Warning: preg_match() [function.preg-match]: Unknown modifier 't' in /home/edufinan/public_html/wp-content/plugins/mobile-website-builder-for-wordpress-by-dudamobile/dudamobile.php on line 603
Já foi o tempo do rosa choque | Instituto de Educação Financeira

Artigos, Finanças Pessoais

Já foi o tempo do rosa choque

Porquinho vazio: o que leva as mulheres a descuidar da aposentadoria?

Composta há 30 anos, a música “Cor de rosa choque”, de Rita Lee, traz na letra uma série de ironias sobre os mitos que cercam o comportamento feminino. Tema de um dos programas mais famosos da TV brasileira nos anos 1980, o TV Mulher, a canção se refere a elas como o “sexo frágil”, com “um sexto sentido maior que a razão” e anuncia que “dondoca é uma espécie em extinção”. Muitos desses lugares-comuns ironizados por Rita Lee persistem, mesmo décadas depois – especialmente quando se fala na forma como as mulheres lidam com o dinheiro.

Foi o incômodo gerado pelo estereótipo, como a ênfase em problemas de consumo e endividamento excessivo e a subestimação do talento das mulheres para lidar com investimentos em longo prazo, que levou um grupo de pesquisadoras da área de Ciências do Consumo Aplicadas a investigar melhor o comportamento financeiro feminino. A engenheira Célia Patto, a profissional da educação física Alessandra Tavares e a economista da Itaú Asset Management e planejadora financeira Fernanda Lattari revisitaram teorias de finanças tradicionais e comportamentais e fizeram estudos comparativos para desvendar a forma como o público feminino investe.

O ponto de partida foi tentar descobrir quais motivos levam as mulheres brasileiras a descuidar do planejamento para a aposentadoria, ao mesmo tempo em que ascendem socialmente – realidade de 73% das brasileiras, segundo levantamento da empresa de pesquisas Sophia Mind. “Dizer que os hormônios ou o instinto maternal impedem a mulher de suportar riscos com investimentos é uma análise extremamente superficial e bastante defasada – pelo menos no exterior”, comenta Lattari. As pesquisadoras descobriram que a explicação é mais complexa, e passa por alguns fatores biológicos, outros que são herdados e mesmo aprendidos pelas mulheres.

Fernanda Lattari: “Chega de rosa!”

Por exemplo, enquanto os homens encaram o dinheiro como oportunidade, o principal significado do dinheiro para as mulheres é segurança, o que está ligado a fatores biológicos. Já a tendência a delegar a gestão da vida financeira seria um hábito herdado por elas, de gerações anteriores. “Mas, desmentindo os preconceitos, as mulheres que toleram investimentos com maior relação entre risco e retorno tenderão a aguardar por mais tempo a maturação de estratégias com visão de longo prazo”, afirmam as pesquisadoras. “As teorias de senso de controle afirmam que a característica multitarefa das novas gerações e das mulheres é muito benigna quando existe a necessidade de planejar investimentos em grande volume e com visão de longo prazo.”

O trabalho será distribuído para as áreas parceiras da pesquisa econômica no Itaú e poderá servir como fonte de inspiração para novas abordagens a clientes e para a melhoria da oferta de produtos de investimento. Alguns recortes culturais e comportamentais sobre o tema serão ampliados e podem dar origem a artigos ou livros.

Fernanda Lattari resume dizendo que as mulheres precisam entender que o dinheiro é a nave que vai levá-las ao estilo de vida desejado no futuro. “E futuro não é somente manutenção do poder de compra. É liberdade para fazer escolhas sempre, eventualmente transitar para uma carreira mais prazerosa ou voltar a estudar, continuar inserida na sociedade e não se transformar num peso para os familiares,” diz. Para a pesquisadora, as mulheres precisam ser provocadas a pensar sobre o próprio comportamento financeiro. E declara: “chega de sites, livros e cenários rosa choque!”.

Leia aqui um extrato da pesquisa

Você gostou deste artigo? Compartilhe:

1 comentário to “Já foi o tempo do rosa choque”

  1. Vc está linda!

Deixe seu recado