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Estudo avalia capacidade financeira dos americanos | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Estudo avalia capacidade financeira dos americanos

por Letícia Teston (leticia@edufinanceira.org.br).

A maioria dos norte-americanos acredita ser altamente competente e experiente quando o assunto são as finanças pessoais. É o que revela um estudo feito pela Financial Capability in The United States. O relatório final, divulgado em dezembro do ano passado, é o resultado de pesquisas feitas a partir de 2009, entre adultos americanos com mais de 18 anos. O estudo demonstrou ainda que, apesar de acreditarem dominar o assunto, muitos entrevistados tiveram dificuldade em explicar conceitos financeiros básicos e apenas uma minoria foi capaz de responder corretamente a uma pergunta de difuldade mediana. Além disso, muitos americanos não têm reservas financeiras para lidar com situações inesperadas que exijam despesas extras.

O estudo foi encomendado pela FINRA (Investor Education Foundation) em consulta com o Departamento do Tesouro dos EUA e com o presidente do Conselho Consultivo sobre alfabetização financeira. O objetivo é estabelecar uma medida básica da capacidade dos americanos em controlar o próprio dinheiro. Foram incluídas perguntas diversas a fim de obter informações detalhadas sobre gastos, poupança e planejamento. A satisfação geral com a situação financeira, numa escala de dez pontos, foi de 5,5.

Um componente central do estudo foi avaliar o nível de educação financeira dos cidadãos. Em geral, em questões de auto avaliação, a maioria dos entrevistados considera-se bom em lidar no dia a dia com questões financeiras. A avaliação também foi positiva em se tratando de conceitos matemáticos. Em uma escala de sete pontos, 70% avaliaram que seu conhecimento financeiro é alto (5, 6 ou 7).

Mas no teste de alfabetização, a pesquisa revelou que menos de dois terços dos inquiridos (64%) foram capazes de indentificar corretamente que o dinheiro rendendo juros de 1% durante um ano com inflação de 2% seria capaz de comprar menos do que hoje. Apenas um em cada cinco entrevistados (21%) sabia que, se as taxas de juros sobem, o preço dos títulos normalmente cai.

Os pesquisadores avaliaram também o uso do cartão de crédito, com particular atenção aos hábitos de pagamento. 68% do público pesquisado relatou ter pelo menos um cartão de crádito e 26% possui pelo menos quatro. Entre aqueles que obtiveram o cartão mais recentemente, 62% disseram não ter feito uma pesquisa comparativa para conhecer o que era oferecido por outras empresas. Entre os titulares que nem sempre pagam o saldo total gasto no mês, 12% disseram não saber qual o valor da taxa de juros. Entre os que estão com as contas do cartão em dia, 36% não conhecem a taxa de juros do cartão que utiliza com mais frequência.

A pesquisa incluiu ainda dados sobre seguridade social, gastos com educação, obtenção de empréstimos e da casa própria. Apenas 40% dos entrevistados possuem fundos para cobrir despesas de três meses em casos emergenciais – como doenças, perda de emprego e recessão econônica – e um terço (33%) relatou “queda grande e inesperada” na renda nos últimos 12 meses. O estudo demonstra ainda que jovens adultos são mais suscetíveis a crises por não possuírem um fundo de poupança para previnir eventuais problemas financeiros.

Prevenir para não ter que remediar

A falta de planejamento e de conhecimento em finanças pessoais por parte dos americanos preocupa o governo de Barack Obama, que além de identificar as principais causas desse hiato educacional, pretende sanar essas lacunas de forma prática e eficaz. Para tanto, os EUA lançaram uma nova estratégia nacional de Educação Financeira através da Comissão de Alfabetização e Educação financeira, a FLEC. Segundo a instituição, a educação financeira dos cidadãos tornou-se essencial à saúde financeira do Estado. Segundo a comissão, a estabilidade financeira das comunidades locais e dos mercados regionais depende do equilíbrio no orçamento de cada cidadão e de suas famílias. Esse comportamento irá se refletir, da mesma forma, na estabilidade nacional.  Seus membros consideram que a crise fincanceira de 2008 mostrou a importância de se criar ferramentas para que as famílias estejam preparadas financeiramente.

O que é FLEC?

Criada em 2003 pelo Congresso, a comissão é composta por 22 entidades do governo federal e presidida pelo Departamento do Tesouro. Uma das principais responsabilidades da FLEC é desenvolver uma estratégia nacional para promover a alfabetização e a educação financeira. Em julho de 2009, o Departamento do Tesouro convocou uma reunião extraordinária para estabeler metas de recuperação frente à crise. Como parte desse processo, os membros da instituição criaram um grupo de trabalho para elaborar uma nova estrategia nacional. Vários documentos foram analisados, inclusive de outras nações e de outras agências. A partir desse processo, quatro objetivos foram traçados: aumentar a conscientização e o acesso à educação financeira eficaz, determinar e integrar competências essenciais, melhorar a infra-estrutura da educação financeira, identificar, promover e compartilhar práticas efetivas.

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