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O preço da decisão | Instituto de Educação Financeira

Artigos, Finanças Pessoais

O preço da decisão

Por Emília Chagas

No mercado financeiro, não decidir pode custar caro. A bolsa de valores é um lugar em que é possível perder muito dinheiro sem fazer absolutamente nada. E diante da volatilidade do mercado, muitas pessoas paralisam de medo ou procrastinam decisões, na intenção de que alguém decida por elas. Mal sabem que não agir pode ser tão ruim quanto tomar uma decisão movida pelo pânico.

Mas o que está por trás desse comportamento? As diferentes maneiras como as pessoas tomam decisões e as razões mais frequentes dos erros cometidos são abordadas no livro “Finanças Comportamentais: como o desejo, o poder, o dinheiro e as pessoas influenciam nossas decisões”, de Régine Kolinsky, Jurandir Macedo e José Morais – que será lançado ainda este ano no Brasil. Numa perspectiva evolucionista, a publicação aborda alguns dos desejos mais importantes e examina como os indivíduos tomam decisões em situações em que são confrontados com a possível realização de tais desejos.

“Não dizemos às pessoas como devem ser felizes, convidamo-las a refletir sobre o que a psicologia científica tem descoberto sobre a felicidade, o bem estar e o mal estar, sobre os desejos que estão por detrás das decisões, sobre os fatores que influenciam as decisões e sobre os processos mentais que conduzem a elas”, esclarecem os autores.

O livro é fruto de uma parceria internacional. Jurandir Macedo é professor da UFSC, pioneiro na área de finanças comportamentais no Brasil. José Morais e Régine Kolinsky são pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas e autores de inúmeros trabalhos em neurolinguística. Um dos mais recentes foi publicado pela revista Science em dezembro do ano passado e trata sobre como o aprendizado da leitura modifica as redes neurais relacionadas à visão e à linguagem.

O cérebro e a leitura

Até recentemente, a maioria dos estudos relacionados à alfabetização apenas comparava analfabetos com adultos alfabetizados. Como não incluíam
indivíduos alfabetizados na idade adulta, os efeitos da alfabetização confundiam-se com os da escolaridade. O estudo do qual Morais e Kolinsky são coautores separou os efeitos funcionais da escolaridade e da alfabetização.

Por meio de ressonância magnética funcional, os pesquisadores comparam a atividade cerebral de indivíduos que não frequentaram a escola nem aprenderam a ler à de indivíduos alfabetizados. A pesquisa foi conduzida na França, com 63 pacientes de Portugal e do Brasil. A habilidade de leitura foi verificada por testes de identificação de caracteres, leitura de palavras, falsas palavras e frases.

A pesquisa concluiu que a alfabetização, quer adquirida na infância, quer na idade adulta, muda as conexões cerebrais nas áreas da visão e linguagem. Os ex-analfabetos apresentaram todas as alterações cerebrais características da alfabetização, o que significa que a eficiência pode apenas depender da quantidade de treino.

Agora os autores transportam todo o conhecimento e a experiência acumulada em anos de trabalhos como este para explicar melhor o processo de decisão em várias esferas. Entre elas, a bolsa de valores.

Leia aqui a pesquisa na íntegra

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