Warning: preg_match() [function.preg-match]: Unknown modifier 't' in /home/edufinan/public_html/wp-content/plugins/mobile-website-builder-for-wordpress-by-dudamobile/dudamobile.php on line 603
É de pequeno que se aprende o valor do dinheiro | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais, Notícias

É de pequeno que se aprende o valor do dinheiro

Aos 5 anos Tania faz economias e pequenas vendas que já renderam € 100 para fazer compras na Europa

Manter o orçamento equilibrado, comprar a casa própria, economizar parte do salário e, além de tudo, viajar nas férias, são sonhos adultos cujas habilidades e conhecimentos para alcançá-los se aprendem desde pequeno. A opinião é unânime entre especialistas em educação financeira e, aos pais que buscam preparar os filhos para isso, os bancos dão uma divertida ajuda. É possível encontrar jogos e outras atividades lúdicas que ensinam as crianças a compreender o funcionamento do sistema monetário e adquirir bons e responsáveis hábitos de consumo nos sites do Banco do Brasil, Caixa,Itaú/Unibanco, Santander e Banco Central.

— Ao aprender que tem de fazer escolhas ao gastar o dinheiro a criança se torna um adulto com hábitos de consumo mais conscientes. Saberá lidar melhor com as finanças. O que vai impactar diretamente na diminuição do sofrimento na vida adulta — ressalta Cássia D’Aquino, especialista em educação financeira, membro correspondente da Associação Internacional para a Cidadania e Educação Econômica e Social e autora de site e livros sobre sobre o tema.

Aos cinco anos, a carioquinha Tania Haimenis Jacobsohn já conseguiu juntar € 100 fazendo economias e pequenas vendas de brinquedos e roupas que não usa mais e de objetos de decoração que ela mesma produz. O dinheiro foi gasto, ou melhor, investido, em uma viagem à Europa da qual trouxe mais matéria-prima para produzir os sabonetes revertidos em mais ganhos. A carteira de couro vinho com lacinho dourado da carioquinha já está cheia novamente.

A mãe, Elizabeth, conta que o empreendedorismo da filha foi despertado por uma explicação que teve de ser dada à pequena: “brinquedos custam dinheiro e para ganhá-lo é preciso trabalhar”. Desde então, Tania associa dinheiro a trabalho e a cabecinha fervilha de ideias e táticas para fomentar o que chama de “vendinha”. Nos churrascos da família, na cobertura onde mora, em Laranjeiras, chega um momento em que Elizabeth precisa pedir para a filha parar de oferecer os sabonetes aos convidados. Tarefa quase impossível.

— Eu gosto de trabalhar — rebate Tania.

Ganhos são globais, aponta especialista

Para Álvaro Modernell, especialista e autor de livros sobre educação financeira infantil, quanto mais crianças aprenderem a lidar com dinheiro, menor serão os níveis de endividamento e de fraudes contra consumidores no futuro.

Modernell avalia a iniciativa dos bancos como a prestação de um “grande serviço” que, por tabela, acaba fidelizando e atraindo novos clientes. No entanto, ressalta que a educação financeira está estritamente ligada ao ambiente familiar. Ou seja, não basta os pais ensinarem aos filhos os caminhos desses sites e os deixarem em frente ao computador. Educação financeira se aplica no dia a dia.

— Os pais têm de dar o exemplo. Envolver os filhos nas questões do cotidiano, como ensiná-los a pedir nota fiscal, que têm direito a trocar um brinquedo que quebrou durante a garantia — exemplifica.

O advogado e consultor financeiro Ronaldo Gotlib compartilha da mesma opinião. Ele desaprova a atitude de deixar filhos em casa na hora das compras como forma de evitar que peçam brinquedos e outros produtos que vão além das possibilidades financeiras da família:

— Não se pode esconder o mundo das crianças. Elas têm de participar das escolhas dos pais e entender que têm limites impostos pela capacidade financeira do casal.

Os bancos, por sua vez, informam que investem neste nicho por entenderem que o papel deles não é apenas oferecer produtos e serviços, mas também disponibilizar conhecimento para que as pessoas possam usar melhor seus rendimentos. “Temos o objetivo de construir relações de longo prazo com os nossos clientes, permanecendo na escolha deles. Acreditamos que, ao tornar o conhecimento financeiro fácil e útil no dia a dia das decisões das pessoas e das empresas, estamos contribuindo para que eles façam melhores escolhas hoje e no futuro”, explicou o Itaú/Unibanco por meio da assessoria de imprensa.

Jovens que tiveram educação financeira poupam mais

A eficácia da educação financeira na infância é comprovada por pesquisa que mostra que os resultados são imediatos. Um estudo feito pelo Banco Mundial com alunos de 900 escolas do Rio de Janeiro e de outros quatro estados brasileiros, aponta que jovens que tiveram educação financeira poupam mais.

Na grade curricular destes colégios foi implantado entre 2010 e 2011 um projeto-piloto sobre o tema. Ao final das aulas, em dezembro de 2011, 53% dos jovens escolhidos para o projeto disseram ter vontade de guardar algum dinheiro, enquanto que, entre os que não tiveram esta disciplina, o índice ficou em 51%.

Tema pode virar disciplina escolar

Em abril deste ano o governador Sérgio Cabral vetou o projeto de lei que prevê a inclusão de aulas de educação financeira no currículo das escolas de ensino médio das redes estadual e municipal do Rio. O veto aguarda apreciação em plenário pelos deputados, que podem derrubá-lo.

Em sua justificativa, o governador alega que a iniciativa é inconstitucional porque “invadiu competência não só da União, mas também dos Municípios. (…) Ao determinar o conteúdo a ser ministrado na rede estadual está, nada menos, do que atribuindo funções ao Conselho Estadual de Educação, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Educação, o que vulnera (…) a Constituição fluminense.”

Na ocasião, o autor do projeto, deputado estadual José Luiz Nanci, declarou que tentaria convencer os colegas a derrubarem o veto durante votação em plenário.

Do Portal O Globo
Você gostou deste artigo? Compartilhe:

Deixe seu recado