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Empresa dá uma mão na educação financeira | Instituto de Educação Financeira

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Empresa dá uma mão na educação financeira

Com tanto crédito liberado pelos bancos, anúncios constantes de redução de taxas para financiamentos e o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores, fica fácil contrair dívidas e perder o controle do orçamento. Por causa disso, a educação financeira está se tornando a nova palavra de ordem nas empresas brasileiras. Depois de uma década implantando o conceito de sustentabilidade, os empresários agora querem ajudar seus funcionários a comandar suas contas, reduzindo assim o estresse dentro das companhias e aumentando a produtividade.

“O crédito pode ser usado para o bem ou para o mal. E a diferença entre cada lado está na quantidade de informação que as pessoas têm sobre as operações financeiras que realizam. Nós só conseguimos controlar aquilo que conhecemos, então é preciso saber quais caminhos podem nos ajudar e quais são perigosos”, explica o consultor do Itaú e do Instituto de Educação Financeira (IEF), Jurandir Macedo. Segundo ele, até os anos 1950, controlar o orçamento era comum no Brasil. Com as variações da inflação nas décadas seguintes, porém, o hábito foi esquecido. “É hora de recuperar esse tempo de controle. Se a educação financeira não é vista nas escolas, as empresas podem e devem suprir essa lacuna. É uma tendência que veio para ficar.”

Bom para Maria Severina de Abreu, cozinheira da Itamaracá Transportes. Com problemas nos cartões de crédito, por causa do descontrole de um de seus dependentes, Maria usou o projeto Birô Cidadão da empresa para organizar suas finanças. O programa é uma consultoria permanente que ajuda os funcionários da Itamaracá e seus familires a resolver questões financeiras, jurídicas e nutricionais. “Fui conversar com a consultora e ela me ajudou a priorizar minhas dívidas, entender as taxas que eu pago e aprender como economizar”, afirma. Depois disso, os cartões foram guardados por um bom tempo. “Voltarei a usá-los quando estiver tudo quite.”

A mudança de comportamento foi aprovada por Angêla Gipirana, coordenadora e consultora do Birô. “Sabemos que quando alguém está com uma dívida, fica desatento, irritado, impaciente e até falta ao trabalho para tentar resolver o problema. Logo, ao ajudar o funcionário, estamos trabalhando para o rendimento e harmonia da empresa”, ressalta. De acordo com a coordenadora, além de administrar melhor o orçamento, os empregados ainda aprendem, na consultoria, a economizar nas contas de casa. “Damos dicas de como diminuir os gastos com água, luz, telefone, gasolina e até na feira. Isso também faz parte de educação financeira.”

Aposentados

Além da ajudar os funcionários, as empresas brasileiras também estão investindo na educação financeira dos seus aposentados. Aqui, o esforço não tem retornos diretos, sendo esse um projeto social. Um bom exemplo em Pernambuco é a Gerdau, que desde o ano passado contratou uma consultora com esse objetivo. A ajuda veio de Aldineide Rios, que trabalha há cinco anos com educação financeira – sendo inclusive consultora financeira dos funcionários locais do Sebrae.

“Fiquei muito feliz com a iniciativa, porque quando as pessoas se aposentam recebem uma boa quantia de dinheiro e, ao mesmo tempo, têm uma diminuição significativa do salário. É comum, então, você ver essas pessoas passando dificuldades depois”, comenta. Nesse caso, as dicas da consultora são investir em previdência privada, deixar parte do dinheiro na poupança, e cortar despesas extras. “Ter uma velhice sem dívidas é possível, basta se planejar.”

Saiba mais

Veja os dez mandamentos da educação financeira

1. Anote seus gastos

Tenha uma cartilha, detalhe tudo o que você comprou no mês e especifique todas as suas contas;

2. Converse sobre dinheiro com sua família

Dívidas não podem ser um tabu. Debater com sua mulher/marido e seus filhos já é uma forma de convidar todos a ajudarem no orçamento e educá-los;

3. Não culpe  os outros por suas dívidas

Reclamar do salário, dos impostos, do seu cargo não vai ajudar a solucionar suas dívidas. Evite esse desgaste e entenda que a escolha entre ser um poupador ou um “gastador” é sua;

4. Pense duas vezes antes de comprar alguma coisa

Compras devem ser fruto de escolhas e escolhas devem ser tomadas após uma reflexão sobre o assunto;

5. Não seja extremista na economia

Deixar de tomar um cafezinho todos os dias ou de depilar as pernas não vai fazer você ficar rico;

6. Use o cheque especial apenas para emergências

Entenda que o cheque especial não é uma extensão do seu salário. É um crédito que deve ser usado apenas em situações extremas;

7. Nunca faça o pagamento mínimo do cartão de crédito

O pagamento mínimo é a mesma coisa que rolar a dívida. Você não diminui sua dívida ao pagá-lo, apenas ganha um prazo maior para pagá-la;

8. Poupe pelo menos 5% do seu salário

O ideal é poupar 10%, mas 5% é o mínimo indicado. E não espere sobrar dinheiro para guardar. Faça da poupança um hábito tal qual pagar a conta de
luz e de água;

9. Tenha metas e guarde dinheiro para realizá-las

Ter objetivos é o melhor estímulo para juntar dinheiro. Planeje seus sonhos junto com sua poupança e invista nos seus desejos

10. Pense na sua aposentadoria

O teto do INSS tende a perder valor com o passar dos anos. Se você não economizar, vai ter uma queda de padrão na hora em que se aposentar. Por isso, vale a pena investir na previdência privada o quanto antes.

Do Diário de Pernambuco.
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