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Impacto da tragédia no Japão para as finanças pessoais | Instituto de Educação Financeira

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Impacto da tragédia no Japão para as finanças pessoais

Mesclar aplicações em renda variável com algumas modalidades de renda fixa é a melhor maneira de se proteger de turbulências externas.

A melhor forma de proteger os investimentos de fatores externos e inesperados (como um terremoto no Japão) é diversificando a carteira. A recomendação é unânime entre especialistas em finanças pessoais e ganhou força na semana passada depois do impacto causado pela tragédia japonesa nas bolsas ao redor do mundo.

Com as altas taxas de juros praticadas no Brasil (hoje, a Selic está em 11,75% ao ano), investimentos em renda fixa trazem bons ganhos aos investidores. Aqueles que aplicam 100% da sua carteira na renda variável (bolsa e câmbio, por exemplo), podem rever seus investimentos.

“Essa decisão deve ser embasada no preço médio das ações compradas”, diz Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. Se o preço médio for baixo (o que deve acontecer com quem compôs a carteira em 2008, por exemplo), a revisão e realocação deve ser mais amena, diz.

“Mas, de uma maneira geral, neste momento, sugiro aumentar bem a participação da renda fixa, como algo em torno de 70% da carteira. Os outros 30% devem-se manter em variável”, recomenda Velho.

A tragédia japonesa, bem como os conflitos na Líbia, ainda devem gerar fortes oscilações no mercado mundial e no Brasil. Quem aplica em ações, portanto, deve se preparar para possíveis quedas nas cotações, afirmam os especialistas. “Todo momento de grandes incertezas gera muita volatilidade no mercado. Dada a sua importância, como a terceira potência econômica mundial, a tragédia do Japão afetará o mundo todo, inclusive o Brasil”, pontua Eduardo Matsura, analista Gráfico da Corretora Souza Barros.

O professor de finanças do Insper (ex-Ibmec São Paulo), George Ohanian, lembra que é importante que o investidor conheça o seu “apetite ao risco” para definir o remanejamento da carteira de investimentos.

“Renda variável tem risco. Hoje o seu saldo é um e amanhã é outro. Pode ser prejuízo ou lucro”, comenta. “Para não perder muito dinheiro com oscilações na bolsa causadas por tragédias como a japonesa, o investidor deve mesclar ações com outras modalidades de aplicação.”

Aplicar em produtos de renda fixa, mas de curto prazo, é outra indicação do economista da Prosper Corretora. “Para que haja liquidez”, explica. Para ele, as Letras Hipotecárias e as Letras de Câmbio Imobiliária são as melhores alternativas de investimento em renda fixa nesse momento. “São isentos de imposto de renda e têm rentabilidade acima de 100% do CDI”, detalha.

Ohanian também lista os títulos do Tesouro Direto como boas alternativas de renda fixa. “O risco é praticamente zero, assim como os custos de negociação, e a rentabilidade é boa”, diz.

Fonte: Estado de São Paulo

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