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Ilusões cognitivas: seus investimentos são vítimas delas? | Instituto de Educação Financeira

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Ilusões cognitivas: seus investimentos são vítimas delas?

Lidar com o dinheiro não é uma tarefa totalmente racional, como a maioria imagina. Na hora de tomar decisões, as pessoas geralmente são influenciadas pelas chamadas ilusões cognitivas. Ainda assim, é possível reconhecê-las e evitar cair em armadilhas.

Certamente você já percebeu que é impossível ao ser humano ser apenas racional ou totalmente emotivo. No entanto, aprender a se avaliar e conhecer como sua mente funciona em determinadas situações é fundamental para não cair em armadilhas. “Reconhecer as ilusões cognitivas pode ajudar o investidor a evitar erros no processo de alocação de ativos e, por consequência, a melhorar sua performance”, diz o livro Finanças Comportamentais: como o desejo, o poder, o dinheiro e as pessoas influenciam nossas decisões, de Jurandir Sell Macedo Jr., José Morais e Régine Kolinsky.

Dentre as ilusões cognitivas, a obra cita a tendência das pessoas de confundir uma boa empresa com um bom investimento. “Mas nem sempre isso é verdadeiro. Uma boa companhia tem altos lucros e vendas em crescimento. Empresas em destaque na mídia como boas companhias podem ter preços mais elevados, tornando-se maus investimentos”, explica.

Outro fenômeno estudado pelas finanças comportamentais é a ancoração: quando não se sabe o valor exato de um objeto que desejamos comprar. Por causa disso, o investidor pode ser influenciado por uma sugestão inicial de preço, tal como uma âncora, fixada em sua mente. “Pode ser um preço atingido em dada época, uma venda ou compra anterior ou uma previsão de algum analista. Formada a âncora, o investidor tende a dar pouco valor a novas informações, mesmo que estas alterem o perfil da empresa”, ensina.

Um problema muito comum é ainda o medo de se arrepender, que simplesmente afasta as pessoas da bolsa de valores ou faz com que muitas delas deleguem suas decisões de investimento, já que, se houver algum erro, podem atribuir a culpa para alguém. “Distribuir a culpa para terceiros pode ser um poderoso tônico mental”, afirma o livro. No outro extremo, está a tendência de o investidor superestimar os conhecimentos. Isso acaba gerando um erro ainda mais grave: investir cada vez mais dinheiro e assumir riscos em uma aplicação que não deu certo, só para tentar reverter o resultado.

Como você se relaciona com o dinheiro?

Agora que você já conheceu alguns dos principais temas das finanças Comportamentais, faça o teste elaborado por um dos autores, Jurandir Macedo, que também é professor da UFSC (universidade federal de santa Catarina), para descobrir se sofre de duas ilusões cognitivas: a contabilidade mental e o efeito certeza.

1. Você recebeu um prêmio em dinheiro. O valor é suficiente para realizar um antigo sonho de consumo, mas também poderia quitar 80% do rotativo do seu cartão de crédito…

A. você realiza seu sonho de consumo. Afinal de contas, o prêmio é seu

B. você paga parte da dívida do cartão de crédito

2. Você teve um acidente com seu carro e gastou todas as suas reservas. O único dinheiro que tem em conta é na caderneta de poupança para o estudo do seu filho. O que você faz?

A. usa o limite do cheque especial

B. saca o dinheiro da caderneta de poupança

3. Você decidiu comprar um pacote de férias em uma pousada que fica em uma praia paradisíaca e pagou por ele R$ 2 mil. Na ocasião lhe propuseram um seguro ao custo de R$50 que devolve todo o dinheiro gasto se chover durante sua estadia. Você acha interessante, mas ao verificar as estatísticas de clima da região descobre que lá só chove em 2% dos dias. O que você faz?

A. Compra o seguro, afinal de contas tudo que não quer é correr
riscos em suas férias.

B. Decide que não vale a pena comprar o seguro, porque as chances
de chover são muito pequenas.

4. Você decidiu comprar um pacote de férias em uma pousada que fica em uma praia paradisíaca e pagou por ele R$ 2 mil. Na ocasião lhe propuseram um seguro ao custo de R$ 100 que devolve 30% do dinheiro gasto se chover durante sua estadia. Ao verificar as estatísticas de
clima da região descobre que lá chove em 20% dos dias. No final das contas, você:

A. Compra o seguro, porque se chover conseguirá recuperar parte
do dinheiro.

B. Não compra o seguro.

Resultado

Questões 1 e 2: Se você escolheu a opção B em ambas, parabéns! Você não financiaria seu sonho, no primeiro caso e, no segundo, a recomendação é recompor a poupança com o mesmo compromisso de quem paga uma dívida. Já se você respondeu A, é sinal de que foi vítima da contabilidade mental. A contabilidade mental pode ser positiva, como na separação de uma parte do orçamento a cada início de mês para adquirir uma casa, formar uma reserva para aposentadoria, o estudo dos filhos ou as próximas férias. Porém, algumas vezes faz com que paguemos juros altos tomando empréstimos só para não mexer em algum compartimento “sagrado”, como a poupança para a compra da casa própria, para o estudo dos filhos ou mesmo o dinheiro da bonificação da empresa

Questões 3 e 4: No primeiro caso a expectativa de retorno é de apenas R$ 20 (R$ 2 mil x 0,01), portanto não vale a pena fazer o seguro que custa R$ 50. Mas muitas pessoas preferem pagar para ter certeza de que não vão perder dinheiro. É o chamado Efeito Certeza, que nos torna
muito dispostos a pagar grandes valores para eliminar pequenos riscos. Já no segundo caso o retorno é de R$ 120 (600 x 0,2), maior que o custo de R$ 100, portanto vale a pena fazer o seguro.

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