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Especialistas esclarecem sobre dívidas | Instituto de Educação Financeira

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Especialistas esclarecem sobre dívidas

O G1 realizou nesta semana, como parte da série “Endividados”, dois chats com especialistas que responderam  perguntas enviadas por internautas sobre como sair das dívidas e organizar a vida financeira.

O professor Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas, e o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Livre-se das dívidas”, participaram dos encontros na terça-feira (19) e na quinta-feira (21), respectivamente.

O chat da quinta contou ainda com a participação alguns consumidores do Rio de Janeiro e da Avenida Paulista, que também fizeram suas perguntas.

Confira abaixo os principais trechos das duas entrevistas, e as respostas organizadas pelos temas das perguntas que os especialistas responderam. A íntegra dos chats está disponível nos vídeos ao lado.

1. Educação financeira

Como fazer para no fim do mês sobrar salário em vez de no fim do salário sobrar mês? Pergunta feita por Amanda, enviada pelo Twitter)
Faz a lição de casa: diagnosticar, sonhar, orçar, poupar. Saiba onde está indo seu dinheiro, anote os gastos por tipo de despesas. Eu tenho que saber que fui dez vezes na padaria esse mês. Pequenos gastos representam 20% a 30% dentro de uma casa. Represar os excessos. Estabelecer os sonhos para reprimir meus excessos. Minhas despesas vão ser sempre abaixo dos meus sonhos. E depois guardar dinheiro para os meus sonhos. Para pagar até a dívida, porque sair de dívidas também é um sonho.

Quais são os principais hábitos do brasileiro quando o assunto é dívida? (Pergunta feita pelo G1)
O brasileiro não tem hábitos bons em dívidas. Podemos citar alguns: muitas pessoas incorporam o cheque especial como salário, e utilizam recorrentemente como se fosse complemento da renda. Como os juros muitas vezes ultrapassam 200% ao ano, acaba sendo um “suicídio financeiro” de longo prazo. Outra coisa que o brasileiro faz e é ruim é pensar no valor da parcela e não no valor total da compra. Muitas vezes acaba pagando três, quatro vezes o valor do bem.

É melhor aproveitar a primeira parcela do 13º para quitar as dívidas, ou fazer compras e deixar para quitar as dívidas com a segunda parcela? (Pergunta feita por Carlos,  enviada pelo Twitter)
De novo: como as taxas de crédito são altas no Brasil, que está sempre no ranking  das três  taxas mais altas do mundo, a melhor coisa é utilizar o 13º para pagar as dívidas, porque você vai deixar de pagar juros e, com essa diferença, poder consumir muito mais no futuro. Quando chegar a segunda parcela estará livre e pode aproveitar as promoções de fim de ano e pagar as compras de Natal.

Onde consigo uma planilha de controle de gastos completa e de fácil uso? (Pergunta feita por Jefferson,  enviada pelo Twitter:
A ideal é a que é feita em casa, porque cada pessoa tem uma cesta de consumo. Aconselho a dividir por grupos: alimentos, transporte, contas fixas e despesas importantes também, como roupas cinema, educação. Anotar tudo o que gasta é fundamental. Sugiro que anote diariamente num caderno ou planilha, some quanto foi gasto com educação, alimentos e transporte, para ver se está de acordo com a renda. Coloque todas as saídas e todas as entradas, todo dinheiro que entra e todo dinheiro que sai.

Tenho muita dificuldade para manter as contas em dia. Como posso resolver isso? (Pergunta feita por Maxwell, enviada pelo Twitter)

O primeiro passo é sentar para conversar com a família e falar sobre sonhos. Eu sempre falo que você não pode tomar decisão de simplesmente cortar gastos, nenhuma família vai querer falar em cortar despesas. Mas aguçar, fazer com que a família conheça seus sonhos. Estabelecer sonhos de curto, médio e longo prazo. Nós não criamos o hábito de poupar para o longo prazo. Saber quanto custa, quanto vão guardar em quanto tempo. O padrão de vida que você tem precisa ser menor do que você recebe. Cortar gastos supérfluos, excessos. Pode ter certeza que na conta de luz, água, existe cerca de 20% de excesso.

