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Falta de paciência pode significar que você não ama o que faz | Instituto de Educação Financeira

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Falta de paciência pode significar que você não ama o que faz

“…Você deve encontrar o que você ama. Isso é tão verdadeiro para o seu trabalho como é para os seus amantes.  Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida, e a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito é fazer o que acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz. Se você não encontrou isso ainda, continue procurando. Não desista. Como tudo que importa ao coração, você vai saber quando tiver encontrado. E como todo bom relacionamento, ele vai ficar cada vez melhor com o passar do tempo. Então, continue procurando. Não desista…” Steve Jobs

O trecho acima foi retirado do discurso de formatura que Steve Jobs fez aos estudantes de Stanford em 2005. O vídeo foi compartilhado por milhares de pessoas na rede. Afinal, quem nunca pensou como estaria caso tivesse escolhido outra profissão? Essa decisão talvez seja uma das mais desafiadoras ou ao menos motivo de estresse na vida de uma parcela significativa de trabalhadores que está insatisfeita com a carreira.

Não é raro ouvirmos histórias de profissionais com carreiras consolidadas que possuem cargos de chefia em grandes corporações e decidem abandonar tudo para seguir o velho sonho de ser cozinheiro, músico, fotógrafo. Os motivos que levam as pessoas a mudarem radicalmente de vida são os mais variados possíveis.

Depois de décadas atuando na mesma área, muitos sentem que simplesmente alcançaram tudo o que podiam e que não é possível conquistar novos objetivos a não ser que comecem algo do zero. Pessoas movidas por desafios tendem a esse perfil.  Outros tantos sabem que não estão na profissão certa ao mesmo tempo em que não conseguem definir em qual área se sentiriam realizados profissionalmente.

Independente da causa, encarar uma nova profissão exige coragem, não apenas para dar o primeiro passo e definir os novos rumos, mas também para aceitar, por exemplo, que um gerente de empresa possa ser um estagiário novamente. Além de planejamento financeiro para sustentar o período de transição, lidar com o misto de alívio, empolgação e insegurança que os novos horizontes trazem exige preparo psicológico.

Como definiu Clarice Lispector “depois de um certo tempo, cada um é responsável pela cara que tem. E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão”. Por mais difíceis que sejam algumas escolhas, ninguém pode fazê-las por nós. Adiá-las pode apenas aumentar a ansiedade.

Cansado ou estressado?

Uma experiência feita com 67 graduados nos Estados Unidos demonstra quão importante é sentir-se realizado nos mais diversos setores de nossas vidas. A intenção do psicólogo Mark Muraven, responsável pelo estudo, era demonstrar quão complexo é o nosso sistema de autocontrole. As pessoas recrutadas foram colocadas em um sala depois de passarem cerca quatro horas sem ingerir alimento algum.

Diante delas estava uma tigela de cookies recém-assados e outra de rabanetes. Metade do grupo que participava do experimento recebeu a instrução de comer os cookies e ignorar os rabanetes, a outra metade, o contrário. O esforço de ignorar os rabanetes era quase nulo, enquanto a força de vontade para ignorar os cookies foi grande.

Logo após, os estudantes foram submetidos a um teste: resolver um quebra cabeça que não tinha solução. O resultado do experimento aparece no livro “O Poder do Hábito” do jornalista do New York Times Charles Duhigg. Os comedores de cookies passaram em média 19 minutos cada um tentando resolver o quebra-cabeça.

Os estudantes que comeram o rabanete, com sua força de vontade esgotada, agiram completamente diferente: foram ríspidos, ficaram irritados com o experimento e se esforçaram durante cerca de oito minutos apenas. Mas, afinal, qual a relação do estudo com as pessoas que não são felizes no trabalho?

O teste demonstrou que a força de vontade é um recurso finito, como se fosse um músculo que fica cansado quando faz muito esforço. Por isso, quando não encontramos um sentido naquilo que fazemos, as chances de ficarmos estressados são maiores.

É como se tivéssemos gastado nosso autocontrole durante o expediente e a paciência ficasse curta para lidar com problemas familiares ou no trânsito. Esse é caso de diversos profissionais bem sucedidos que passam por problemas familiares ao carregar consigo todas as frustrações acumuladas durante o dia.

A definição de cansaço e estresse do filósofo Mario Sérgio Cortella elucida bem esse dilema: “o primeiro caso resolvemos com descanso, o segundo só mudando a rota. O estresse, de maneira geral, resulta de um esforço sem sentido. Eu não entendo porque fazendo aquilo. Para o cansaço, algumas horas de sono ou um período de férias pode resolver o problema. O estresse exige reflexão sobre o que está nos deixando infelizes”.

Quando não trabalhamos por prazer exigimos muito do nosso autocontrole.  Não fazer o que gosta causa estresse. Esse é o maior problema de escolher uma profissão pensando unicamente no dinheiro.

Letícia Teston é estudante de jornalismo. Trabalha no IEF há dois anos.

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1 comentário to “Falta de paciência pode significar que você não ama o que faz”

  1. Porque não pensar que os candidatos que comeram os cookies(alimento mais calórico) tinham saciado a sua fome e por isso estavam dispostos a participar do experimento por mais tempo pois não estavam incomodados com a fome. Enquanto os que comeram rabanetes (alimento com muito menos caloria por unidade de massa)ainda estavam com fome, e por isso, muito mais irritados e menos dispostos a continuar no experimento.

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