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Home office: modismo ou tendência? | Instituto de Educação Financeira

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Home office: modismo ou tendência?

Woman working in home officeAnunciada na semana passada, a decisão do Yahoo! de trazer de volta ao escritório os funcionários que trabalham em casa causou (e ainda está rendendo) muita repercussão na imprensa mundial e nas mídias sociais. Afinal, faz alguns anos que o modelo tradicional de emprego, com pessoas trabalhando todos os dias em um escritório para um único patrão, começou a ser questionado. Com a internet, os smartphones e computadores portáteis, fica fácil trabalhar a partir de casa ou de qualquer lugar.

Esse novo estilo de trabalho vem se mostrando bom para os indivíduos, que gastam menos tempo no trânsito, tornam-se mais produtivos e aproximam-se mais da família, bom para as empresas, que economizam em infraestrutura e para a sustentabilidade do planeta também, com a redução do número de carros nas ruas e menos poluição.

São todos argumentos que a decisão do Yahoo! colocou em xeque. Ao longo da semana, a CEO da empresa Marissa Mayer foi acusada de ser conservadora e de provocar um retrocesso em relação às tendências em recursos humanos. Em documento enviado aos funcionários, a empresa defende que “velocidade e qualidade são muitas vezes sacrificadas quando se trabalha de casa”.

Em outras multinacionais a prática é exatamente oposta. Uma reportagem publicada na Exame dias antes da decisão do Yahoo! mostra como o trabalho remoto vem ganhando espaço em grandes empresas, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. A IBM, por exemplo, começou em 2011 a dividir projetos com uma equipe formada por especialistas do mundo inteiro, conectados pela internet. A seleção é feita online e o trabalho é remoto, feito a partir de casa. Sem contrato formal de trabalho, eles executam uma tarefa específica atrás da outra, com prazos de entrega que variam entre 12 horas e sete dias.

Muitas outras empresas caminham na direção da IBM. Só a base de empresas atendidas pela consultoria americana Elance, que atua em mais de 150 países conectando empresas e freelancers, passou de 850 mil para 1,3 milhão em 2012. A estimativa é de que apenas nos Estados Unidos o número de freelancers seja equivalente a um terço do total de trabalhadores do país.

Se há, por um lado, a pressão da cultura corporativa, há por outro a mudança na relação de emprego. A geração que agora entra no mercado de trabalho busca maior liberdade para atuar em casa ou em coworkers próximos e em horários alternativos. Para desenvolvedores, programadores, designers e outros profissionais do setor de tecnologia, a contratação e atuação remotas já não são exceção, mas a regra.

O baixo custo e a flexibilidade são grandes benefícios para quem contrata temporários. A legislação trabalhista brasileira ainda restringe esse tipo de contratação a casos de pico de demanda e afastamento de funcionário por licença-maternidade ou férias, por exemplo. Mas há consultorias que prestam esse serviço e funcionam como intermediárias.

E, para você, o trabalho remoto é um modismo ou uma tendência que veio para ficar? Deixe seu recado nos comentários!

Emília Chagas é jornalista e atua no IEF com geração de conteúdo.

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