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Jovem usa poupança mensal feita pelo pai para começar aposentadoria | Instituto de Educação Financeira

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Jovem usa poupança mensal feita pelo pai para começar aposentadoria

A aposentadoria do universitário Rhian Duarte já era uma preocupação de seu pai quando ele era criança. Funcionário de um banco estatal, o pai de Rhian decidiu depositar R$ 50 todos os meses em um fundo de previdência para o filho complementar a aposentadoria ou investir em algo quando fizesse 21 anos. Precavido, o jovem escolheu a primeira opção.

(Série Jovens planejam aposentadoria: ao longo da semana, o G1 vai mostrar histórias de jovens que planejam o futuro investindo em previdência privada, imóveis e ações)

“A gente vai trabalhando, trabalhando, mas não sabe o que pode acontecer, se vai ter algo no meio do caminho. Então é sempre bom ter algo garantido”, afirma Rhian, que completou 21 anos no final de julho.

Apesar de gostar de estar “precavido”, o estudante de ciência política e de direito conta que não acompanha os depósitos. Ele diz não ter noção do valor acumulado e afirma que de vez em quando até se esquece que tem o benefício. “Não sei nem se meu pai ainda paga o mesmo valor”, brinca.

As informações que Duarte tem do plano vieram das cartas que recebeu do banco pouco depois que o pai assinou o contrato, quando tinha 12 anos. O jovem descobriu, por exemplo, que poderia sacar parte do valor antes de atingir os 21 anos se depois repusesse o dinheiro.

Aparentemente tentadora, a possibilidade não foi cogitada pelo jovem. Ele diz que nunca houve necessidade de retirar o dinheiro antes da hora e que a opção não valeria a pena porque faria com que o pai perdesse descontos no Imposto de Renda. A única possibilidade, afirma, seria para dar entrada em um apartamento. “Mas pretendo manter o plano, não tenho necessidade do dinheiro ainda.”

Palavra do especialista

Na avaliação do educador financeiro Mauro Calil, além da segurança financeira, os R$ 50 mensais poupados pelo o pai de Rhian deram uma lição financeira importante ao rapaz.

“O pai fez o correto ao dizer: a responsabilidade é sua, o dinheiro é seu. (…) Deu uma decisão financeira para o jovem tomar. Tem um peso no menino, que sabe que são nove anos da vida do pai investindo. Se ele fizer qualquer besteira com esse dinheiro, ele mesmo vai ficar com vergonha”, diz.

A decisão de Rhian, na opinião de Calil, foi acertada e conservadora. “Imagina se ele resolve comprar uma moto, ou dar entrada em um carro, e acaba transformando o dinheiro em despesa. Você vê que o rapaz foi bem educado”, diz.

Para Calil, o ideal é começar a pensar num investimento logo que a criança nasce; quanto mais cedo, menor pode ser a quantia depositada e, consequentemente, mais leve fica a poupança para o orçamento. “Deve ser sempre feito em nome da criança, no CPF dela”. Na hora de escolher o tipo de aplicação, a recomendação de Calil é um plano de previdência complementar ou fundo que tenha a maior parcela possível de ações.

“Ação é longo prazo, e criança tem muito prazo. (…) Ela não tem risco, não suou para trabalhar e ganhar esse dinheiro. Se quebrar tudo aquilo os pais vão ter que sustentá-la. Dá para ser muito agressivo”, recomenda o educador.

Se a escolha for um plano de previdência complementar, o ideal é pensar no resgate após pelo menos dez anos de investimento. “A partir dos 10 anos de investimento é que entra na tabela regressiva de IR. Se você começou ao zero ano, quando chegar aos 18, 21, estará na menor tributação possível. Porém se começou aos 15 e 21 ele ainda vai pegar imposto. Tem que pensar no mínimo dez anos”, diz.

Ainda de acordo com Calil, a partir de agora a preocupação de Rhian deve ser a de continuar adicionando uma quantia mensal ao montante até agora poupado pelo pai. “Os R$ 50 que pararam de ser investidos pelo pai devem aumentar para R$ 100, R$ 200, de acordo com o crescimento da renda dele”.

Do Portal G1
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