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Famílias compram menos e priorizam o pagamento das dívidas | Instituto de Educação Financeira

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Famílias compram menos e priorizam o pagamento das dívidas

A família de dona Ivonete Pereira de Lira, 53 anos, começou o ano reduzindo os gastos. Dona Ivonete acabou de pagar um empréstimo de R$ 5 mil feito em seu nome para um conhecido e precisava manter sob controle os gastos da família, que cresceu com a chegada de mais três pessoas na casa: a filha Janaína, de 26 anos, e os dois filhos dela.

“Eu uso as mesmas roupas do ano passado, para o Denilson (o filho, de 17 anos) é que tive de comprar novas porque ele trabalha”, conta a dona de casa. Ela prefere caminhar em vez de pegar dois ônibus, considera lazer ir ao shopping pagar as contas e lava e passa roupas com menos frequência.

Dona Ivonete não está sozinha. Com a inadimplência em nível recorde e mais de 22% da renda comprometida com contas de outros meses (segundo dados do Banco Central), mais brasileiros priorizaram o pagamento de dívidas no começo do ano e deixaram novas compras e novas contas para depois. Pagar dívidas foi prioridade para 35% dos brasileiros, no primeiro trimestre, segundo pesquisa da Nielsen.

E isso se refletiu no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, divulgado nesta sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O consumo das famílias, que chegou a crescer 6% no primeiro trimestre de 2011 (na comparação com o mês anterior) e vinha puxando o desempenho da economia, teve alta de 2,5% nos três primeiros meses deste ano (também na comparação anual). Com isso, a alta do PIB ficou restrita a 0,8% na mesma comparação, ante 4,2% no primeiro trimestre do ano passado.

“É um momento de ‘queda da ficha’ para arrumar as contas”, diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular, que afirma que a redução das compras é maior na classe C. De acordo com o IBGE, as vendas de roupas, sapatos e tecidos no varejo perderam o fôlego nos primeiros três meses do ano, crescendo 0,92% no país, em relação ao mesmo período de 2011. Em alguns estados, como São PauloGoiás e no Distrito Federal, as vendas encolheram (4,28%, 2,46% e 4,14%, respectivamente).

Meirelles afirma que o menor consumo começa a preocupar as grandes redes varejistas, que já encomendam pesquisas à consultoria para compreender melhor como e onde há redução dos gastos da classe C. “Estamos acompanhando famílias e rastreamos que o freio no consumo ocorre em três segmentos, um deles é o de roupas”, diz Meirelles.

A procura por formas de reduzir as despesas e organizar as contas tem sido maior que no ano passado no escritório do consultor financeiro José Mário dos Santos. “Não há mais margem para nada no orçamento das pessoas, a gente percebe que vai haver problemas até o fim do ano”, diz. Apesar dos pacotes de estímulo ao crédito, com queda de juros e redução de impostos, Santos vê pouco espaço nas contas para a retomada do consumo – e do endividamento. “O consumo das famílias é um dos fatores que vai fazer com que o crescimento do país este ano não seja aqueles esperados 5%”, afirma.

Do portal G1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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