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Geração Z: conectada também ao consumo | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Geração Z: conectada também ao consumo

Se a chamada geração Y, formada por pessoas com idade entre 20 e 31 anos, já cresceu acostumada com a Internet, para a geração Z é quase impossível imaginar que um dia o mundo existiu sem estarmos totalmente conectados por computadores e celulares. Para esses jovens de 12 a 19 anos, a rapidez na forma de se relacionar e de assimilar novas tecnologias se reflete em seus hábitos de consumo. Eles compram por impulso e não se preocupam muito em fazer economia, segundo um estudo realizado pela Quest Inteligência de Mercado. Comparada às gerações X (32 a 51 anos) e Y, a geração Z é a que mais compra sem planejar – movida principalmente pela novidade. Por consequência, é também a que mais se arrepende de ter comprado. A pesquisa revelou ainda que entre esses jovens consumidores é maior a preferência por produtos de marca. Eles não estão acostumados a pedir descontos, a procurar por ofertas ou a fazer um levantamento de preços para pagar menos. Mesmo com as múltiplas formas de acesso a conteúdos e com a proatividade com que atua nas redes sociais, a geração Z – cuja letra que a representa remete a “zapear”, hábito dos jovens de rapidamente mudar o foco de uma atividade para outra – se informa pouco sobre um produto ou serviço antes de comprá-lo. Mas a opinião do grupo conta – e muito. Possuir as mesmas coisas que os amigos é fator decisivo para suas escolhas. 

Como falar sobre dinheiro com os jovens? De acordo com especialistas que atuam na área de educação financeira, a forte tendência ao consumismo observada em crianças e adolescentes é estimulada quando os pais não falam abertamente com seus filhos sobre dinheiro. E quanto mais cedo eles forem envolvidos nesse processo, melhor para todos. Veja sete dicas para colocar esse assunto em pauta com a geração Z. 1. Converse sobre o orçamento da casa O melhor lugar para o jovem aprender sobre educação financeira é em casa, aponta o professor Jurandir Sell Macedo, consultor do programa “Uso Consciente do Dinheiro” do Itaú Unibanco. “É preciso mostrar o orçamento da casa para os filhos, falar sobre as receitas e as despesas, colocar as contas na ponta do lápis com eles e compartilhar as dificuldades eas dívidas, se for o caso. Isso certamente vai ajudá-los a conhecer o valor do dinheiro”, afirma. Mas esse tipo de conversa ainda representa um tabu em muitos lares. E foi isso que Eloisa Vasconcellos, agente autônoma de investimentos e responsável pela área educacional da corretora Magliano, constatou quando começou a orientar os jovens sobre finanças pessoais. “Entre os 500 adolescentes que participaram de um curso que realizei, de 5% a 10% deles conversam com os pais sobre as finanças da casa”, ressalta Eloisa. 2. Dizer “não” faz parte do aprendizado Se os jovens consomem por impulso e não se preocupam em economizar é porque os pais acabam incentivando esse hábito ao não estabelecerem limites, aponta Celina Macedo, conselheira do Instituto de Educação Financeira (IEF). Dizer “não” – mesmo quando é possível comprar algo que o adolescente quer – é essencial para ensiná-lo a lidar com as frustrações da vida. “Isso deve ser transmitido às crianças desde cedo. Se não, crescerão achando que podem ter tudo no momento que desejam. Com o não, elas aprendem a fazer escolhas, a identificar o que é necessário, ter noção do que é caro ou barato”, comenta Celina, que atua com educação financeira voltada para jovens e acaba de escrever o livro Filhos: seu melhor investimento, com lançamento previsto para o final deste ano. 3. Exemplo que vem dos pais Quando o assunto é orientar, dar o exemplo de boa prática faz toda a diferença. O pai e a mãe são modelos que os filhos observam o tempo todo. Portanto, suas atitudes só serão referências para a educação financeira se demonstrarem controle nos gastos. “Muitos pais dizem para os filhos não exagerarem nas compras, mas chegam do shopping com um monte de sacolas nas mãos”, acrescenta Celina Macedo. E para evitar o consumo desenfreado, estabeleça regras válidas para todos em casa – recomenda Eloisa Vasconcellos. “Definir datas para ganhar presentes é uma delas. Ter um dia certo para comprar também. O que for combinado previamente não sai caro e cria a disciplina necessária para lidar com o dinheiro.” 4. Mostre as vantagens de economizar Os exemplos práticos funcionam muito bem para mostrar as vantagens de economizar. “Falar apenas que as contas estão muito altas não resolve. Quem não tem noção do quanto é esse excesso não vai se comprometer em revertê-lo”, diz Eloisa Vasconcellos. Nesse caso, orienta o professor Jurandir Macedo, adote a prática de traçar com os filhos metas de redução de despesas. “Calcule e não esqueça de combinar o que será feito com o valor economizado. O que se gastou a menos com energia elétrica ou ligações telefônicas mês a mês pode ser usado em uma pequena viagem ou outra atividade que aproxime a família.” 5. Saber poupar é aprender a esperar Ensinar desde cedo a esperar pelas coisas representa o primeiro aprendizado para poupar. E a forma mais eficiente de guardar dinheiro é ter um objetivo definido para usá-lo. “Quando é incentivado a não gastar hoje parte da mesada para comprar algo amanhã, o adolescente começa a ter contato com o planejamento nas finanças. É uma prática que ele repetirá quando adulto em todos os seus projetos”, aponta Celina Macedo. 6. Aprendendo com a mesada A tradicional mesada pode ganhar um papel educativo na orientação para as finanças, ressalta o professor Jurandir Macedo. Além de ser um “treino” para o controle de gastar, ter uma quantia mensal para administrar ajuda a formar o conceito de valor pelas coisas que se consome. Para os especialistas, uma iniciativa interessante, a partir dos 12 anos, é acrescentar à mesada os valores das atividades extraclasse, para que os próprios filhos façam esses pagamentos. Mesmo que o dinheiro seja da família, ele descobrirá o quanto custa usufruir das aulas de inglês, de música, da academia… “E esse também é o momento de já familiarizar os jovens com o uso do cartão de débito e começar gradativamente a explicar como funciona o cartão de crédito com limites pequenos”, acrescenta o consultor. 7. Envolva os filhos na gestão das contas E por que não dar ao adolescente a missão de ser o xerife das contas da casa? A partir dos 12 ou 13 anos, ele pode montar no computador a planilha do orçamento doméstico para listar receitas e lançar despesas. “Fazer esse acompanhamento dará a eles a noção do que é preciso para manter uma família”, ressalta Eloisa Vasconcellos. E delegar pequenas responsabilidades domésticas também é importante para que os filhos deem valor ao que é feito conjuntamente. “Isso fortalece os vínculos familiares e certamente contribuirá na hora de conversar sobre o orçamento da casa”, conclui Celina Macedo. 

 Da Editora Moderna
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