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'Ideia é ter negócios, não trabalho', diz jovem que investe em previdência | Instituto de Educação Financeira

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‘Ideia é ter negócios, não trabalho’, diz jovem que investe em previdência

O publicitário e programador Fernando Juste tem 28 anos e aplica 30% do salário em plano de previdência privada, seguro de vida e INSS. O jovem empresário, que mora em Belo Horizonte e é sócio de uma agência voltada para comércio na internet, pretende ter negócios diversificados quando se aposentar. “A ideia, no futuro, é que a gente possa ter negócios, e não trabalho; e que eu possa fazer investimentos e que este dinheiro gere dinheiro, mas sem precisar trabalhar”, disse. Apesar da certeza da diversificação, ele ainda não sabe em que ramo vai investir.

Juste diz que aprendeu a poupar com os pais. “Desde que nasci, escuto meus pais falando que mais importante do que o que se ganha é o que se gasta”, disse. Segundo ele, outra lição da família é a diversidade de investimentos por questões de segurança. “Você não pode colocar todos os ovos na mesma cesta”, afirmou.

O investidor contou que ele e a mulher sempre abrem mão de viajar para ter uma vida mais confortável e menos corrida daqui a alguns anos. Ele disse que atua no setor que mais gosta, mas que, a longo prazo, deseja ampliar os horizontes. “Posso abrir outra empresa, mas que não demande tanta presença”, completou.

Juste abriu o primeiro negócio aos 19 anos, mas, segundo ele, não deu certo por causa da inexperiência que tinha na época. “Comecei bem novo. O mercado não está pra brincadeira”, disse. O fim da primeira empresa não foi totalmente ruim para ele, que recebeu uma proposta de emprego e se mudou para São Paulo, onde morou durante seis meses. “Já voltei pra BH pensando em abrir outro negócio. A gente aprende com os erros”, disse.

O programador contou que, após abrir a agência em 2006, ficou mais consciente e deixou de gastar com supérfluos. “Investir é uma segurança. [Ao abrir uma empresa] a gente passa a contar só com a gente mesmo e tem que ter um dinheiro guardado. INSS não é um negócio interessante”.

O casal ainda não pensa em ter filhos e, atualmente, guarda dinheiro para mobiliar o apartamento recém-comprado. Segundo o publicitário, ele não tem dificuldades para evitar gastos, mas a esposa, sim. “Ela é mais gastadora. Mas conversando a gente se entende”, disse.

Juste diz que ele e a mulher pagam todo mês a previdência social, mas por obrigação por causa da empresa. Para o empresário, não vale a pena investir só na previdência do governo. “É muito inseguro você ficar tantos anos pagando sem saber se vai poder usar, ou se a regra vai mudar”, disse. “A gente vê que é necessária uma reforma no sistema da previdência que não é feita”, concluiu.

Palavra do especialista

Para o planejador financeiro Rafael do Couto, o publicitário Fernando Juste “é um exemplo a ser seguido”. Segundo o especialista, o empresário é sensato, pois se preocupa com o futuro mesmo tendo uma situação financeira estável atualmente. “Ele é um manual de instruções, que não deixa de consumir, nem gastar, mas que pensa que um dia pode precisar dessas reservas. Este perfil é o ideal. Ele construiu um negócio, comprou bens e pensa em crescer”, disse.

De acordo com o especialista, qualquer poupança a longo prazo, seja previdência privada ou outra forma de acumulação, oferece resultados positivos para o investidor que segue um planejamento rigoroso. “Para quem está na atividade empresarial, ter um programa de acumulação de reservas é importantíssimo por dois critérios: o primeiro é que a pessoa tem uma capacidade maior de atravessar crises (…) E se a pessoa tem um negócio e tem interesse em outros, com uma reserva, ela tem uma margem maior para decidir o momento adequado de investir e pode aproveitar mais oportunidades”, concluiu.

Em uma análise simplista, segundo o planejador, a melhor maneira de utilizar o dinheiro resgatado da previdência privada, no futuro, é uma aplicação financeira de renda fixa ou investimento em um negócio. “É mais vantajoso que ele mantenha uma aplicação em vez de transformar a previdência privada em renda”, falou.

“As pessoas deveriam se preocupar mais em fazer reservas. Guardar 30% do salário é formidável, pois ele [Fernando Juste] vai ter tranquilidade para aproveitar a vida sem sobressaltos na parte financeira”, falou. O especialista diz que os jovens podem e devem começar a poupar dinheiro cedo. ”Em 30, 40 anos, o poder dos juros compostos é formidável”.

Por outro lado, o especialista disse que não vê com bons olhos o investimento em seguro de vida como fator de acumulação de riqueza. “O percentual do resgate perto do que o cliente pagou é pouco significativo. Mas o seguro é uma ótima opção de proteção da renda familiar” [caso o empresário enfrente algum risco], disse.

Para ele, a previdência privada é mais vantajosa do que o INSS. “O que é privado tem regras claras. Acho que é mais confiável. A [previdência] pública carrega incertezas”, disse. “Vira e mexe, a gente vê o governo discutindo a idade da aposentadoria, o fator previdenciário. Não tenho certeza clara do benefício que vou receber quando aposentar. Não posso contar”, afirmou.

Do Portal G1
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