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Jovem faz dívidas no cheque especial com gastos em beleza | Instituto de Educação Financeira

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Jovem faz dívidas no cheque especial com gastos em beleza

A jornalista M.C., de 27 anos, está com dificuldades de sair do cheque especial e prefere não se identificar. Com renda média mensal de R$ 2,5 mil, a moradora do bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, usa o cheque especial desde 2003.

“Fico com o saldo negativo em cerca de R$ 600 todo mês”, conta. Neste, ela garantiu que não fugirá à “regra” porque investiu na aparência. M. foi a um salão de beleza, em um dos bairros mais elegantes da capital mineira, para dar um toque especial no visual. Gastou R$ 270 pelos tratamentos.

Ela pagou R$ 100 para cortar e mais R$ 100 para hidratar os cabelos. A depilação também outros R$ 70.

“Sou uma compradora compulsiva e nunca olho a minha conta antes. Sei que tenho cheque especial e que ele vai cobrir os gastos”, explicou. Com um limite de R$ 3 mil, ela disse que paga ao banco, em média, R$ 60 de juros todos os meses.

Na semana passada, M. foi ao shopping para ver um filme, mas conta que foi seduzida pelas vitrines das lojas. Ao passar pelos corredores foi atraída pelos cartazes das promoções, e não resistiu. Levou para casa uma jaqueta jeans de R$ 160. “Vi que o desconto era de 50% e comprei”. Há dois meses também ela foi fisgada por outra liquidação e o gasto foi ainda maior: R$ 400.

Mesmo no vermelho, M. disse que ainda precisa clarear os cabelos. Para satisfazer o gosto, terá que fazer luzes e desembolsar mais R$ 200. “Sem falar nas unhas que eu faço quase toda semana. São R$ 30 para pé e mão”, disse.

Mesmo com o descontrole, a jornalista falou que tem um projeto de, até o fim do ano, colocar as contas nos trilhos. “Não consigo cumprir esta meta e estou pagando por ser desorganizada financeiramente”, atestou M., que está pagando, literalmente, pela compulsão por comprar.

Erros

Na opinião do diretor de educação financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Moraes, a principal falha da jornalista foi se habituar ao uso do cheque especial como complemento da renda mensal. “É um erro muito comum, somar o limite ao salário como se fosse parte da renda”, diz ele, que destaca que se acostumar a “afundar” no cheque especial é o mesmo que tomar um empréstimo muito caro todo mês.

“É um crédito adequado apenas para uma emergência, e ela está usando para uma situação constante. É uma linha de curto prazo, com taxa alta”, alerta Moraes.

Moraes também chama a atenção para o excesso de compras por impulso: “uma liquidação não deve ser critério de compra. Se você acha que economizou mas comprou uma coisa da qual não precisava, foi uma compra que saiu muito cara”, diz o economista.

E agora?

Para ele, o momento atual, em que a jornalista deve em torno de R$ 600 todo mês para o banco, é ideal para resolver o problema antes que o débito vire uma “bola de neve”. “Não pode fazer a receita se encaixar nas despesas, mas o contrário”, diz.

A primeira recomendação é de que ela coloque, um a um, todos os gastos no papel. “Dá para resolver a situação dela, é não é difícil. Ela precisa revisar profundamente as despesas”, ensina.

O melhor, recomenda, é pensar bem antes de decidir quais gastos serão cortados. “Não adianta querer cortar o que for muito importante, porque ela não vai conseguir. Se beleza é o mais importante ela mantém, mas vai ter que cortar em outro lugar: alimentação fora de casa, lazer, ou algum supérfluo”, afirma.

Além disso, é importante que ela saia imediatamente do cheque especial, trocando-o por outra dívida mais barata. “Ela deve procurar o gerente do banco dela e pesquisar uma linha de crédito, como o consignado ou o pessoal, e quitar a dívida do cheque especial, pagando uma mensalidade bem menor por mês”, diz o especialista, que assegura que M. poderá assim recuperar a saúde financeira. “Ela vai pagar uma prestação bem menor que esses R$ 600, equilibrar o cheque e o orçamento sem muito sacrifício”.

Procurar reforçar a renda mensal, como trabalhos alternativos ou “freelancer”, também pode ser positivo. “Tem gente que se dá melhor em aumentar a receita do que em cortar despesas”.

Do Portal G1
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