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É certo dar dinheiro aos filhos em troca de boa nota na escola? | Instituto de Educação Financeira

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É certo dar dinheiro aos filhos em troca de boa nota na escola?

Quando o assunto é tirar boas notas na escola, a recompensa mais frequente é um tradicional ‘tapinha’ nas costas. Em algumas famílias, os filhos estão respondendo a um reconhecimento um pouco diferente: dinheiro vivo.

Um exemplo são os filhos de Ganesh Subramanian, diretor de Finanças para Desenvolvimento de Negócios da companhia farmacêutica francesa Sanofi-Aventis. No último ano letivo, ele estabeleceu uma meta alta para seus dois filhos, Anik e Navin: um boletim trimestral com apenas notas “A” renderia a eles US$ 100. Um ano inteiro com notas “A” – quatro boletins trimestrais seguidos – e a recompensa subiria para US$ 1 mil. Uma única nota “B” seria suficiente para a perda da recompensa. “Tudo começou como uma brincadeira, mas eles acabaram conseguindo”, diz Subramanian, que mora em Hasbrouck Heights, Nova Jersey (EUA). “Isso os incentivou, porque eles sabem: se não estudarem direito isso poderá significar um ‘B+’ e a perda de tudo. Portanto, quando eles chegam da escola, correm para fazer o dever de casa”, conta.

Subramanian não está sozinho no ato de atrelar os trabalhos escolares a recompensas em dinheiro. Um estudo sobre crianças e dinheiro, realizado em julho pelo American Institute of Certified Public Accountants e a Harris Interactive, constatou que 48% dos pais pagam por boas notas. O valor médio por uma nota “A” entre aqueles que colocam a mão no bolso em troca de tarefas escolares bem feitas? A resposta: US$ 16,60.

“Não vejo nada de errado em pagar pelo desempenho”, diz Clare Levison, um contador de Blacksburg, Virgínia, e membro da National CPA Financial Literacy Commission. “Isso ocorre há muito tempo na América corporativa. Acho que pode ser um incentivo eficaz, contanto que você o use como um momento de aprendizado para ensinar a eles como lidar com orçamentos e poupança.”

E a iniciativa não serve somente para os filhos mais jovens. Mike Nason, um estrategista de mídia de Orange County, Califórnia, tem cinco filhos. A caçula, Chandler, de 19 anos, está cursando a Universidade do Estado do Arizona. Com a filha, Nason fez o seguinte acordo financeiro: se Chandler mantiver sua média elevada, ele cobre as despesas com gasolina, que para ela são muito altas. Significam um desembolso de pouco mais de US$ 40 por semana. Se a média de Chandler cai abaixo do nível estipulado, a ajuda financeira é retirada. Mas a aluna do segundo ano da faculdade está se saindo muito bem, e o trato está sendo mantido. “A gasolina está tão cara que não sei como os jovens se viram hoje em dia”, afirma Nason. “Portanto, isso tem sido uma grande motivação para ela.”

Como constata a pesquisa, não são todos os pais que estão convencidos de que o dinheiro é a solução quando o assunto é tirar boas notas na escola. Como se trata de algo que os jovens deveriam estar conseguindo por esforço próprio, sem qualquer incentivo adicional, recompensar as boas notas é, para alguns, um exagero.

Bill Dwight, que vive na Califórnia com cinco filhos, adotou a estratégia de incentivar dois deles a tirar boas notas com recompensas em dinheiro nos últimos anos. As notas “A” renderiam os maiores pagamentos e as notas “B”, valores menores. Notas “C” ou inferiores não renderiam nada. Mas depois de tentar isso por um ano, ele percebeu que o sistema não resultou em comportamentos muito diferentes. Então, ele e sua esposa desistiram da ideia – e o desempenho dos filhos na escola permanece o mesmo de antes.

“Nossa avaliação foi de que aquilo não estava realmente melhorando suas notas e filosoficamente não estávamos em sintonia com o processo”, diz Dwight, fundador do site de gestão de recursos FamZoo. “Mas não critico outros pais por tentarem. Acho que a gente deve tentar um monte de coisas diferentes e descobrir o que funciona melhor para nossos filhos.”

Os especialistas recomendam aos pais que tentem remunerar os filhos por hábitos, em vez de pagar por boas notas na escola. Se a ideia de atrelar dinheiro às notas deixa um gosto ruim na boca, os pais podem sempre tentar promover bons hábitos. Portanto, em vez de pagar por uma nota “A”, condicione a mesada regular de seu filho a um objetivo de prazo mais curto, como concluir o dever de casa, que, como consequência, poderá levar a um “A”. “O ruim de tentar pagar pelo desempenho é que se o semestre estiver praticamente perdido não haverá mais motivação”, diz Dwight. “Mas se você estiver pagando por um hábito como o da leitura regular ou a realização dos deveres de casa, então nunca será um desperdício.”

Estando ou não as mesadas atreladas às notas, é muito importante que os filhos separem parte de seu dinheiro para prioridades diferentes. Kelly Whalen, quatro filhos e fundadora do blog “The Centsible Life”, não condiciona os deveres de casa ao dinheiro. Mas ela garante o encaminhamento de 25% das mesadas dos filhos para poupança e outros 25% para caridade, para ensiná-los como fazer a gestão financeira. “Faça com que eles coloquem dinheiro em cofrinhos separados ou envelopes, para que eles adquiram o conceito quando são jovens”, diz Whalen.

Dar dinheiro aos filhos em troca de boas notas não significa, necessariamente, que eles podem fazer o que quiserem com ele. Você pode manter o controle e decidir se eles estão usando os recursos de maneira sábia ou não. Os filhos de Ganesh Subramanian, por exemplo, ainda não tocaram nos US$ 1 mil que ganharam no último ano letivo. “Se eles quiserem gastar US$ 400 em um brinquedo ou coisa parecida, eu não vou permitir”, afirma ele. “Talvez quando mostrarmos a eles o quanto custa uma faculdade, eles queiram transferir o dinheiro para seus planos de poupança para a universidade. É muito importante os filhos aprenderem sobre finanças desde cedo – e esta é uma maneira de fazer isso”.

Do Portal Valor Econômico
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1 comentário to “É certo dar dinheiro aos filhos em troca de boa nota na escola?”

  1. Fala Jurandir,

    Tenho uma experiência bem positiva com “remuneração” por notas para compartilhar.

    Há pouco mais de 10 anos quando ainda estava no ensino médio, eu que era um aluno mediano e sem muita motivação, recebi uma oferta do meu pai de ganhar 25 reais por cada nota máxima no bimestre (25 ptos).

    Não consegui tirar muitas notas 25, mas tirei vários 22, 23 e 24. Estranhamente, tomei gosto pelos estudos e continuei estudando bastante, mesmo sem ter a remuneração atrelada a notas.

    Um abraço.
    Renato

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