Como continuar pagando as contas e mantendo a qualidade de vida com a aposentadoria sempre caindo? (Pergunta feita por Vera Lúcia, gravada na Avenida Paulista)
Dos 23 milhões de aposentados, só 1% é independente financeiramente. Os outros são dependentes de parentes, estão passando necessidades ou são obrigados a continuar trabalhando. O que nós temos é um problema de planejamento e estruturar uma aposenatdoria. Não podemos mais depender do governo para nos aposentarmos. Precisa fazer um diagnóstico para saber porque muitos dos nossos aposentados compram hoje sem um critério claro. Até o remédio que se compra na aposentadoria pode ser comprado em outras alternativas, pesquisar preço, comprar genérico. Cada vez mais existem facilidades para ser comprados em menores valores. Tudo tem uma “gordura”. O aposentado realmente merece ganhar mais, mas também pode adequar a realidade do seu padrão de vida ao que está vivendo hoje.

Qual a melhor maneira de poupar? (Pergunta feita por Eduardo Floriano, gravada na Avenida Paulista)
O primeiro passo é sentar com a família, conversar sobre os sonhos da família, saber quanto custa cada um e começar a poupar. Eu só posso definir onde investir se eu definir o tempo do meu sonho. Quero uma TV nova, vou guardar durante dez meses, poupança. Um carro, três anos, CDB. Com isso você amarra seu sonho à aplicação correta. Exceto a poupança, oriento você a buscar pelo menos três gerentes de banco para fazer uma pesquisa antes de investir.

2. Cartão de crédito

Quando precisa escolher entre não pagar a fatura do cartão de crédito ou pagá-la usando o cheque especial? (Pergunta feita por Renata, enviada pelo Twitter)
Melhor não existe, existe o menos pior. A terceira alternativa é vá ao banco, peça um empréstimo a uma taxa mais razoável e fique devendo ao banco. Se não for possível, descubra qual a taxa do cartão e a do cheque e fique devendo na menos cara. Mas as duas são muito caras Renata, não fique devendo nessas duas modalidades porque são as piores. Deve ter algum empréstimo mais barato se ela procurar no banco, falar com o gerente.

Não gosto de trabalhar com cartão de crédito, gostaria de saber se isso é positivo para mim. (Pergunta feita por Izilda Furlan, gravada na Avenida Paulista )
Você deve sim trabalhar com cartão de crédito, mas ter a certeza que não ultrapasse 30% da sua renda. Imagine: comprando seis dias antes do vencimento, vou pagar só 36 dias depois. Você ainda acumula milhas que podem ajudar nas suas viagens. É uma ferramenta necessária.

Como eu faço para ter maior controle sobre os gastos com cartão de crédito, sendo que eu já me considero contida? (Pergunta feita por Bruna, enviada  pelo Twitter)
Parabéns por ser contida, porque é muito difícil. O ideal é nunca ficar em dívida com o cartão de crédito. Pode ser um bom aliado, mesmo que pague em uma vez sem juros você tem um fôlego de 15 a 30 dias para pagar. A questão é fazer um bom uso disso. A primeira dica que eu dou é anotar no papel ou em uma planilha eletrônica todas as entradas e saídas do dinheiro e não ter uma infeliz surpresa quando chega a fatura.

Existem taxas implícitas que não são informadas ao consumidor. Além da anuidade do cartão de crédito, às vezes muitos produtos têm desconto à vista. Na compra parcelada, mesmo que não tenha incidência direta de juro no cartão, você já está pagando um pouco a mais por pagar a prazo.

Depois de um negócio mal sucedido estou devendo a cartão de crédito e empréstimos. Por onde começo a pagar? (Pergunta feita por Robertson, enviada pelo Twitter)
Se estiver pagando a parcela mínima a situação é crítica e deve tomar uma ação imediata, como cancelar o cartão de crédito seria o melhor caminho. Mas como não dá para cancelar com dívidas, o primeiro passo é verificar junto à operadora se ele consegue um parcelamento. Se não, buscar dinheiro em outro recurso, um crédito consignado, cdc, juros que não ultrapassam 3%. Agora não dá para suportar 12%, 13% ao mês, é impraticável. Tome as rédeas da sua vida financeira e não continue simplesmente pagando. Para isso, às vezes seu nome será negativado sim, eu vou falar: ‘devo, não nego, pago quando puder”. A operadora de cartão um dia vai te cobrar e você vai negociar em outro patamar. Agora, cuidado: não pode ser uma pessoa que vai ficar sempre devendo. Precisa fazer um diagnóstico financeiro e tomar algumas ações para saber o que causou isso. Combater a causa e não só o efeito.

