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Educação financeira moderna usa jogos e cartão de crédito | Instituto de Educação Financeira

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Educação financeira moderna usa jogos e cartão de crédito

Nada de colocar moedas no porquinho ou usar dinheiro de mentira para passar conceitos de Educação financeira para as crianças. Os pais modernos se apoiam em tecnologia para realizar esta tarefa, seja com jogos na internet, livros digitais ou maquininhas como as de cartões usadas no varejo.

A pedagoga empresarial Bernadette Vilhena, de 42 anos, usa esses artifícios emcasa.A filha Mariana, com 10 anos, tem o jogo Banco Imobiliário, da Estrela, em que os pagamentos são efetuados em cartões de crédito. As crianças que não têm essa vivência, quando vão para a faculdade, têm de se virar sozinho com o cartão e a mesada e se perdem , avalia a pedagoga, que aprendeu com a mãe desde cedo a lidar com as finanças. A diferença da minha época para agora é que o apelo ao consumo está maior, então os pais precisam ficar ainda mais atentos , completa.

A Educação financeira também está presente no dia a dia da casa da contadora Patrícia Nunes, de 34 anos, que garante que sua filha Maria Helena, de 7, já sabe o valor do dinheiro. Ela ainda está no Ensino Fundamental, só conhece as contas básicas de matemática, no entanto sabe que é melhor ir ao cinema às quartas-feiras e que é mais barato comer o lanche da promoção em vez daquele que vem com o brinquedo. Aprendi quando pequena a necessidade de acompanhar a economia e, de certa forma, nunca dar um passo maior do que a perna. A Maria Helena também já tem noção disso , conta.

A metodologia que usa para educar financeiramente a filha é um misto do lúdico, com uso de livros e jogos na internet, e o que chama de cansar as orelhas da pequena com muita conversa. O esforço parece ter dado resultado: Maria Helena dá um baile em muito adulto quando o assunto é dinheiro. Afinal, já entende que não é possível gastar mais do que tem. Mas a contadora e a pedagoga têm noção de que suas filhas são um ponto fora da curva. Isso porque a Educação financeira ainda não está cravada na cultura brasileira. Continua sendo verdade que o brasileiro não tem Educação financeira desde cedo, só que algumas pessoas já estão mudando esta realidade , pondera Celina Macedo, autora do livro Filhos: seu melhor investimento (Campus/Elsevier) e conselheira do Instituto de Educação Financeira.

A Educação financeira, de acordo com ela, deve começar com os primeiros passos e com as primeiras palavras das crianças, quando é preciso transmitir conceitos como o de limite, sabendo dizer não aos pequenos. Quando as crianças estão na faixa etária entre quatro e seis anos, os pais precisam entrar na brincadeira dos filhos, que estão ainda no mundo do faz de conta. Já a partir dos seis anos é hora de começar a pensar em dar uma mesada. É quando começa uma independência maior da pessoa no trato com o dinheiro , aconselha. Álvaro Modernell, autor de livros sobre Educação financeira infantil, concorda que aos seis anos a criança já deve ter princípios relacionados ao dinheiro e que o primeiro deles a se transmitir é o de fazer escolhas. Assim os filhos aprendem que nem sempre o dinheiro dá para tudo e vão ter, na vida adulta, menos frustrações.

Além disso, não vão ser descontrolados no trato com o orçamento. Mas de nada adianta passar o conceito se não der o exemplo em casa. Até oito anos, as crianças têm nos pais o modelo de perfeição e estão sempre observando o que eles fazem, mesmo que os pais não percebam isso , destaca Modernell. Palavra de mãe: Nada substitui o exemplo , diz Bernadette.

Do Portal Brasil Econômico
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