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Fim de ano pede gestão apurada dos adicionais | Instituto de Educação Financeira

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Fim de ano pede gestão apurada dos adicionais

foto10rel-101-fim-f2O pagamento do décimo-terceiro salário vai injetar cerca de R$ 143 bilhões no Natal dos brasileiros, de acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Além da troca de presentes, esta também é a época das férias escolares e das viagens com a família. Se a gestão desses recursos extras não for feita de forma disciplinada, o dinheiro pode sumir rapidamente. “Sempre pecamos pelos excedentes. Queremos viajar, comprar presentes. Mas se as contas estão no vermelho, talvez seja hora de parar e usar esses recursos para renegociar dívidas e entrar em 2014 de forma mais organizada”, alerta Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do Itaú Unibanco.

Se a vida estiver mais equilibrada e a conta bancária no azul, o dinheiro pode servir para compras, para uma reserva de emergência ou até para a poupança, diz ela. Para Denise, fazer uma viagem ou comprar um bem com o fruto de seus investimentos pode ser um bom negócio. “É a diferença entre pagar juros ao fazer uma dívida e receber juros ao deixar seu dinheiro em um investimento”, afirma.

Ela também faz dois alertas: analisar bem se a dívida assumida, parcelada, se encaixa no orçamento mensal. O segundo refere-se aos inúmeros pagamentos de tributos em janeiro e fevereiro, além da matrícula e material escolar. “São gastos que devem constar do planejamento do orçamento.”

Álvaro Dias, consultor financeiro, sócio da A, R & D Finanças Pessoais, também defende o planejamento financeiro para a utilização do 13º. “Quanto mais organizadas estiverem as finanças, seu 13º pode render mais”, afirma. Para Dias, o ideal seria o provisionamento mensal de parte da receita para o pagamento das despesas esperadas, como o IPVA, o IPTU e a matrícula escolar. “Desta forma, haveria maior disciplina no planejamento do fluxo de recursos e seria possível planejar também o futuro”, disse. Dias ressalta, contudo, que o brasileiro não é acostumado a ter disciplina financeira, e parte da população acaba usando os recursos dos adicionais para pagar dívidas. “Se for dívida de financiamento, cheque especial, cartão de crédito, que possuem juros elevados, o melhor é quitar a dívida”, afirma.

O consultor lembra que quem é assalariado deveria, se não tem dívidas, pensar em fazer uma reserva de emergência de pelo menos 6 meses de suas despesas fixas. “Se existe conforto financeiro, o ideal seria usar esse excedente para começar um planejamento, uma definição de para onde se quer ir. De acordo com as metas definidas, com objetivos atingíveis e mensuráveis, estes recursos podem ser investidos em ativos de curto, médio ou longo prazo”, afirma.

Uma pesquisa realizada pelo Banco do Brasil desde 2009 revela que os recursos do 13º estão migrando do pagamento de dívidas para a poupança, afirma Edmar Casalatina, diretor de empréstimos e financiamentos do BB.

Segundo o executivo, 31,7% dos pesquisados utilizaram esses recursos para pagar dívidas em 2009. Esse montante caiu para 27,2% em 2010, voltou a subir para 28,9% em 2011, atingindo seu pico em 2012, a 32%, e recuando de forma expressiva em 2013, para 24,5%. Em contrapartida, o percentual de aplicadores na poupança subiu dos 14,6% registrados em 2009 para 18,2% em 2010, 18,8% em 2011, 16,3% em 2012, atingindo 20,4% em 2013. Para ele, esses resultados mostram um recuo no endividamento. “Quem utilizava o 13º para quitar dívidas, agora possui um pouco para poupar”, afirma. Casalatina acredita que este comportamento é fruto da educação financeira cada vez mais presente na mídia.

Os recursos extras devem ser utilizados para cobrir as obrigações básicas que podem estar descobertas, afirma a consultora sênior de previdência da Mercer, Carolina Wanderley. “Apenas com o básico coberto podemos pensar em supérfluos”, afirma a executiva. Como básico, Carolina entende a quitação de dívidas e a provisão de recursos para o pagamento das dívidas de início de ano. Ela ressalta que muitos assalariados recebem um adiantamento do pagamento de janeiro já em dezembro o que deixa confuso o fluxo de caixa dos meses de janeiro e fevereiro. “Os juros subiram e qualquer nova dívida contraída estará mais cara.”

Matéria publicado no Valor Econômico
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