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Em fundos, 3,5 milhões de aplicadores perdem da poupança | Instituto de Educação Financeira

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Em fundos, 3,5 milhões de aplicadores perdem da poupança

A queda da taxa básica Selic limitou mais ainda a escolha de investimentos em renda fixa. Mesmo com a mudança da remuneração da caderneta de poupança — de TR mais 0,5% ao mês para 70% da Selic, mais a TR, nas contas novas —, seu ganho ainda é maior que o da maioria dos fundos de renda fixa e DI com taxas de administração superiores a 1% ao ano. Para aplicações inferiores a seis meses, cujo Imposto de Renda é maior (22,5%), só fundos de renda fixa com taxa abaixo de 0,5% ao ano oferecem, na média, rendimento igual ou maior que a nova poupança, segundo levantamento da gestora Órama feito para O GLOBO. Cerca de 3,48 milhões de investidores aplicam atualmente em fundos com taxas de administração acima de 0,5%, ou seja, perderão para a poupança. Só 197 mil acionistas estão em fundos que podem ganhar da caderneta.

A poupança antiga, que rende 0,51% ao mês, em média, só perde para fundos de renda fixa com taxa de administração inferior a 0,50% se o investimento ficar parado mais de dois anos, de modo a incidir alíquota menor de IR.

— Ou o investidor se acostuma com a rentabilidade baixa ou terá de aceitar um um risco maior. Vai ter que sair da comodidade para ganhar 12% ao ano — diz a consultora de investimentos da Órama, Sandra Blanco.

Esta projetou o ganho dos fundos com a Selic em 8% considerando o rendimento médio obtido até agora. Mas Sandra destaca que poucos investidores obtêm taxas de administração inferiores a 0,5% ao ano, normalmente oferecidas em fundos com aplicação mínima de R$ 10 mil:

— Para a taxa ser baixa, a aplicação inicial é alta.

O professor Jurandir Macedo, especialista em finanças pessoais da UFSC, ressalta que, como hoje as diferenças de rendimento em renda fixa são muito pequenas, dificilmente o investidor preocupado com curto prazo e segurança escapa da caderneta.

Juros ao varejo acumulam queda de 14 pontos

Os certificados de depósito bancário (CDBs) também ficaram menos atraentes: só ganham da nova poupança se renderem mais de 90% da taxa de certificado de depósito interbancário (CDI), que acompanha a Selic e é praticada em empréstimos entre bancos.

Enquanto isso, compilação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que os cortes da Selic vêm puxando para baixo os juros médios ao consumidor. A taxa básica acumula queda de 4,5 pontos percentuais desde julho de 2011, quando estava a 12,5% anuais. No mesmo período, os juros ao consumidor recuaram 14,7 pontos — de 118,99% para 104,39% anuais.

Na prática, porém, não haverá grande alívio no bolso, já que, em valores absolutos, as taxas embutidas nos financiamentos ainda são muito altas. No cheque especial, por exemplo, ultrapassam os 157% em 12 meses. Segundo Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac, a defasagem entre a Selic e as taxas cobradas ao consumidor não permite que este sinta a queda.

Com o novo corte da Selic, a expectativa é que a taxa média de bancos, financeiras e varejo passe de 6,18% para 6,14% ao mês. Segundo a Anefac, a taxa do cartão de crédito vai de 10,69% para 10,65% mensais. E a do cheque especial, de 8,24% para 8,2%.

O Bradesco informou ontem que, a partir de segunda-feira, a taxa mínima do crédito pessoal passa de 1,93% para 1,89% ao mês, e a do cheque especial, de 8,86% para 8,82%. Na Caixa, a taxa máxima para financiamento de veículos cai de 1,75% a 1,63%, também na segunda-feira.

Do portal O Globo
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