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Educação financeira chega a funcionários de pequenas empresas | Instituto de Educação Financeira

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Educação financeira chega a funcionários de pequenas empresas

Órgãos públicos, como a Câmara dos Deputados, também tentam evitar que as dívidas afetem o desempenho profissional.

Quanto vale para você sua hora de trabalho? Para Jurandir Sell Macedo, especialista em finanças comportamentais e consultor do Instituto de Educação Financeira, esta é uma pergunta básica para educar os gastos pessoais.

Muitas pessoas já passaram por situações nas quais não conseguiram evitar o descontrole financeiro e as consequências foram stress e queda do rendimento no trabalho.

Para evitar quedas de desempenho e contribuir para o bem-estar dos funcionários, as grandes empresas passaram a investir em programas de orientação e educação financeira. A prática ganha adesão das menores e até dos órgãos estatais.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, o departamento de Recursos Humanos usa recursos variados para informar e educar os servidores.

“Distribuímos blocos para anotação das despesas diárias, cartilhas informativas, publicamos matérias na revista interna semanal e oferecemos palestras”, afirma Fernando Jaime, diretor da coordenação de RH.

Recentemente foi realizada uma palestra em que os pais levaram os filhos e o assunto foi compartilhado com o objetivo de levar a educação financeira à toda a família.

“Buscamos ampliar a visão do funcionário para que ele perceba que o trato vai além da relação com os números”, diz Adriana Rodrigues, técnica administrativa da coordenação de RH da Câmara.

Pequenas também investem

A Solvo, prestadora de serviços em Tecnologia da Informação, é um exemplo de empresa de menor porte que resolveu seguir o exemplo das grandes corporações para evitar que dívidas pessoais atrapalhassem o desempenho profissional.

Marcos Peigo, presidente da Solvo, conta que a empresa estimula uma grande proximidade entre os profissionais. Existe apenas dois níveis de hierarquia até seu cargo e, quem está com problemas financeiros, pode procurar o executivo ou um dos diretores para traçar uma estratégia que resolva o caso.

“Certos benefícios acontecem dentro do que a lei permite, antecipamos férias, adiantamos 13º salário, oferecemos serviço jurídico”, diz. Em seguida, a pessoa recebe orientação para que a situação não se repita.

Prevenindo acidentes

Na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a ideia é evitar que a dívida se forme. “Com palestras, que podem ser solicitadas por setor, ou pelo atendimento individual, levamos orientação para que os empregados possam amenizar o possível descontrole e redefinir prioridades de despesa”, diz Denise Carvalho, assistente social da Cemig.

O programa foi instalado porque havia demanda dos funcionários e porque a empresa estava preocupação com a segurança no trabalho.

Mas, se for preciso, a empresa dá a assistência necessária. “Um dívida de R$ 7 mil me causava muito stress e minha produção não era a mesma.

Isso poderia gerar até risco físico, além de afetar minha imagem perante os colegas”, afirma um eletricista da Cemig, que prefere não se identificar.

Ele recebeu aulas de educação financeira em outubro de 2009 para reorganizar as dívidas. E conta que até hoje recebe acompanhamento psicológico, pago pela empresa, para auxiliar a controlar o impulso por compras.

Macedo afirma que o apoio deve ser uma iniciativa da empresa. “A grande riqueza das empresas é o conhecimento e um funcionário endividado fica nervoso, não pensa direito e assim não traz resultados satisfatórios”, alerta.

Para o especialista, o desequilíbrio financeiro trava a vida das pessoas, impede de progredir na carreira e de se aprimorar enquanto profissional.

“Quem está bem pode se aventurar em busca de novos desafios e fazer cursos, quem vive endividado fica preso na empresa só porque tem medo de sair e não ter recursos”, diz.

Do Portal Brasil Econômico
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