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O maior segredo de sucesso no mercado financeiro | Instituto de Educação Financeira

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O maior segredo de sucesso no mercado financeiro

por Emília Chagas e Letícia Teston.

Quatro homens com diferentes histórias e um destino em comum: todos têm trajetórias marcantes na bolsa de valores, contadas no mesmo livro. Ari é um ousado investidor.  A forma como o gaúcho investe no mercado de ações deixaria a maioria de nós com insuportáveis crises de insônia, gastrite e outros distúrbios nervosos. Samuel é um pernambucano metódico e extremamente focado. Já o paulista Renato aprecia um bom vinho e é entusiasta da música clássica. A essas três histórias de vida junta-se a de um mineiro chamado José.

O recém-lançado Casos de Sucesso no Mercado de Ações (Campus Elsevier), de Geraldo Soares, aborda essas trajetórias sem estabelecer regras de como deve ser o comportamento de um investidor. Em entrevista ao blog, o autor – que é superintendente de Relações com Investidores do Itaú Unibanco – defende que, para ter sucesso, não há segredo.

IEF – Como surgiu a ideia do livro?

Geraldo Soares – Eu detesto livro de autoajuda e principalmente, não gosto de regras do tipo “você deve comprar desta forma”, “como ganhar dinheiro no mercado”.  Chegou um momento em que eu percebi que poderia contribuir com essa discussão pelo fato de conhecer muita gente dessa área. Por que não contar essas histórias? Escolhi justamente quatro pessoas que têm comportamentos, posturas e políticas de investimento totalmente distintas. O que eu quis mostrar é justamente que, nesse jogo, não existe nenhuma regra.

IEF – Quais foram os critérios usados para eleger cada caso que entrou no livro? Por que exatamente essas quatro pessoas foram escolhidas?

GS – Adotei alguns critérios. O primeiro, é claro, é que a pessoa deveria ser muito bem sucedida no mercado de ações. Segundo, não queria contar a história de um jovem investidor que ganhou dinheiro muito rápido, por dois motivos: não sabemos como será o futuro financeiro dele e também porque poderia ser um caso de sorte em que se ganhou dinheiro num momento em que o mercado estivesse em alta. A idade, portanto, foi o segundo critério. Todos os quatro entrevistados têm mais de 40 anos de experiência no mercado de ações, o que significa que eles passaram por várias crises no Brasil. E por último, queria sair do eixo RJ-SP. Existem muitas pessoas ganhando dinheiro em todo o País.

IEF – E o que essas quatro histórias distintas têm a mostrar para o leitor?

GS – A tese que eu tinha antes de iniciar essas quatro entrevistas foi confirmada durante a produção do livro: a postura que cada um tem em sua vida reflete na postura de investimento.

IEF – Isso significa que o investidor precisa se conhecer antes de tudo?

GS – É exatamente isso. Os quatro souberam analisar suas características pessoais e usaram isso para elaborar uma política de investimento condizente com o comportamento pessoal de cada um. Não existem regras! Veja um dos casos apresentados no livro, o do gaúcho, por exemplo, ele faz coisas na bolsa que, se eu fizesse, não conseguiria dormir à noite.

IEF – Mas o que faz uma pessoa que não tem o perfil de poupador, um perfil clássico do mercado financeiro, ser bem sucedido na bolsa de valores?

GS – As histórias estão ali para os leitores avaliarem qual é o melhor caminho e se identificarem ou não. Num dos casos do livro, por exemplo, o personagem comprou quatro cavalos quando recém tinha perdido o emprego. Particularmente eu não concordo com esse perfil, mas também não exponho minha opinião. E os quatro estão ricos e muito bem de vida, eu vou falar quem está certo e quem está errado? O investidor precisa se conhecer para saber o que fazer. O paulista, por exemplo, é o cara do relacionamento. O questionamento que deve ser feito é: você também é uma pessoa sociável? Se você não é assim, esse modelo não serve.

 

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