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Lições financeiras de personagens de novelas | Instituto de Educação Financeira

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Lições financeiras de personagens de novelas

Trancar a geladeira de casa a cadeado para que os filhos não comessem muito era uma das estratégias para poupar dinheiro de Nonô Corrêa, famoso personagem de Ary Fontoura da novela “Amor com amor se paga”. Já a emergente Clô , personagem de Irene Ravache em “Passione”, não economizava ao fazer de tudo para ser aceita pela alta sociedade paulista, gastando mais do podia na tentativa de ostentar riqueza.

Atitudes extremadas relacionadas a dinheiro não faltam na televisão. Apesar de parecerem exagerados na tela à primeira vista, esses comportamentos não são tão incomuns quanto se pensa. Afinal, quem não conhece uma pessoa extremamente avarenta ou alguém que tenha se casado por interesse?

iG selecionou cinco personagens de novelas com características bastante marcantes relacionadas à forma de lidar com dinheiro. Especialistas em finanças pessoais avaliaram o comportamento de cada um deles e mostram o que não se deve fazer.

Veja abaixo o que é possível aprender a partir das características de Nonô Corrêa, Natalie Lamour, Antenor, Clô e Maria de Fátima.

Nonô Corrêa

Personagem de Ary Fontoura em “Amor com amor se paga”, exibida em 1984 pela Rede Globo: além de fechar a geladeira com cadeado, Nonô Corrêa proibia que seus filhos repetissem as refeições, andava com roupas velhas e desligava todas as luzes da casa após um certo horário, para economizar. Inspirado na obra “O Avarento”, do dramaturgo francês Molière, Nonô Corrêa, na verdade, era rico.

Para Patrícia de Rezende, psicóloga e orientadora de finanças pessoais, Nonô Correa vive tomado pela fantasia de que o dinheiro nunca é suficiente e que, a qualquer momento, pode faltar. A pessoa avarenta, como é o caso deste personagem, acumula recursos sem um objetivo específico, acrescenta o consultor financeiro Humberto Veiga.

“Quanto mais consumimos, mais temos que trabalhar. A pessoa avarenta vai trabalhar sempre, mas o dinheiro não terá utilidade nenhuma,” diz Veiga.

A sugestão dos especialistas para quem enxerga em si alguma semelhança com Nonô Corrêa é tentar identificar atividades que possam trazer outras formas de satisfação – que não sejam o acúmulo de capital.

“Se a pessoa não acordar para este comportamento, ela poderá se tornar frustrada no futuro. Além disso, vai acabar doando toda sua riqueza para alguém que não se esforçou para merecer aquilo,” diz o consultor.

Clô

Pessoas como Clô precisam de uma fonte inesgotável de dinheiro para não terem problemas financeiros

Personagem de Irene Ravache em “Passione”, exibida em 2010 pela Rede Globo: Clô tem origem simples, mas ficou rica e quer entrar para a alta sociedade paulistana. Faz de tudo para parecer uma pessoa fina. É extravagante, gasta dinheiro com roupas e acessórios sem controle algum, sempre com o objetivo de ser aceita pela sociedade. Troca a casa onde vivia na zona leste de São Paulo por uma mansão no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da cidade

Ao contrário de Nonô Corrêa, Clô não se preocupa em gerenciar a renda e em ganhar o dinheiro. “Ela vive em um mundo de sonho,” diz Patrícia de Rezende. O correto seria um equilíbrio entre os dois personagens, diz a especialista. “O dinheiro exige responsabilidade, mas também é feito para prover diversão,” afirma.

O perfil de Clô também está associado a uma das questões que causam o problema do endividamento, que é o consumo e a ostentação para ganhar a aceitação social, diz Veiga. “Há dois usos terapêuticos do dinheiro, um deles se aplica à Clô, que é a busca pela inclusão. O outro uso é da pessoa depressiva, que se sente bem ao comprar,” diz o especialista.

