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Dividendo é questionamento frequente das pessoas físicas | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Dividendo é questionamento frequente das pessoas físicas

Geraldo Soares, do Itaú Unibanco: acionistas geralmente querem saber se distribuição de lucros vai aumentar

Entender o negócio de uma companhia, como ela pretende investir seus recursos e qual seu potencial de crescimento – além de sua política de distribuição de dividendos – são, de longe, os assuntos mais abordados pelos pequenos investidores. Seja via e-mail, por telefone, em apresentações de resultados, nos encontros promovidos em feiras especializadas ou mesmo nas assembleias de acionistas. Questões curiosas ou pouco usuais, no entanto, não ficam de fora.

Geraldo Soares, superintendente de relações com investidores (RI) pessoa física do Itaú Unibanco, conta que nas apresentações públicas muitas vezes surgem investidores de outras companhias interessados na percepção sobre temas não diretamente ligados à dinâmica do banco. “Já nos perguntaram sobre construtoras, por exemplo. Mas nunca falamos de uma empresa específica, nossas opiniões são sempre em relação a setores”, explica.

“Recebemos contatos de pessoas querendo saber qual será o preço da ação na semana que vem ou se vale a pena comprá-la”, conta Alessandra Gadelha, diretora de RI da Mills. “Atendemos, deixando claro que só falamos de resultados.” Outra pergunta bastante comum se refere à distribuição de dividendos das empresa. “Nunca falta”, conta Soares, do Itaú. Os questionamentos são muitos, mas, na enorme maioria das vezes, quem se manifesta quer, obviamente, saber se o volume pago irá aumentar.

Essa disposição em solucionar as dúvidas, mesmo as mais curiosas, pode render frutos. Na Eternit, a base acionária saltou de 1,2 mil em 2004 para 7 mil atualmente, sendo 60% de pessoas físicas – o maior deles é Lírio Parisotto, com cerca de 15% do capital. O gerente de relações com investidores da empresa, Rodrigo Lopes da Luz, conta que as principais mudanças no relacionamento com o mercado começaram justamente em 2004. Após uma troca no comando do grupo, decidiu-se basicamente investir em governança corporativa e trabalhar publicamente a questão do amianto crisotila, matéria-prima polêmica. A ideia, diz Luz, era colocar a Eternit na vitrine, o que acabou dando resultados.

A empresa vai encerrar 2012 com um total de sete reuniões públicas, nas quais a grande questão apresentada pelos investidores se refere ao amianto. “Mesmo sendo um tema delicado, optamos por não ficar na defensiva”, afirma. “Creio que este pode ser um diferencial [no trato com os acionistas], assim como as reuniões individuais.” Ele se refere a episódios nos quais executivos da empresa chegam a receber um único acionista, tanto institucional quanto pessoa física, para esclarecer as dúvidas ponto a ponto.

Na Petrobras, em que a esmagadora maioria é de acionistas pessoas físicas – cerca de 320 mil ante um pouco mais de 10 mil investidores institucionais e corporativos -, a aposta se concentra em um site amigável ao pequeno investidor e em apresentações direcionadas, inclusive para quem não tem ações da estatal.

Segundo Paulo Campos, gerente de investidor individual da área de RI da Petrobras, a média no ano é de 750 telefonemas mensais atendidos pela área, 350 e-mails e 25 pessoas recebidas na sala aberta ao acionista, em sua sede no Rio. A meta para 2013 é aumentar a participação em eventos, com foco, diz ele, na “cultura de investimento”. “Não cansamos de dizer que aplicação em ações é para o longo prazo”, diz Campos. O mantra repetido em encontros com investidores é mais ou menos o mesmo. “Tivemos uma redução de produção que vem afetando os resultados, mas estamos investindo para incrementá-los. No longo prazo, as ações devem responder”.

O Banco do Brasil é outro que tem o site de RI como principal canal de comunicação com os acionistas pessoa física. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o compromisso é responder em até 48 horas aos questionamentos recebidos por e-mail. De uma base total de 362,5 mil acionistas, cerca de 96% correspondem a aplicadores de varejo, conforme dados de setembro.

O Itaú Unibanco terminará o ano com um total de 22 reuniões públicas com investidores e analistas, sendo 13 delas dentro de Expo Moneys – o maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina. Entre as iniciativas de destaque na área de RI, afirma Soares, está a reforma constante do site especializado – em 2013, entrará no ar a décima versão -, com informações em português, inglês e espanhol.

Em comum, as companhias anseiam por mais e mais perguntas vindas deste tipo de aplicador. “A turbulência gerada pela crise internacional afastou da bolsa o investidor de varejo”, diz o diretor executivo do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti. “Mas, com a queda dos juros, alguns deles devem retornar, pois as ações surgem como uma opção para se tentar retornos melhores, se o foco estiver no longo prazo.”

Do Jornal Valor Econômico

 

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