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Hábitos nas finanças são copiados pelos filhos | Instituto de Educação Financeira

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Hábitos nas finanças são copiados pelos filhos

Em tempos de consumismo, a educação financeira vem de casa. É o que defendem especialistas, destacando os reflexos do comportamento dos pais nas vidas das crianças. Adultos que gastam mais com produtos supérfluos tendem a influenciar seus filhos, assim como os que poupam dinheiro e calculam a necessidade de cada despesa antes de fazer o gasto.

Autora do livro ‘Filhos, o seu melhor investimento’ (Campus/Elsevier), Celina Macedo afirma que, antes de cobrar, os pais precisam dar bons exemplos. “As crianças observam muito como os pais se relacionam com o dinheiro: se são gastadores ou poupadores, se fazem pesquisa de preço, se compram à vista ou a prazo”, explica. Segundo ela, aos 5 anos, já é possível fazer com que entendam o valor do dinheiro.

“Comece explicando o significado dos números das moedas e depois das cédulas. Quando o filho pedir para comprar algo, pode-se mostrar quanto dinheiro é preciso tirar da carteira para pagar o que ele pede. Esse é o momento de ensiná-lo a fazer escolhas”, destaca Celina.

O especialista Luiz Felizardo Barroso lembra que os pais devem orientar os filhos a poupar durante meses consecutivos, para que vejam resultados: “Só assim, será possível comprar um brinquedo mais caro, aquele que enche os olhos da criança”.

Autor da série infantil ‘O Menino e o Dinheiro’, entre outras obras, Reinaldo Domingos criou a Metodologia DSOP de Educação Financeira (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar). “É necessário estimular crianças e jovens a identificar sonhos de curto, médio e longo prazos”, diz.

12 de idade, 9 de economias

Além de ter conta-poupança no Banco do Brasil há mais de nove anos, Fabrício de Sousa, 12, guarda em um cofre todo o dinheiro que ganha ou sobra da merenda escolar. “Sem gastos supérfluos, ele tem consciência de que precisa guardar”, explica a avó, Cenira Pereira de Sousa, 61.

Com viagem à Disney marcada para dezembro, Fabrício troca as moedas por notas de dólar ou real sempre que o cofre está cheio. “Desde pequeno, ele aprendeu que as moedinhas, que muitos desprezam, se transformam em notas e, depois, em algo que deseja”, conta Cenira.

‘A criança só terá motivação para guardar, se houver um objetivo’

Além de dar o exemplo, administrando bem as próprias finanças, é preciso que os pais estabeleçam limites. “Pais que querem dar tudo para os filhos erram, pois tiram deles a capacidade de sonhar e correr atrás dos seus sonhos, de suportar frustrações e tropeços que todos têm na vida adulta”, diz Celina.

Uma dica importante é orientar a criança a anotar em uma caderneta quanto ela ganha por semana/quinzena/mês e também quanto gasta. “Assim, o filho aprende a cuidar do próprio dinheiro e a fazer constantemente seus planos e suas escolhas”, explica a autora do livro.

Quando não for possível atender à criança, é preciso dizer que aquele dinheiro que seria gasto com a boneca, por exemplo, precisa ser usado para comprar pão, leite ou livros.

É necessário atrelar algum objetivo à poupança. “A criança só terá motivação para guardar, se houver um objetivo em mente”, completa Celina.

Interessados em aprender a cuidar das finanças podem participar da Expo Money, que acontece no Centro de Convenções SulAmérica (Estácio), nesta quinta e sexta-feira. Informações: http://www.expomoney.com.br.

De lupa

PLANEJAMENTO — Orientar o filho a anotar o quanto ganha por semana/quinzena/mês e o quanto gasta é uma boa estratégia. Assim, a criança aprende a cuidar do próprio dinheiro e a fazer constantemente planos e escolhas.

FALTA DE LIMITES — Pais que querem dar tudo aos filhos erram, porque tiram das crianças a capacidade de sonhar e correr atrás dos seus sonhos, de suportar frustrações e tropeços que todos sofrem na vida adulta.

Do Portal O Dia
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