O problema, segundo ele, é que essa pessoa precisa ter uma fonte inesgotável de dinheiro. “Se não tiver, terá problemas financeiros consideráveis”.

Natalie Lamour

Natalie Lamour: consegue sucesso financeiro por meio do casamento

Personagem de Deborah Secco em “Insensato Coração”, exibida em 2011 pela Rede Globo: terceira colocada em um reality show, Natalie aproveitou a fama para ganhar dinheiro. Posou nua e comprou um apartamento. Mas, para garantir o futuro, queria um bom casamento e seduziu um banqueiro rico, que foi preso. Enquanto ele estava na cadeia, ela gastou quase todo o dinheiro do marido.

Natalie Lamour tem uma relação infantil com o dinheiro, é tomada pela fantasia de que a riqueza é algo mágico e é facilmente seduzida por falsas promessas, desde que envolvam o ganho fácil,” avalia Patrícia de Rezende.

Além do comportamento irresponsável, Natalie também tem o objetivo de obter sucesso financeiro por meio do casamento. “É uma escolha dela. E os dois lados têm benefícios, como se fosse um negócio. Enquanto ela ganha a possibilidade de se vestir bem, viajar e comer bem, ele ganha a companhia de uma pessoa mais jovem e bonita,” diz Veiga.

Na opinião do consultor, para uma relação assim dar certo, é preciso que os dois sejam muito práticos e não tenham problemas em lidar com a situação.

Sob o aspecto legal, lembra Veiga, não há nenhuma proibição. “Quando a pessoa que tem mais dinheiro é mais velha, a separação total de bens é recomendável,” comenta.

Antenor

Antenor, de Fina Estampa: ganancioso, nega a origem pobre e se faz de rico

Personagem de Caio Castro em “Fina Estampa”, exibida em 2011 pela Rede Globo: estudante de medicina de uma família de classe média baixa, Antenor finge ser rico para agradar a família de sua namorada Patrícia, que é da alta sociedade. Faz chantagens com um amigo que trabalha em uma empresa de veículos para poder usar motos e carros caros de clientes como se fossem seus. Ele chega a contratar uma atriz para fazer o papel de sua mãe, que, na realidade é uma batalhadora que faz serviços de eletricista na casa de Patrícia.

Embora a novela seja nova e ainda não seja possível saber qual rumo o autor da novela dará para Antenor, ele parece ser do tipo de pessoa que “faz tudo por dinheiro” e que coloca a riqueza acima de si mesmo, diz a orientadora financeira. “Ele é tomado pela sensação de que é melhor que os outros, e que os demais são seus meros admiradores,” diz Patrícia.

“Ele parece ser a versão masculina de Mária de Fátima (abaixo),” acrescenta.

Maria de Fátima

Maria de Fátima tem personalidade sociopata perversa, diz especialista

Personagem de Glória Pires em “Vale Tudo”, exibida em 1988 pela Rede Globo: Maria de Fátima é pobre, mas tem horror à pobreza. Filha de uma mulher batalhadora e honesta, ela vende a casa da família e foge com o dinheiro para o Rio de Janeiro, onde pretende trabalhar como modelo. Faz um plano para seduzir um milionário e ficar com sua riqueza. Mas o plano não dá certo.

Assim como Antenor, Maria de Fátima coloca o dinheiro acima de tudo. “Eles têm uma personalidade sociopata perversa, são gananciosos,” diz Patrícia. Segundo ela, as atitudes dos dois personagens sugerem que eles têm uma patologia séria. “Não é apenas um caso de autoestima baixa. São indivíduos que não respeitam leis ou regras, enganam e manipulam os outros para atingir seus objetivos financeiros”.

Nos dois casos, a sugestão da especialista é que os pais ou parentes deixem que seus filhos assumam as consequencias de seus atos. “É a coisa mais certa a fazer. A tendência dos pais é querer encobrir ou negar, com isso eles criam “monstros,” diz Patrícia de Rezende.

Do Portal IG
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