Warning: preg_match() [function.preg-match]: Unknown modifier 't' in /home/edufinan/public_html/wp-content/plugins/mobile-website-builder-for-wordpress-by-dudamobile/dudamobile.php on line 603
Estratégias para reduzir o risco ao investir em ações | Instituto de Educação Financeira

Artigos, Finanças Pessoais, Notícias

Estratégias para reduzir o risco ao investir em ações


do Valor Online

A bolsa é um lugar onde muitos perdem pouco e poucos ganham muito. Isso porque os investidores individuais têm grande dificuldade em lidar com as valorizações e desvalorizações das ações. São atraídos para a bolsa justamente nos períodos de alta e, quando a bolsa cai, a maioria para de investir – ou pior: vende as ações.

Esse comportamento não faz sentido para quem tem objetivos de longo prazo. Quem investe em ações para a aposentadoria deveria aceitar os períodos de baixa nas cotações como uma oportunidade, que permite comprar mais ações com menos dinheiro.

No mundo dos investimentos, estudos recomendam que vale a pena comprar ações ao longo de toda a vida produtiva para ir, aos poucos, vendendo ou aproveitando os dividendos durante a aposentadoria. É essa a estratégia utilizada pelos maiores fundos de pensão do mundo. Portanto, a melhor forma de entrar na bolsa de valores é separando uma parte dos rendimentos mensais para ser investido em ações, independentemente das cotações estarem em alta ou baixa.

Para testar a eficácia dessa estratégia, fizemos uma pesquisa com quatro cenários distintos de investimentos em ações a partir do rendimento do Ibovespa. No primeiro cenário pesquisado, simulamos um investidor que aplica uma quantia de dinheiro em um dado mês e a retira dez anos depois, de uma única vez. No segundo cenário, o investidor começa a investir um pouco todo mês durante dez anos e, ao final do período, retira todo o dinheiro em uma única vez. No terceiro cenário, o investidor aplica um pouco todo mês por dez anos e, ao final da década, retira o dinheiro lentamente durante os cinco anos seguintes. Finalmente, no quarto cenário, o investidor aplica um pouco todo mês por 16 anos e, ao final da década, retira o dinheiro lentamente durante os oito anos seguintes.

As simulações foram feitas em dólar – no valor equivalente a US$ 100 cada aplicação pelo período de 43 anos (janeiro de 1968, dezembro de 2010). Nos cenários A e B, foram simuladas 396 carteiras de investimentos diferentes, no cenário C foram simuladas 336 carteiras e, finalmente, no cenário D, 228 carteiras.

No cenário A, a primeira aplicação foi feita em janeiro de 1968 e a retirada em dezembro de 1977, a segunda aplicação foi feita em fevereiro de 1968 e a retirada em janeiro de 1978 e assim sucessivamente, até dezembro de 2010. O retorno médio foi de 11,01% ao ano, porém, o risco também foi alto: de 9,18%. Ou seja, dependendo do período em que se começou a poupar, o investidor poderia ter obtido ótimos ganhos ou retornos negativos.

No cenário B foi simulado o comportamento de um investidor que, durante dez anos, investiu US$ 100 por mês e que, no final dos 120 meses, retirou todo o dinheiro em uma única parcela. O retorno médio foi de 13,18% ao ano (maior que no primeiro cenário), no entanto, o risco das carteiras aumentou muito e passou a ser de 12,80%.

No cenário C também foi simulado o comportamento de um investidor que aplicou US$ 100 mensais durante dez anos. Só que, nessa simulação, ele não retirou tudo de uma única vez. Todos os meses, durante os cinco anos subsequentes, ele retirou o valor acumulado em parcelas proporcionais até consumir todo o montante. O retorno médio obtido foi de 14,63% e o risco, de 6,63%. Nesse cenário, apenas 8,7% das carteiras tiveram retornos ligeiramente negativos – todas influenciadas pela grande crise de 1971.

Finalmente, no cenário D foi simulado o comportamento de um investidor que aplicou US$ 100 mensais durante 16 anos e retirou o valor acumulado em parcelas proporcionais durante oito anos. O retorno médio obtido foi de 14,46% ao ano, ligeiramente inferior ao da estratégia C, mas em compensação o risco despencou para 3,17%, sendo que a carteira com menor rendimento foi de 8,68% ao ano. Ou seja, atravessamos todas as grandes crises do mercado de capitais brasileiro pós-1968 absolutamente incólumes.

Mesmo que a interpretação da pesquisa pareça complexa, a mensagem que ela transmite é extremamente clara. Se você quer investir na bolsa correndo poucos riscos, inicie logo seus investimentos. Invista regularmente e, quando possuir uma carteira suficientemente grande para complementar sua aposentadoria, inicie retiradas mensais constantes.

O lema é: invista um pouco todo mês, e invista sempre!

Jurandir Sell Macedo é professor da UFSC e consultor do programa Uso Consciente do Dinheiro do Itaú (Colaborou Martin Iglesias, gerente de educação para investidores do Itaú)

 

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

Facebook Twitter 

Você gostou deste artigo? Compartilhe:

5 comentários to “Estratégias para reduzir o risco ao investir em ações”

  1. olá Jurandir,

    Acabo de assistir a sua palestra na expomoney es São Paulo,

    Achei muito interessante essas simulações de investimento em bolsa,

    Na palestra havia um grafico de rentabilidade X desvio padrão de cada

    simulação, e outras informações,

    Onde posso encontrar maiores detalhes sobre as simulações ?

    Obrigado,

    Sérgio.

  2. Caro Jurandir, tenho exatos 50 anos e gostaria de um conselho, podendo dispor de R$ 1.000,00 todo mês para aplicar em ações ao longo do tempo, quais ações melhores me renderiam sem muitas preocupações de quebra destas empresas.
    Gosto muito das ações do Bco itaú e Itausa, mas gostaria de diversificar com outras tambem, o que vc me aconselharia…???

    • Caro Sérgio,
      As ações do Itaú e da Itaúsa realmente são muito interessantes.

      Há alguns anos, quando comecei a trabalhar como planejador financeiro com certificação CFP, achei conveniente pedir a suspensão de meu registro como analista de investimentos junto à CVM, uma vez que pode existir conflito de interesses entre estas atividades. Como somente analistas de investimentos devidamente registrados na CVM podem fazer recomendações públicas, não indico ações.

      Busque sua corretora para uma indicação ou então procure os fundos de gestão passiva, como PIBB11 ou BOVA11, caso queira uma diversificação ampla.

  3. Caro Jurandir, excelente artigo e parabéns pela pesquisa. Muito Boa!

Deixe seu recado