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Inadimplência tem alta de 22,3% no semestre | Instituto de Educação Financeira

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Inadimplência tem alta de 22,3% no semestre

A política monetária de alta das taxas de juros, elevado Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), inflação contínua e endividamento recorde do consumidor brasileiro nos últimos meses se reflete diretamente nos índices de inadimplência, que fecharam o primeiro semestre de 2011 com alta de 22,3% ante o mesmo período do último ano, o maior aumento em nove anos, apontou o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. No período, o cheque foi a principal forma de calote; já em junho foram as dívidas com bancos.

Para Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experian, os efeitos acontecem a longo prazo e estão diretamente relacionados à falta de educação financeira. “O endividamento é normal, mas está acima da capacidade de pagar, e a inflação corrói os salários desde o ano passado. Além disso, a alta dos juros tem mais impacto em quem refinancia a dívida com cheque especial e cartão de crédito. Há um problema histórico de educação financeira, com falta de conhecimento para lidar com juros e dinheiro.”

Segundo o assessor, o descontrole é nítido, já que o brasileiro entra no cadastro da Serasa, em média, com cinco dívidas, e o prazo para renegociar e regularizar o débito chega a sete meses, aproximadamente.

O acréscimo da inadimplência é impulsionado pelos cheques em relação ao primeiro semestre de 2010, já que, segundo o especialista, o uso foi intensificado pelo pré-datado em vários segmentos do varejo para contornar os custos com cartões de crédito e maior IOF, de 6%. No período, o valor médio aumentou 7%, de R$ 1.227,82 de janeiro a junho do ano passado, para R$ 1.313,97 em relação aos primeiros seis meses deste ano. A redução da utilização do cartão é observada nos dados do Banco Central de maio, nos quais a média diária das concessões caiu 12,3%, de R$ 1,043 bilhão para R$ 915 milhões.

Na comparação mensal, com maio de 2011, o índice registrou alta de 7,9%, com crescimento da variação em cheques sem fundos, de 18,9%, com peso de 11,2% no total do indicador. No entanto, o principal responsável pela alta mensal foram as dívidas não pagas com os bancos, com alta de 8,1%, por conta da maior participação no total, de 46,6%. Para Almeida, a falta de pagamentos com os bancos possui uma contribuição de 3,8 pontos percentuais na variação total, o que justifica a alta no período. “Estes fatores demonstram falta de educação financeira para lidar com dinheiro.” O valor das dívidas no segmento apresentou queda de 2%, de R$ 1.335,17 no primeiro semestre do ano passado, para R$ 1.307,90 no mesmo período.

As dívidas não bancárias, que abrangem as áreas de cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadores de serviços, aumentaram 5,4%, com peso de 40,7%, o que representa contribuição de 2,2 p.p. no total. “Os títulos protestados não apresentaram elevação, mas queda, de 11,7%. Contudo, a participação é muito pequena (1,6%), o que não interferiu no resultado geral”, explicou Almeida.

A consequência direta na economia brasileira, na opinião do assessor da Serasa Experian, será vista no momento de concessão de crédito e encurtamento dos prazos por causa dos riscos elevados com a alta inadimplência. “As instituições financeiras e o varejo, no geral, ficarão mais cautelosos. É uma tendência natural. Também acredito no encurtamento dos prazos para facilitar o pagamento das dívidas”, disse Carlos Henrique de Almeida.

Outro reflexo ressaltado por Almeida ocorrerá nas empresas, pois a rentabilidade e os custos serão impactados pelo calote dos consumidores, o que ainda pode ocasionar em aumento dos preços de produtos e serviços, com repasse dos prejuízos ao valor final pelos empresários.

No entanto, o especialista antevê diminuição dos índices de falta de pagamento nos próximos meses. “A inadimplência deve cair até o final do ano, principalmente com a entrada do décimo terceiro.”

Do Porta DCI
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