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Escola carioca cria sistema econômico para ensinar educação financeira | Instituto de Educação Financeira

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Escola carioca cria sistema econômico para ensinar educação financeira

Alunos da Escola Pólen aprendem a manipular o dinheiro durante o recreio

É fato que o protagonista da educação financeira para as crianças são os pais. Mas escolas engajadas com a causa podem ajudar nesse complexo aprendizado.

Na Escola Pólen, situada em Jacarepaguá no Rio de Janeiro, a aventura das crianças no mundo do dinheiro começa cedo. Já no primeiro ano do Ensino Fundamental, as turmas dão início às atividades das atividades criadas pelas diretoras da escola.

No primeiro ano, os pequenos cuidam do correio, responsável pela venda de selos e “postagem” dos extratos de todos os alunos. “Nessa fase eles ainda compreendem apenas o que é concreto, então no primeiro e segundo ano só trabalhamos com comércio e venda de produtos tangíveis”, explica Vivien Santa Maria, diretora da instituição.

Os alunos do segundo ano atuam diretamente no comércio. São responsáveis pela loja de “gostosuras” que é devidamente regulada pelos professores. “Começamos vendendo material escolar na lojinha e foi um fracasso. Fomos vencidos pelas circunstâncias”, brinca Vivien. “Agora os alunos vendem chocolates, biscoitos e doces. Mas monitoramos para garantir que eles vão comer tudo na hora do almoço e não vão comprar docinhos demais.”

A turma do terceiro ano concentra as atenções no jornal, vendendo anúncios das instituições internas bem como escrevendo novas notícias.

No banco da Escola Pólen, os alunos do quarto ano cuidam da movimentação das contas, emissão de cheques para os colegas do terceiro e quarto ano e liberação de pequenos empréstimos para colegas e professores – que são emitidos com notas promissórias e cobrança de juros.

Semanalmente, o banco emite um relatório de todos os gastos de cada uma das crianças. “Nessa altura os alunos já tem uma boa percepção do abstrato, então já é possível partir para esses conceitos mais complexos”, defende Vivien.

O sistema é de rodízio. A cada semana, um grupo de crianças atua nas instituições criadas pela escola. Enquanto isso, o restante se preocupa exclusivamente com consumir e brincar na hora do recreio. Na semana seguinte, os pequenos profissionais são outros, e assim sucessivamente.

Vivien comenta que o trabalho dá resultado, até mesmo financeiro. “No final do ano, chegamos a ter um lucro, que dividimos entre todas as crianças”, explica. No ano passado, as crianças geraram um saldo de R$ 600 que foi devidamente dividido entre todos colegas.

Pedagogia

Todas as atividades são trabalhadas de forma a se adequar ao perfil de cada idade. “Como somos uma escola pieagetiana, trabalhamos tudo o que há de mais concreto para eles”, sinaliza a diretora da escola.

A brincadeira agrada as crianças e os pais. A maior preocupação é fazer com que desde muito jovens os indivíduos aprendam a lidar com o dinheiro de uma forma minimamente madura. “Eles dão a maior força para nosso trabalho, acaba sendo muito produtivo”.

Mais do que isso, a visita de profissionais das áreas trabalhadas na atividade ajuda na construção de novos profissionais. As crianças recebem visitas de representantes do correio, de bancos e lojas, além de visitarem uma redação de jornal. Os profissionais flexionam sua linguagem e dividem com os pequenos um pouco de sua experiência.

“Há poucos dias encontramos um aluno antigo da escola e ele contou que atualmente trabalha no mercado financeiro e lembrou das atividades aqui”, conta Vivien. “A semente foi plantada aqui. É uma graça ver isso acontecer.”

Do Portal Brasil Econômico
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