Tem ocasiões em que o cartão pode ser útil para o bolso? Ou ele deve ser considerado um vilão? (Pergunta feita  pelo G1)
Ele é um vilão quando você fica devedor no cartão. Se eu comprar um produto hoje e pagar apenas no dia do vencimento da fatura, entre hoje e esse dia não há juros. O problema começa caso não pague a fatura, e aí sim há uma incidência de juro que ultrapassa muitas vezes 200% ao ano. Ele é seu aliado; quando você fica devendo, ele passa a ser seu inimigo. Dívida no cartão de crédito e cheque especial, que são as duas modalidades mais onerosas para o consumidor, só no curtíssimo prazo, um ou dois dias.

3. Empréstimos

Como eu faço para fazer um empréstimo? (Pergunta feita por Rê Borges, enviada pelo Twitter)
Depende do tipo de destino que ele vai dar ao dinheiro. Se pedir um empréstimo, um crédito pessoal no banco, a taxa é elevada porque não tem nenhum tipo de garantia. Já no caso de um empréstimo para financiamento de automóvel, por exemplo, o próprio carro serve como garantia do banco. Caso o devedor não pague o banco toma o automóvel, o que faz com que o risco para o banco seja menor e, por conseguinte, vai oferecer ao cliente uma taxa menor. Sabendo do destino é possível saber qual o melhor veículo de financiamento.

Que cuidados devem ser tomados antes de escolher um empréstimo? (Pergunta feita pelo G1)
Pesquisa. Uma vez o ex-presidente Lula, no primeiro mandato dele, falou que o brasileiro não “mexia o traseiro” para procurar banco. Ele tem um pouco de razão. A gente tem alguns bancos no Brasil e é importante que as pessoas façam pesquisa, quais são as taxas, as condições de pagamento, para ver qual produto que se encaixa melhor na necessidade. Se você precisa de crédito por um ano, não tem sentido você pegar por um ano e meio, mesmo que o banco queira isso você vai pagar mais juros do que você precisa.

4. Tipos de crédito

Quais os tipos de crédito disponíveis no mercado e qual o melhor tipo para cada caso? (Pergunta feita por Eduardo, enviada pelo Twitter)
Com a publicidade que nos fala “compra, compra, compra”, você muitas vezes compra aquilo que você não precisava, com dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que você muitas vezes não conhece. Não entre no empréstimo sem ter um motivo claro. Cheque especial é algo que devia ser abolido. Eu tenho R$ 1000 de limite e gasto, eu vivo num mundo e num padrão que não me pertencem. Devemos ter o princípio de poupar antes de gastar.

Quais as modalidades de crédito mais caras? (Pergunta feita pelo G1)
Cheque especial é o grande vilão, só pode ser usado em emergências no curtíssimo prazo, tipo quebrou o dente e precisou do dinheiro. Já o cartão de crédito pode ser um aliado até a fatura; passou a data da fatura ele se torna um grande inimigo.
Qual a melhor maneira de comprar um apartamento? Consórcio ou financiamento imobiliário? (Pergunta feita por Flávia, gravada na Avenida Paulista)
São três formas de comprar a sua casa própria. Posso comprar casa financiada e pagar três casas, no consórcio em dez anos e pagar duas casas, ou pagar à vista em seis a sete anos, com mesmo valor da prestação de um financiamento guardando a juros de poupança ou títulos do tesouro, e eu compro exatamente a mesma casa à vista. .

5. Cheque especial

O que deve fazer quem está endividado no cheque especial? (Pergunta feita pelo G1)
Quanto mais cômodo e mais fácil for tomar o dinheiro, mais caro o dinheiro é. Se o banco está te oferecendo dinheiro muito fácil, provavelmente é uma taxa mais alta. Se você tem uma dívida no cheque especial, por exemplo, de R$ 1000, a melhor coisa é conversar com o seu gerente, fazer um empréstimo a uma taxa mais razoável, como um empréstimo pessoal, parcelar isso e evitar esses juros tão altos.

Os bancos fazem refinanciamento do valor do cheque especial que já está pendente? (Pergunta feita por Bruna, enviada pelo Twitter)

Fazem sim. A gente tem duas modalidades: a primeira é se você percebe que não vai pagar no curtíssimo prazo, refinancia com outro tipo de crédito, como o crédito pessoal, por exemplo.
Outra que existe há um tempo mas não é tão comum é a portabilidade de crédito. Eu estou devendo em um banco A e percebo que o banco B oferece uma taxa melhor. Então é possível eu portar a dívida do banco A para o banco B. O banco B pagaria o banco A e eu passo a dever o banco B que tem uma taxa mais interessante.

