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Educação Financeira em universidades: por que não? | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais, Notícias

Educação Financeira em universidades: por que não?

Por Martin Iglesias, CFP

O Brasil teve recentemente um grande aumento no número de pessoas matriculadas em universidades. O impacto mais importante desse aumento se mostra em termos individuais, uma vez que aqueles que agora têm acesso aos estudos superiores têm possibilidades que não teriam antes.

Obviamente, esse desenvolvimento aumenta a necessidade de educação financeira devido ao aumento da renda desses futuros profissionais e especialmente da disponibilidade de crédito. Como deveríamos lidar com essa questão? Tenho a impressão de que os universitários brasileiros são tecnicamente preparados para ter sucesso em suas atividades profissionais, mas não são preparados para lidar financeiramente com seu sucesso.

Universidades com Educação Financeira

Como preparação para escrever neste blog, fiz uma breve pesquisa procurando encontrar universidades que ensinam Finanças Pessoais. Encontrei apenas uma universidade, no sul do país, a Universidade Federal de Santa Catarina, na bela cidade litorânea de Florianópolis. O professor Jurandir Macedo* doutor, CFP, leciona uma disciplina optativa sobre o tema.

Pergunto-me por que universidades normalmente não ensinam seus estudantes sobre finanças pessoais. Tenho duas hipóteses.

  1. Talvez a área de finanças pessoais seja vista como um conteúdo não conectado com a profissão que os alunos estão estudando. Em outras palavras, é bom ter finanças pessoais, mas o conteúdo é desnecessário para a futura atividade profissional dos estudantes.
  2. Talvez a base teórica das finanças pessoais possa não ser vista como um conjunto de práticas e regras de alicerce suficientemente sólido para merecer um tratamento similar a outros conteúdos de finanças, como as finanças corporativas.

Entendo que a primeira hipótese tem alguma verdade, mas existem outras matérias que são frequentemente lecionadas na faculdade que também são relacionadas à construção da vida pessoal. Por exemplo, cursos de educação física (até aqueles ligados ao conteúdo quantitativo), cursos de ética e religião e outros. Então, por que não ter um departamento de finanças pessoais?

Markowitz e Modigliani

Minha segunda hipótese (sobre a falta de referencial teórico) parece errada por definição. Muitos dos principais assuntos que surgiram em finanças têm sua origem nos estudos do comportamento individual em relação ao dinheiro. Cito entre eles a teoria do ciclo de vida de Modigliani, estudando hábitos de poupança e aversão ao risco em diferentes fases da vida, e a teoria do portfólio de Markowitz, que fornece orientações sobre como as pessoas podem otimizar seus portfólios principalmente para a aposentadoria. Por fim existem as finanças comportamentais que são cada vez mais presentes em estudos científicos nos quais cientistas tentam compreender decisões econômicas. Entendo que a prática das finanças pessoais tem um suporte sólido em diferentes ciências, entretanto um curso repleto de orientações práticas seria útil para as pessoas.

Talvez minhas duas hipóteses não estão corretas e o motivo de as finanças pessoais não serem ensinadas no Brasil é devido ao fato de que até recentemente, por uma direção errática da economia brasileira, não existia necessidade de planejamento de longo prazo. É possível que a demanda por esse tipo de conteúdo esteja aumentando em nosso sistema escolar. Se for esse o caso, devemos decidir quem deveria estar lecionando esses cursos sobre finanças. Pessoalmente penso que esse espaço pode e deve ser ocupado por profissionais CFP.

* Jurandir Macedo é também membro fundador do IBCPF, e tem credencial CFP fora dos EUA.

Leia o artigo original (em inglês)

Do Portal Financial Planet
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