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Longe de casa perto da maturidade | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais, Notícias

Longe de casa perto da maturidade

Passada a euforia da aprovação na UFSC, quem não mora na mesma cidade do campus lembra que é hora arrumar as malas. Encarar um lugar desconhecido, as contas para pagar, um tanque cheio de roupas (e tudo longe da família!) não é fácil. Agora, você terá uma pilha de responsabilidades e uma rotina para enfrentar sozinho. Por outro lado, vai experimentar uma independência que nunca teve antes. Já para os pais, fica aquele aperto no peito por ter de deixar o filhinho ir embora. Tanto para os recém-universitários como para a família, é preciso ter coragem para aproveitar o que essa nova fase tem de melhor. Também é sempre bom ter por perto depoimentos e dicas de quem entende o que vem por aí.

Atenção, pais!

- O crédito para os filhos deve ser limitado. É hora deles aprenderem a lidar com a autonomia e com responsabilidade, compreendendo os limites na conta. Se ele passou na UFSC, não adianta presentear com um carro zero ou com crédito à disposição, por exemplo. Grandes recompensas e mesadas generosas não condizem com a realidade do mercado de trabalho. Quando tiver um emprego, o jovem vai perceber que a renda não chega tão fácil e vai ter que perder em qualidade de vida, o que pode gerar frustração. Por isso, valem mais as duras lições práticas de economia na vida universitária.

- Não compre o apartamento onde o universitário vai morar. A valorização apenas durante o tempo de faculdade não compensa os investimentos de manutenção do imóvel.

Filha única e, agora, sozinha

Se você nunca ficou longe da família por muito tempo, o friozinho na barriga de ir para outra cidade cursar a universidade certamente é ainda maior. Jéssica Pires, 17 anos, deixará a mãe e a avó em Imbituba para fazer Farmácia, na UFSC. A estudante, que é filha única, está um pouco apreensiva de vir para a Capital.

– Aqui em Imbituba, eu conheço todo mundo. Em Florianópolis, a vida deve ser bem diferente, também é tudo bem mais caro – opina.

Ela sabe cozinhar, limpar a casa e lavar roupa. Mas, na prática, quando está sob os cuidados da mãe, poucas vezes Jéssica tem de pegar pesado na faxina. Na vida de universitária, não restará escolha.

– Tenho nojo de limpar banheiro. Só que, agora, vou ter que fazer, não vai ter jeito – afirma.

Para tomar um fôlego das tarefas de casa, a estudante ainda pretende trazer comida de Imbituba. Ainda vão sobrar, inclusive, algumas calças jeans para a mãe de Jéssica lavar.

– Pretendo vir para casa toda a semana, dá saudade – ressalta.

Ajuda de irmã

Contar com algum familiar por perto na cidade em que se vai morar é um privilégio que Nathalia Cividini, 18 anos, tem. A estudante de Caçador, no Oeste do Estado, veio para Florianópolis no ano passado, para fazer cursinho. Na época, a irmã mais velha, que já cursava Engenharia Ambiental na UFSC, deu algumas colheres de chá para a caçula.

– Quando eu não sabia em que mercado ir ou que ônibus tomar, ela me ajudava. Também foi mais fácil porque já tinha apartamento, estava tudo pronto – diz.

Aprovada na faculdade Farmácia, Nathalia conhece um pouco da rotina de universidade pelas conversas com a irmã mais velha. Restaurante Universitário, sistema de empréstimo na biblioteca não deverão ser problemas para ela. Elas estão acostumadas a dividir a limpeza da casa e deixam as contas todas no débito automático, para não esquecerem de pagar. Mas morar com a irmã também tem seus momentos de tensão. Nathalia conta que houve pequenas brigas sobre de quem era a vez de organizar o quarto ou por alguma resposta que desagradava a outra.

– A gente ficava um tempo sem se falar, mas acaba tendo que dar um jeito de fazer as pazes – constata.

Apesar das encrencas passageiras, a distância de casa fez com que as duas ficassem mais próximas. Este ano, deverá ser mais fácil para as universitárias por já estarem habituadas com a cidade e pelas novas amizades.

– No começo, me sentia meio abandonada. Depois, acabei acostumando e fazendo amizades por aqui – explica Nathalia.

