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'Dura para sempre', diz jovem que quer garantir futuro com imóveis | Instituto de Educação Financeira

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‘Dura para sempre’, diz jovem que quer garantir futuro com imóveis

Há dois anos o empresário Marcos Ramos decidiu que iria economizar nos gastos pessoais para investir no mercado imobiliário de João Pessoa e assim garantir seu futuro. “Deixei, por exemplo, de viajar com meus amigos e também de trocar o carro para aplicar nos imóveis”, disse.

Marcos afirma que não investe em poupança nem em previdência privada, pois, na visão dele, o lucro seria muito pequeno. “Querendo ou não, o imóvel é uma previdência privada que vai durar para sempre, e quando quiser posso vender”, afirma.

Para o jovem investidor, não basta ter apenas a vontade de aplicar o dinheiro, é preciso tomar algumas precauções. “Foram dois meses pesquisando para escolher o melhor investimento. Tive que levar em conta a localização do edifício e a credibilidade da construtora. Também pedi ajuda ao meu irmão, que é corretor”, disse Marcos, que optou por comprar um apartamento que ainda estava na planta, pois os preços são mais baixos do que os já construídos.

Atualmente, Marcos tem 23 anos e já tem seu próprio negócio. A escolha do investimento foi um apartamento de 120 metros quadrados em Manaíra, bairro nobre de João Pessoa. Mas, como a compra foi na planta, ele vai ter que aguardar cerca de três anos para receber o imóvel. O objetivo é alugar ou vender o imóvel para pensar em novos investimentos.

Mesmo pesquisando antes de investir, Marcos sabe que corre alguns riscos. “A construtora pode quebrar, por exemplo, e aí é importante avaliar bem antes de escolher onde investir”, afirmou.

Palavra do especialista

Para o economista Celso Mangueira, Marcos está investindo bem o dinheiro. “A vida é uma questão de escolhas e ele está no caminho certo para a idade dele. Abriu mão de gastar o dinheiro com outras coisas para garantir o futuro”, afirmou. Ainda segundo o economista, os imóveis garantem estabilidade e caso o investidor passe por algum tipo de dificuldade financeira pode, em último caso, se desfazer do bem para quitar suas dívidas. “Um patrimônio é sempre um patrimônio”, concluiu o especialista.

Uma outra vantagem apontada por Celso é que o investimento, que começou de maneira despretensiosa, pode acabar virando a principal fonte de renda. “Se a pessoa tiver um ou dois imóveis pode até viver apenas do aluguel dos patrimônios”, destacou.

O economista Celso lembrou que nos últimos anos o imóvel teve uma valorização muito grande com os programas de incentivo do governo, mas que pode cair a qualquer momento, como aconteceu nos Estados Unidos. “A crise estourou em 2008, mas a desvalorização dos imóveis é sentida até hoje”, explicou.

Outro risco apontado pelo economista é que caso o investidor compre um imóvel financiado pode acabar não honrando as prestações e em um determinado momento ficar inadimplente. “Por fim pode até acabar vendendo o imóvel por um preço inferior ao que foi adquirido”, alertou o economista.

Já em relação à previdência privada, Celso Mangueira explicou que o objetivo é garantir uma tranquilidade no momento em que a pessoa se afasta da vida produtiva. “É uma questão de futuro. A previdência privada vai definir o quanto você quer em uma renda suplementar daqui a tantos anos”. Mas mesmo com a sensação de estabilidade, o economista lembrou que “todo investimento é um risco”. De acordo com ele, “não existe nada que garanta que daqui a 20 anos a empresa responsável pela previdência não estará quebrada”.

O economista aproveitou para dar algumas dicas sobre a previdência privada para Marcos. “Não sabemos se as condições que temos hoje serão garantidas logo após a nossa aposentadoria. É importante que ele avalie essa possibilidade, porque para países mais desenvolvidos essa é quase uma obrigação e está inserida na própria cultura, que no momento que precisar vai ter”.

De acordo com Celso, os jovens em geral pensam em curtíssimo prazo e consequentemente têm uma visão imediatista. “A previdência não dá retorno imediato, mas vai garantir o futuro”. Para o economista, o ideal é unir os dois interesses. “Com o dinheiro que sobrar do aluguel do imóvel, ele pode investir na previdência privada”.

Do Portal G1
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