No crédito pessoal, é melhor quitar as últimas parcelas adiantadamente ou poupar esse valor? (Pergunta feita por Henrique, enviada pelo Twitter)
Se a taxa de juros for baixa, e quase nunca é, continue devendo. Em alguns casos de pessoas jurídicas, como financiamento do BNDES, com taxa subsidiada pelo governo, é até melhor continuar devendo. No mundo real, as pessoas tomam empréstimos a taxas de juros não convidativas, então é melhor quitar o empréstimo se tiver condições e parar de dever ao banco.

6. Juros

Tenho uma dívida, já tentei renegociar em acordo mas o valor da parcela é maior do que eu posso pagar. O que eu faço? (Pergunta feita por Douglas, enviada pelo Twitter)
Douglas: devo, não nego, pago como e quando puder. Se você fizer prestação que não caiba, no seu bolso, tem que falar para o gerente, fazer a lição de casa. Poupar um montante e voltar a esse banco ou a uma empresa de cobrança e o acordo que você fará será muito melhor. Mas meu nome será negativado, ficará “sujo”. Melhor negativar do que assumir uma prestação que não vai conseguir pagar.

Como conseguir um empréstimo e não pagar juros abusivos? (Pergunta feita por Maria Telma, gravada na Avenida Paulista)

No Brasil temos taxas muito altas. Se você ficar devendo é muito caro. O governo está fazendo ações, aumentando os juros, para inibir o consumo. Se eu continuar consumindo, eu vou pagar mais caro. Mais juros, mais dívidas, mais inadimplência. (…) É preciso combater causa, ter educação financeira. Educação financeira não é planilha, não é cálculo. É comportamento: poupar antes de gastar.

No caso da Maria Telma, ela deve pensar se o empréstimo vai agregar valor para ela e o quanto vai comprometer da renda. Você terá essa capacidade de continuar com o seu padrão de vida para pagar o empréstimo? Busque saber sua capacidade de pagamento.

Quando optar pelo parcelamento da dívida, mesmo que os juros sejam altíssimos? (Pergunta  feita por Márcia, enviada pelo Twitter)
A operadora do cartão de crédito ou o gerente do banco seriam opções para parcelar uma dívida. Agora se você perceber que não vai ter condições de pagar essa parcela, busque um crédito pessoal imediato, faça essa transformação; porque pagar 12%, 13% dos juros é impraticável.

7. Seu bolso e a economia

As decisões do Copom e do governo sobre juros afetam a vida do consumidor? (Pergunta feita pelo G1)
O juro é a taxa básica da economia. Caso você empreste dinheiro para o governo, você vai ganhar a Selic, que atualmente é 12,5% ao ano, mas vamos arredondar para 13%. A lógica é: para que eu vou emprestar dinheiro para alguém a 13% se o governo, que tem risco muito baixo, me empresta a 13%.Quando sobe 0,25 ou meio a Selic, na ponta final sobe mais para o consumidor por causa da inadimplência, dos impostos e do lucro dos bancos, que ganham muito dinheiro.

O governo está preocupado com o nível de endividamento do brasileiro. Quem está pensando em financiar uma casa ou um carro, tem motivo para ficar preocupado e repensar a decisão? (Pergunta feita pelo G1)
Eu acho que tem, por alguns motivos. Quase todas as crises que ocorreram no mundo foram precedidas por aumentos grandes de crédito. Em algumas capitais a gente vê uma bolha imobiliária muito nítida. Você paga R$ 500 mil em um imóvel sabendo que ele não vale tudo isso, mas com medo de que o preço suba cada vez mais. Daí chega uma hora que alguém para de concordar nesse processo e aí quebra.

Nos EUA você teve esse processo em que as pessoas pagavam R$ 500 mil no financiamento e a casa passava a valer R$ 200 mil. Daí você tinha tanto a pessoa que não conseguia pagar, quanto a pessoa que via que não valia a pena pagar R$ 500 mil numa coisa que vale R$ 200 mil e deixaram o banco tomar. E gerou aquela crise que a gente sofre até hoje. Concordo com o governo que tem que ter um crédito mais prudente e também as pessoas. Veja se o que você está comprando realmente tem esse valor. E não tome o crédito só porque ele está disponível.

