemplo, o fortalecimento da música no Brasil, para que se organizem grandes festivais, potencializando os espaços criados.

Setor chave para a inovação

A Secretaria da Economia Criativa, ligada ao Ministério da Cultura, foi a primeira que o governo Dilma Rousseff criou, em janeiro do ano passado. Foi o primeiro grande movimento para estimular um setor fundamental para ampliar a inovação.

A Vish revela como os segmentos criativo e tradicional da economia podem se completar. Wachelke conta que, há dois anos, seria impossível imaginar peças com os tecidos que os fornecedores catarinenses oferecem hoje. A próxima coleção da marca utilizará o sofisticado jacquard (a pronúncia é jacar), com estampa em alto relevo que lembra o pano de sofás antigos que exige maquinário específico.

– Com a competitividade do produto chinês, no Brasil, a indústria têxtil está buscando novos mercados. E encontra demanda nas marcas brasileiras e catarinenses que estão nascendo, resultado do crescimento da formação superior em moda.

Tecnologia puxa o setor

Florianópolis é a oitava cidade mais criativa do Brasil entre as 50 avaliadas em pesquisa da Fecomércio-SP, lançada este mês, para identificar quem mais investe no setor. A Capital saiu-se bem no indicador econômico (2° lugar). No criativo, que leva em conta os empregos do setor per capita, apareceu na sexta posição. Mas, no geral social, que considera saneamento básico, saúde e emprego, ocupou a 42ª posição.

O grande destaque da indústria criativa catarinense está no potencial da indústria de tecnologia da informação instalada em Florianópolis. A cidade, ressalta o presidente da Associação das Indústrias de Tecnologia de SC (Acate), Rui Luiz Gonçalves, abriga o maior polo tecnológico de empresas nacionais do país. Prova disso é que o setor recolheu R$ 2 bilhões em impostos em 2011, cifra que equivale a 25% do PIB da Capital.

Já na área da cultura, o produtor Tiago Skárnio diz que os investimentos estão estacionados há dois anos.

– Para que os setores culturais entrem na onda da economia criativa e consigam engrenar são necessárias, primeiro, políticas para a formação de público e para a distribuição do conteúdo produzido por todo o Estado – defende Skárnio.

Por outro lado, destaca as iniciativas dos próprios profissionais dos setores afins, como os do audiovisual, que, além de promover um dos maiores festivais de cinema da América do Sul, o Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), criou um sindicato, o Santacine.

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Cultura, o segmento cinematográfico atingiu a marca de cem lançamentos anuais de longas-metragens e obteve uma participação de 13% na venda total de ingressos, com mais de 18 milhões vendidas.

Também há exemplos de organização em outras áreas, em Florianópolis, como os espaços de coworking, ou de trabalho compartilhado. Nele, geralmente uma sala ampla e com mesas coletivas, profissionais de áreas diversas podem trabalhar lado a lado e trocar experiências. Este tipo de espaço tem atraído tanto profissionais autônomos, que preferem substituir o home office por um lugar mais motivador, que inspire trabalho quanto pequenas empresas, interessados em fugir das baias dos escritórios tradicionais.

Salários ainda são um problema em SC

Renata Miguez, sócia de espaço de coworking que atrai profissionais autônomos e pequenas empresas

O Vilaj, localizado no Bairro Trindade, une, inclusive, os setores, descritos como distantes, da cultura e da tecnologia da informação. Renata Miguez, uma das fundadoras da sala, diz que entre as 14 empresas que trabalham no espaço, hoje, três são startups de TI. Uma delas até migrou da incubadora tradicional a que pertencia para o espaço de coworking.

O problema, em Santa Catarina, é que, ao contrário do cenário nacional, o salário do setor desanima. O estudo Firjan, utilizado pelo Ministério da Cultura, mostrou que, apesar de o Estado ter se destacado na arrecadação total dos setores criativos, em 2010, remunerou mal seus profissionais. SC ficou apenas na 11ª colocação em salário da indústria criativa, com a média de R$ 1.525, à frente apenas de Goiás e Ceará.

Mesmo no setor tecnológico, os salários estão abaixo da média nacional. A justificativa é que a maioria dos profissionais está em início de carreira.

Veja um infográfico das cidades mais criativas do Brasil
Do Portal Diário Catarinense
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2 comentários to “O valor do lado direito do cérebro”

  1. Trabalho com Isabella Prata, e vi o começo dessa materia, gostaria de saber onde continua.
    Obrigada
    Cida Otoni / Escola São Paulo
    11-3060-3636

    valor do lado direito do cérebro | Jurandir Macedoedufinanceira.org.br/o-valor-do-lado-direito-do-cerebro/Você marcou isto com +1 publicamente. Desfazer
    1 dia atrás – argumenta a especialista em economia criativa Isabela Prata, dona da Escola São Paulo, na capital paulista. Para ela, toda a infraestrutura envolvida nas competições demandará, por exemplo, o fortalecimento da música no …

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