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O dinheiro está curto? A culpa pode ser da balada | Instituto de Educação Financeira

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O dinheiro está curto? A culpa pode ser da balada

Night, balada, rock, boa da noite, reggae. Você faz ideia de quanto gasta por mês em barzinhos, boates (ou danceterias) e shows? A pedido do iG, o economista André Braz do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) montou uma ferramenta bastante simples que permite calcular quanto você gasta por mês na balada.

Marcelo Vieira, primeiro à direita, costuma sair pelo menos quatro vezes por semana

Quem nunca parou para fazer as contas pode se surpreender com a soma dos valores gastos ao longo de um mês inteiro. O personal trainer e empresário Marcelo Vieira, 30 anos, confessa que se assustou ao contabilizar suas despesas na balada paulista com a ajuda da calculadora. “Não imaginava que gastava tanto assim”, diz.

Frequentador assíduo de bares e danceterias da moda, ele costuma sair pelo menos quatro vezes por semana. Quando vai para barzinhos, a conta fica em torno de R$ 150. Já em casas noturnas, a fatura sai mais cara: R$ 250 em média. Isso sem contar o esquenta (R$ 30) em barzinhos com os amigos, o táxi de ida e volta (R$ 60) e um lanche no final da noite, como um temaki (R$ 30). Somadas, essas despesas podem chegar a consumir, em um mês mais agitado, quase 85% de sua renda de personal trainer.

A conta só não é mais salgada porque Vieira costuma promover festas e shows em famosas casas noturnas da capital paulista. Além de gerar uma boa renda extra, a atividade também permite que ele entre de graça e tenha consumação liberada em diversas festas. “Nessas baladas, não é raro ver pessoas que gastam até R$ 750 por noite”, afirma.

E engana-se quem pensa que apenas a noite de grandes metrópoles como São Paulo pese no bolso dos “baladeiros”. O músico Pedro Costa, que vive em Belo Horizonte mas viaja muito a trabalho, acredita que sair à noite é caro em todas as grandes cidades brasileiras que conhece, não importa a região. Hoje, ele diz gastar em BH valores muito semelhantes aos de quando morou em São Paulo, por exemplo.

As despesas, que chegam a 32% de sua renda mensal, são divididas entre barzinhos e shows. Já as idas a danceterias são escassas. Costa diz que muitas vezes deixa de ir a casas noturnas porque os valores de entrada ou consumação mínima para homens são muito altos. “A saída para boates sempre sai mais cara para homens, já que não ganhamos convites VIPs ou descontos”, afirma.

Roupas e salão de beleza

Pedro Costa, segundo da esquerda para a direita, com os amigos na noite de BH

Se as mulheres saem ganhando ao pagar entradas e consumações mínimas mais baratas, o mesmo não se pode dizer da produção pré-balada. As diversas idas ao salão de beleza e a compra de roupas e acessórios podem consumir boa parte do orçamento destinado ao lazer.

Funcionária pública em Recife, Carolina França, 28, se enquadra na categoria que não dispensa a ida ao shopping para montar uma produção de festa. “Sempre gostei de comprar roupas para sair à noite e gastava bastante, já que saía quase todos os dias da semana”, diz.

Nos últimos meses, entretanto, ela reduziu o número de saídas para duas ou três vezes por semana. Além da necessidade de se dedicar aos estudos para prestar um concurso público, Carolina diz que estava gastando muito em barzinhos e shows, seus programas preferidos.

“Como gosto de beber vodca e detesto cerveja, minhas contas nunca saem por menos de R$ 80, podendo chegar a R$ 150 se vou a algum show. Por essa razão, aproveitei o fato de precisar estudar para sair menos e reorganizar minhas finanças, já que estava comprometendo quase 40% do meu salário”, diz.

Para o economista André Braz, não importa se o “baladeiro” é um jovem que mora com os pais ou um adulto independente financeiramente. Ele defende que as despesas com lazer não ultrapassem 20% da renda mensal. “Se você parar para pensar que ainda é preciso reservar recursos para moradia, alimentação e saúde, sem contar o dinheiro que deve ser poupado para imprevistos, esse percentual já representa um gasto expressivo”, diz.

Exageros devem ser evitados, diz economista

O economista acredita que é normal se exceder em um ou outro período, mas adverte que os exageros constantes podem comprometer não apenas o orçamento presente, como também o futuro dos jovens que gastam até o último centavo em festas, bares e casas noturnas. “Esse é um tipo de despesa que não contribui em nada para a formação da pessoa, diferentemente de uma viagem de intercâmbio cultural. Por mais que faça parte da vida aproveitar a juventude, é preciso refletir se esse descontrole não irá afetar o orçamento familiar desses jovens,”afirma.

Abaixo, algumas dicas do economista para aproveitar a noite em sua cidade sem ir à falência:

- Não adianta pôr a culpa das despesas nos altos valores cobrados pelas casas noturnas e bares. É preciso escolher os programas que são realmente importantes. Quem quer ir a tudo, acaba o mês sem dinheiro para outros itens do orçamento

- Busque atividades subsidiadas, como concertos, shows e exposições. A grande maioria das cidades mantém uma agenda cultural gratuita para beneficiar toda a população

- Convide os amigos para uma festa em casa (com os gastos compartilhados), faça um churrasco, uma sessão de filme e pipoca. Use a criatividade para inventar programas interessantes e mais baratos

- Caminhadas, idas à praia e passeios simples como andar de bicicleta também são boas opções de lazer, que não devem ser esquecidas

Do Portal IG

 

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