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Ganhe mais sem se arri$car


Do Diário Catarinense

Renda fixa é a principal modalidade de investimento do brasileiro, mesmo que muitos não saibam disso. Ainda são poucos os que se aventuram na bolsa. A maioria prefere mesmo é a segurança e a comodidade da poupança, de longe a aplicação financeira mais popular do país.

Oproblema é que a poupança é a aplicação mais prejudicada nas condições atuais – cenário de inflação em alta e ciclo de elevação da taxa básica de juros (a taxa Selic).

Isso porque ela tem um retorno pré-determinado: 6% ao ano, ou 0,5% ao mês, mais a variação da TR (Taxa Referencial de Juros), que acrescenta menos de 1% ao ano. Ou seja, mal cobre a inflação, que foi de 6,55% para 12 meses em maio.

Existem outras opções de investimentos em renda fixa que permitem ganhar mais no momento. Para quem vai começar a investir R$ 1 mil, por exemplo, CDBs-DI e títulos públicos vendidos por meio do Tesouro Direto são unanimidade.

Tão seguros quanto a poupança, eles têm a vantagem de ter o seu rendimento vinculado à inflação e à taxa Selic – quanto maior, melhor. Também são aplicações que oferecem a modalidade pós-fixada, em que o rendimento é calculado na data do resgate.

A mais conhecida é o CDB, que qualquer gerente de agência oferece de imediato ao cliente. A sigla significa Certificado de Depósito Bancário. Jurandir Macedo, professor da Universidade Federal de SC (UFSC) e consultor do Itaú, explica que quanto maior o prazo e o valor depositado maior o juro pago pelo banco. Mas é preciso escolher uma instituição de primeira linha.

Desta maneira, o cliente foge daquelas que correm risco de quebrar. Se o pior acontecer, o sistema bancário brasileiro criou um mecanismo chamado Fundo Garantidor, que devolve o dinheiro ao poupador até o limite de R$ 70 mil.

Menos é mais com títulos públicos

Rodrigo Caparica, diretor de Operações Estruturadas do Banco Próspera, diz que os bancos pequenos e médios podem ser melhores escolhas porque concedem taxas maiores. Como não têm o volume de depósitos diários dos grandes do setor, são mais dependentes do CDB.

Ricardo Rocha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, avalia que, para obter taxas mais interessantes no CBD, é preciso aplicar pelo menos R$ 10 mil. Para ele, a melhor aplicação do momento para o poupador é o Tesouro Direto (mais na página ao lado). Nele, com apenas R$ 109 já é possível comprar títulos públicos diretamente do governo brasileiro.

Outras vantagens do Tesouro Direto: pequenos investidores conseguem o mesmo retorno de quem aplica somas significativas. Além disso, como lembra Macedo, elimina intermediários e aumenta lucros, já que muitos fundos oferecidos pelos bancos têm na sua carteira títulos do governo. É por isso que o seu gerente não oferece esta opção.

Comece hoje no Tesouro Direto

Existe outra forma de aplicação baseada em juros que quase todo mundo ouviu falar, mas poucos sabem direito como funciona. Chama-se Tesouro Direto. Seja no rádio, na televisão ou no jornal, é defendida por todos os consultores e gurus das finanças pessoais.

A aplicação, que é a menina dos olhos dos entendidos em mercado financeiro, nasceu da necessidade do governo federal em arrecadar dinheiro para pagar suas dívidas e investir. Na prática, o governo emite títulos, ou seja, papéis que o Tesouro Nacional se compromete em pagar com um prêmio numa data combinada. Até 2002, somente corretoras e bancos podiam comprá-los, mas, desde então, isso mudou e pessoas físicas puderam entrar no negócio. E foi criado o tal Tesouro Direto.

Por ser ligado diretamente ao Estado, o Tesouro Nacional é considerado bastante seguro porque a única forma do investidor não receber é se o Brasil for à bancarrota, coisa cada vez mais improvável. Mas, para comprar estes papéis, é preciso seguir algumas regrinhas. Nada muito complicado.

O primeiro passo é se cadastrar em um agente de custódia. O nome pode soar complicado, mas trata-se apenas de preencher um formulário numa corretora ou banco.

Isso pode ser feito até mesmo pela internet. Cada vez que uma pessoa comprar os papéis, paga um percentual para o agente de custódia. Isto ocorre porque essas instituições emprestam a conta delas para a transação.

Segundo Ricardo Rocha, professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), algumas corretoras dispensam o pagamento dessas taxas, entre elas a Banif, Socopa e Spinelli. Todas são bem conceituadas no mercado e, mesmo que falissem, o cliente não sairia prejudicado porque o contrato é firmado com o Tesouro Nacional.

Feito o cadastro, basta entrar no site do Tesouro Direto (www.tesourodireto.gov.br). Lá estão todas as cinco opções de títulos existentes (veja na arte desta página). Jurandir Macedo, professor de Finanças Pessoais da UFSC, explica que é só escolher os papéis desejados, adicionar a cesta de comprar e confirmar.

– Qualquer pessoa que sabe comprar um livro pela internet consegue comprar papéis do Tesouro Direto – garante.

Macedo diz que é possível comprar um título inteiro ou frações de 20%. Ou seja, o investidor pode adquirir 0,4 ou 3,8 títulos. Terminado o negócio, o dinheiro é transferido no dia seguinte e o título é entregue depois de 48 horas. Nenhum papel é emitido porque toda a transação é online.

Nesta etapa, entra em ação a Companhia Brasileira de Liquidações e Custódia, um braço da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A instituição também cobra uma taxa pelo serviço e, neste caso, professor algum sabe de uma maneira de se livrar do gasto.

Os papéis do Tesouro Direto podem ser vendidos todas as quarta-feiras e respeitam as mesmas regras de desconto do Imposto de Renda aplicadas ao CDB.

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