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Estudo mostra: quem é feliz vive mais | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Estudo mostra: quem é feliz vive mais

por Letícia Teston.

Depois de estudar o assunto por mais de 25 anos, o psicólogo americano Ed Diener revela o que a sabedoria popular já defendia: pessoas felizes têm menos chances de adoecer. O cientista analisou 160 estudos sobre o assunto para descobrir até que ponto o bem estar gera saúde e longevidade ao ser humano.

Em seu estudo Happy People Live Longer: Subjetive Well-Being, (Pessoas Felizes Vivem Mais: Bem-estar Subjetivo), Dier concluiu que pessoas otimistas têm menos chances de desenvolver doenças, principalmente as cardiovasculares. O pesquisador avalia que a despeito das pessoas estarem cada vez mais ricas, não está claro que elas estejam de fato mais felizes.

Diener explica que o que diferencia uma pessoa triste de uma que se considera alegre é a forma como elas avaliam algo em sua vida, positiva ou negativamente. Essa análise que cada um faz das relações cotidianas vai gerar o que o pesquisador denominou de “humores positivos”. Entre eles estão a alegria, o vigor, a sociabilidade, o senso de coerência e a satisfação conjugal.

Baixos níveis de raiva e depressão, os chamados humores negativos, foram associados com um reduzido risco de mortalidade em populações saudáveis, sem pré-disposição genética ou social para desenvolver alguma doença grave.

A felicidade foi associada ainda a fatores psicossociais e comportamentais: os otimistas têm uma maior capacidade de adaptação e uma recuperação mais rápida frente a atividades estressantes, por exemplo.

Pacientes com câncer que receberam tratamento paliativo antes do previsto apresentaram menos sintomas depressivos e o tempo de sobrevida deles aumentou cerca de seis meses. Intervenções psicossociais também podem diminuir o desconforto e melhorar a função imunológica em pacientes com HIV/AIDS. Segundo a pesquisa, isso se deve principalmente porque pessoas felizes têm mais resistência à dor.

O maníaco positivo

“Nada nos é mais difícil de suportar do que uma sucessão de dias belos.” Goethe nos advertiu, ainda no século XIX, sobre perigos do excesso de felicidade. A visão do poeta e naturalista alemão foi comprovada nos estudo de Diener: felicidade em demasia pode ser prejudicial à saúde. Segundo as pesquisas, o comportamento do chamado maníaco positivo foi associado a um pior estado imunológico entre os infectados pelo HIV.

Indivíduos altamente extrovertidos têm mais propensão a fumar, a beber excessivamente e a participar de outros comportamentos de risco. Além disso, os pesquisadores concluíram que a busca pelo prazer constante pode gerar angústia e decepção pessoal no longo prazo.

O corpo é o reflexo da mente

Através dos estudos da medicina psicossomática – que trata das relações entre corpo e espírito – o cientista descreve a doença como um meio através do qual o indivíduo externa seu conflito interior. Para o psicólogo, a saúde mental é muito mais do que simplesmente a ausência de doença.

Os estudos apontam que o sofrimento psíquico pode redundar em males do corpo. Emoções negativas aumentam o processo inflamatório, que pode estar associado a certos tipos de câncer, a doença de Alzheimer, a artrite, a fraqueza, a osteoporose e a doenças cardiovasculares.

Humores e emoções também podem influenciar o sistema reprodutivo. Mulheres estressadas têm menos chances de engravidar e os riscos de ocorrer um aborto aumentam. Brigas entre casais também prejudicam a saúde – o processo de cicatrização é mais lento entre aqueles que apresentam uma relação de hostilidade. Pessoas expostas a altas tensões no trabalho também têm mais risco de desenvolver problemas cardíacos. Esse estresse crônico está relacionado à hipertensão e à diabetes.

Fonte:  Applied Psychology: Health and Well-Being

 

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