Carga extra de disposição

Além de ser avaliado no vestibular e de ter de se adaptar a uma cidade desconhecida, Felipe Allan Ribeiro provou que tem uma carga extra de disposição. Com a família em Maravilha, no Oeste do Estado, no ano passado, ele conciliou os horários das aulas em um cursinho do pré-vestibular com o tempo de trabalho em uma loja de cortinas na Capital.

Mesmo com a compreensão dos colegas de trabalho e com o apoio da equipe do cursinho, o estudante lutou contra o cansaço nas noites de estudo. Felipe, que sabe cozinhar e cuidar da casa, também não escapou das dificuldades de quem mora sozinho e não conhece a cidade:

– Já peguei ônibus errado, tive que esperar ir até o terminal para poder voltar. Também fiquei sem tempo de ir ao mercado e tive que ir dormir com uma fomezinha.

A recompensa foi aprender a se virar na Capital e a sonhada aprovação em quarto lugar em Enfermagem, na UFSC. Neste ano, dividir o apartamento com um colega de faculdade deve ajudar a compartilhar as obrigações de casa e amenizar a falta dos pais e dos amigos de infância. O tempo de saudade também será reduzido pela agenda cheia. Felipe pretende continuar trabalhando, cursar a faculdade e, nas horas vagas, estudar para tentar o vestibular de Medicina, no fim de 2012. Mas os telefonemas dos pais são sempre bem-vindos, principalmente nos finais de semana.

– O pior são os domingos, com aquele cheiro no prédio de comida que vem dos almoços em família.

Para ficar no azul

O professor de finanças pessoais da UFSC Jurandir Sell Macedo explica o investimento principal na vida universitária é adquirir conhecimento. Por isso, faz parte da rotina estudantil aprender a “viver apertado”. É hora de entender como é se manter, segurar nas contas, abrir mão dos pequenos luxos e apostar nos estudos. O professor dá as dicas para deixar a conta sempre no verde.

- Anote os gastos diários para fazer orçamentos do mês. É importante perceber os pequenos gastos diários e avaliar onde é possível fazer cortes

- Assim que colocar o pé na faculdade, observe opções de estágio ou emprego. Além de ajudar na independência, a experiência pode te ensinar muita coisa e dar um up no seu currículo

- De preferência para morar em república. A divisão ajuda nas contas, no aprendizado de regras de convivência e ainda pode render grandes amizades

- Tente aproveitar para se divertir e para investir em livros, que te darão um grande retorno lá na frente. Se faltar grana para comprar os livros solicitados, pegue emprestado na biblioteca

- Faça a disciplina de Finanças Pessoais, para ajudar na administração dos gastos. Na UFSC, a disciplina, do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento, é aberta a todos os cursos de graduação.

Para manter o equilíbrio

A saída de casa nem sempre é bem aceita por universitários e pelos pais, principalmente no início. A psicóloga e psicoterapeuta Letícia Delpiso tem algumas recomendações para essa fase

- Se a solidão apertar, vale apelar para o telefone ou para a internet. As redes sociais podem ser uma maneira prática e mais econômica para ter o colo de mãe ou de pai

- Tente criar raízes com a nova cidade. Procure um curso, como aula de dança ou de línguas, onde você poderá se distrair e conhecer gente nova

- Participar de grupos de estudo, estágio ou cursos no ambiente universitário podem ajudar na integração com colegas

- Não fique trancado sozinho em casa, principalmente nos primeiros dois meses, que são mais difíceis. Tente ficar em grupos ou em atividades sempre que possível

- Voltar para a cidade de origem toda hora não adianta. É importante ter afetos que farão você se sentir mais em casa

Atenção, pais!

- Tente ocupar o tempo que sobrou pela saída do filhote com novas atividades e com coisas de que você gosta. Agora pode ser a chance de fazer aquele curso que você queria fazer e não dava tempo ou de ouvir aquelas músicas que seu filho odeia

- Aproveite para namorar e sair mais. Resgate as antigas amizades e curta a independência recuperada

- Não ligue para o filho muitas vezes ao dia. Mexer a toda hora na ferida da saudade dificulta a adaptação para ele e para você

- Entenda quando seu filho não quiser voltar para a casa. Será bom para ele administrar as responsabilidades e curtir as novas amizades

Do Portal Diário Catarinense
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2 comentários to “Longe de casa perto da maturidade”

  1. qual é a melhor escolha:

    comprar um imóvel para o universitário morar ou alugar?

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