8. Financiamento de carro

Já paguei 43 de 60 parcelas do carro. O banco ainda pode tomar? Fiquei com três parcelas em atraso. (Pergunta enviada por Cláudio, pelo Twitter)
A impressão que eu tenho é que sim, porque se não me engano o carro só passa para o nome dele quando tiver quitado tudo. Existe a possibilidade de renegociar, porque o banco não tem interesse em ficar com o pátio cheio de carros. Caso não consiga tem a Justiça, que poderá reavaliar o caso. Depende do contrato que ele assinou.

Tenho uma dívida de um automóvel que comprei há alguns anos. Como faço para quitar? (Pergunta feita por Vera Lúcia, enviada do Rio de Janeiro)
Faça uma conta: quando vale o seu veículo hoje? Quanto você tem de dívida hoje? Se a dívida for maior é preocupante, porque não dá para quitar nem se devolver o carro. Se não consegue pagar, é preciso fazer um diagnóstico financeiro para saber onde está indo cada centavo do seu dinheiro. Pode ser que o problema não seja a dívida do veículo, mas dos gastos sem valor que você faz no dia-a-dia.

9. Compras parceladas

Como faço para saber se parcelo um produto ou compro à vista? (Pergunta enviada por Joe, pelo Twitter)
Se você tem as duas opções, considere um artifício financeiro usado pelas lojas: anunciar um televisor sem juros a R$ 2000, quando na loja ao lado ele custa R$ 1500. Às lojas às vezes inflam os preços à vista para parecer que estão vendendo sem juros. Então sempre calcule o valor dos juros não pelo valor que o lojista te informou, e sim pelo menor valor do bem no mercado que deve ser encontrado com uma pesquisa, ou pela internet ou nas lojas físicas. Se parcelar for inevitável, faça o menor número de parcelas.

Lojas virtuais não dão desconto no pagamento à vista e não dá para pechinchar, mas o preço é mais barato. Vale a pena comprar pela internet a prazo? (Pergunta feita por Fábio, enviada pelo Twitter)
Fábio, você emprestaria a uma pessoa que você não conhece R$ 1000 para pagar em dez parcelas de R$ 100 sem juro nenhum? Não. Você acha que alguém emprestaria, na internet ou não, sem embutir juros? Você deve sempre pesquisar na internet, porque é mais barato, tem menos custo. É comum você encontrar o parcelado na internet ser mais barato que a presencial. Mas tem que pesquisar na internet e fazer uma visitinha a pelo menos três lojas presenciais, com cara alegre. Converse com o gerente, elogie o vendedor para ele, que ele vai ficar todo cheio e se tiver algum desconto para fazer, fará.

Morei no exterior por seis anos, voltei e trabalho como autônomo. Não consigo usar crediário. O que fazer? (Pergunta feita por  Maicon, enviada pelo Twitter)
Maicon, que bom que a loja não está deixando você usar crediário, ela está te ajudando. Cuidado. Você como autônomo tem que constituir reservas. A melhor forma de comprar a prazo é poupar primeiro para depois gastar. Não queira buscar crédito que vc vai encontrar. Mas já que você vem dos EUA, precisa saber que no parcelamento aqui no Brasil vai pagar de dois a mais produtos pela mesma compra.

10.  Como “limpar” o nome

Afinal para limpar o nome demora quanto tempo, três ou cinco anos? (Pergunta feita por Marcelo Carvalho Lobato, enviada pelo Twitter)
Depois de cinco anos seu nome sai do Serasa, mesmo que não pague. Se pagar a dívida, sai imediatamente.

Se o cliente está com o nome no Serasa e paga a dívida, em quanto tempo ele terá o nome ‘limpo’? E é depois do pagamento da entrada ou do total da dívida? (Pergunta feita por Rodolfo, gravada na Avenida Paulista)
A partir do momento que você faz um acordo com o credor, a instituição financeira tem cinco dias para tirar você do sistema de inadimplência, isso significa que você nem precisa ter pago a primeira parcela, muito menos a última. Seja você quitando ou fazendo acordo parcelado, deverá sair em cinco dias no máximo. Senão pode reclamar porque você terá todo o direito de até fazer uma ação contra a instituição.

Do Portal G1
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